19 Abr 2019
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Antevisão: The Last of Us

Estamos a menos de um mês do lançamento do tão esperado The Last of Us e por cortesia da Sony já deitámos as mãos a uma demonstração do jogo. Preparados para conhecer o que a nova aventura da Naughty Dog vos pode mostrar?

The Last of Us é aquele jogo que desde o primeiro trailer cativa o jogador. A equipa por detrás do seu desenvolvimento nunca nos falhou no passado. Não temos como imaginar um mau trabalho feito pela Naughty Dog – criadores de jogos como Crash Bandicoot ou Uncharted. The Last of Us não fica nada atrás.

Esta demo acaba muito depressa e no final deixou uma imensa vontade de pegar na versão completa do jogo. Vamos então ao que interessa. O que esperar então de The Last of Us?

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Podem desde já ficar descansados, esta antevisão não conta qualquer spoiler relacionado com a história do jogo. Os personagens principais são Joel e Ellie e nesta demonstração, temos duas secções para explorar: Lincoln e Pittsburgh.

O primeiro contacto com o jogo é o fantástico trabalho visual. Muito semelhante ao que conhecemos em Uncharted com luzes extremamente bem trabalhadas, texturas e detalhe ao máximo rigor. O mundo está vivo ao nosso redor com a vegetação a mexer-se enquanto a atravessamos e com o vento a levantar à nossa volta.

A Naughty Dog teve um cuidado muito especial na atmosfera que criou. Começamos numa densa floresta, passamos por uma cidade fantasma, entramos em lojas, interiores de casas e tudo sempre cuidadosamente preparado, como se fosse uma série de televisão “à la The Walking Dead”.

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O ambiente também está especialmente no campo sonoro. O jogo provoca-nos uma tensão imediata à medida que atravessamos cada pedaço de terreno. O silêncio constante é quebrado apenas pelos sons assustadores dos mutantes espalhados pelo cenário.

É um jogo para ser jogado com calma e com inteligência. O meu primeiro contacto com um mutante que se encontrava no canto dele foi: “bem, ele está tão quieto, um tiro acabo já com isto.” – wrong. Foi uma péssima ideia, um tiro falhado resulta muito depressa na nossa morte.

O jogo implica um forte instinto de sobrevivência muito bem transmitido. Vamos ter que criar armas com objectos espalhados pelo cenário, colar tesouras a postes, criar explosivos, molotov cocktails, entre outras armas. Cada passo dado tem que ser com o máximo cuidado. Sempre que possível temos que evitar confrontos desnecessários, principalmente com mutantes. Com os humanos a conversa já é outra mas as escassas munições obrigam-nos sempre a procurar sempre alternativas.

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Quem dá também uma ajuda é Ellie. Com uma IA competente, Ellie não se atravessa no nosso caminho nem atrapalha o nosso percurso, não precisam de a defender em combate sendo que ela procura sempre onde se esconder. Se estiverem presos nalguma área ela também pode dar uma ajuda e procurar uma solução. Em termos de história não deu para aprofundar a ligação entre ambos mas tudo indica que vai ser algo de muito bom. Por este curto tempo, sentiu-se uma ligação forte entre os personagens e pela sua luta pela sobrevivência. Para além de Ellie, a IA dos nossos inimigos também está levada a um novo patamar. O inimigo tenta constantemente flanquear-nos e mudar de posição sempre que possível para nos dificultar a tarefa ao máximo. E se não nos virem no cenário andam de um lado para o outro a vasculhar à nossa procura.

[singlepic id=3166 w=320 h=240 float=left]Em termos de controlos, os jogadores de Uncharted vão se sentir um pouco mais à vontade com alguma semelhança na mecânica de jogo. A dificuldade está no entanto acrescida com a mira a mexer-se enquanto respiramos de forma mais realista e outros elementos diferentes, como a falta de um sistema de cobertura. No que toca a arsenal ainda não deu para ter bem uma noção da quantidade de armas que vão estar ao nosso dispor. Deu no entanto para dar uns toques no arco e flecha, um dos pontos fortes da demonstração. Mesmo este elemento está feito com cuidado, as setas que não se partirem podem ser recuperadas para ser novamente utilizadas o que vai obrigar ainda a ter mais cuidado quando estivermos em confrontos.

Ainda na demo deu para conhecer o modo “Listen Mode”. Com esta habilidade, Joel consegue, quando agachado, ouvir e sentir de melhor forma o ambiente ao seu redor. É o ponto forte no que toca a pensar uma estratégia para evitar confrontos desnecessários.

Ainda é cedo para tomar uma decisão definitiva de The Last of Us mas tudo aponta a uma forte narrativa com uma ligação muito especial entre dois personagens. Uma aventura com excelentes visuais, forte sentimento de sobrevivência e uma maneira excelente da Sony fechar a sua geração na PlayStation 3.

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