26 Nov 2020
Indústria

E3 2014 – E o prémio vai para…

Resumo em poucas palavras o que achei da E3 deste ano, e quem, para mim, foi o vencedor deste ano.

Damos por terminada mais uma edição da Electronic Entertainment Expo, onde vimos muitas novidades, umas melhores que outras, mas quão melhores? Este artigo é pura opinião pessoal do seu autor, sendo qualquer opinião divergente tão válida como a minha e qualquer outra. Se algum detalhe me falhou, ou esqueci de falar de um jogo, não é por mal, simplesmente posso-me ter esquecido.

Começo por falar um pouco de cada conferência, e como tal, temos em primeiro lugar a Microsoft. A empresa tem vindo a demonstrar estes últimos meses que tem uma consola mais que capaz de rivalizar com as concorrentes, e isso tem-se visto com as vendas da sua consola. O ano passado não entraram bem na E3, e também não saíram de lá melhor, tendo passado os meses seguintes a repensar as suas políticas, mas o mesmo não se pode dizer deste ano. Este ano a Microsoft veio com uma apresentação super sólida, bem estruturada e com muito jogo para mostrar. Para começar, apresentaram uma nova pista para o Forza 5, a qual eu sinceramente pensava que já estava no jogo, mas sendo free, não me chateio muito. Ainda falando de Forza pudémos ver o primeiro trailer de Forza Horizon 2. O jogo parece ter um aspecto deslumbrante, tal como Forza 5, mas fica a preocupação de a meio do trailer ter ouvir “more than 200 cars” (mas de 200 carros), o que me soa a muito pouco.

Assassin’s Creed Unity foi o primeiro título multi-plataformas a ser apresentado, com um vídeo onde pudémos ver um pouco de jogabilidade com quatro jogadores, mas mesmo depois da conferência da Ubisoft e Sony ainda ficam dúvidas se é um co-op por invasão ao estilo de Watch Dogs, uma campanha à parte ou a possibilidade de passar a campanha normalmente ou em co-op, como o jogador preferir.

Foi apresentado o trailer de um novo DLC de Dead Rising 3, chamado Super Ultra Dead Rising 3′ Arcade Remix Hyper Edition EX + α. Até cansa ler, mas para quem ainda não se apercebeu, é um DLC que trará novo conteúdo para Dead Rising 3, com a temática de Street Fighter. Iremos ter fatos, ataques e muito mais da série Street Fighter, e dou grande destaque à parte de ataques, pois sempre me deu vontade de dar uns Shoryukens e Hadoukens nuns zombies.

A High Moon Studios apresentou-nos um título, que eu pelo menos não esperava, mas que me deixou boquiaberto: Ori and the Blind Forest. Fiquei com a impressão de ser um indie 2D platformer com uma arte linda, e uma jogabilidade divertida.

Não seria uma conferência da Microsoft sem se falar de Halo, mas desta vez fiquei realmente impressionado com o que apresentaram. Grande destaque para o Halo Master Chief Collection, que trará o Halo Combat Evolved, Halo 2, Halo 3 e Halo 4, o que para uma pessoa como eu, que ainda não conseguiu pegar na série, adoraria ter. Mas não se ficaram por aí, sendo que os jogos vão levar um remaster, e dos melhores que já vi, pois foi mostrado um pouco do online do Halo 2 remasterizado. Eu disse online? Sim é verdade, o online famoso de Halo 2 estará de volta com a jogabilidade clássica, os mapas clássicos, e tudo isto na vossa Xbox One. Fiquei um pouco desiludido por não terem mostrado algo mais concreto sobre o Halo 5, pois por todos os efeitos, já estava anunciado desde o ano passado.

Outros trailers apresentados na conferência da Microsoft foram surpreendentes, começando pela sequela do Tomb Raider 2013, intitulado Rise of the Tomb Raider, o que parece ser sobre as primeiras aventuras de Lara Croft, e o que a levou a ser a Tomb Raider. Grande destaque para o exclusivo de Hideki Kamiya, Scale Bound, que me deixou extremamente interessado em saber mais. Por fim vemos o regresso de dois títulos exclusivos da Xbox: Phantom Dust e Crackdown 3. Project Spark teve direito a um pequeno trailer, mas o mais interessante é a introdução da personagem Conker, do título aclamado, Conker’s Bad Fur Day. Os fãs têm pedido um remake do jogo, e é interessante ver a Microsoft introduzir a personagem em Project Spark. É quase como uma mensagem de “querem um novo Conker’s? façam-no vocês”.

Call of Duty Advanced Warfare foi apresentado na conferência da Microsoft, mas foi tão memorável, que só no fim de escrever este artigo é que me lembrei de vir falar do jogo. Este ano os produtores não falaram sobre o jogo, não nos apresentaram nada, e fico preocupado, pois parece que irá ser mais do mesmo, pois só vimos coisas que me fizessem lembrar Titanfall.

Witcher 3, veio, mostraram o jogo, e o público ficou sem palavras. Eu próprio não sei o que dizer. O jogo parece estar fenomenal, os gráficos estão surreais, a jogabilidade parece extremamente fluida, e o jogo não parece piorar em nenhum aspecto. Fiquei extremamente ansioso (mais ainda) depois de ter visto o jogo a correr.

Deixei para o fim, pois é um jogo que queria mesmo falar em particular, e da maneira como foi apresentada. Sunset Overdrive, da Insomniac Games, foi apresentado o ano passado como exclusivo da Xbox One, mas pouco se ligou ao jogo… até à umas semanas onde vimos o primeiro vídeo de jogabilidade do jogo, e agora com a E3 têm a minha total atenção e interesse. Para começar falo do trailer de apresentação do jogo, que foi divertido, interactivo e memorável, mas o destaque vai mesmo para o que mostraram do jogo. Embora não se tenha visto nenhum objetivo, deu para ver que Sunset Overdrive nos vai dar um mundo cheio de espaços para explorar, uma jogabilidade divertida, com várias opções, desde perks, armas malucas, e combo finishers. Este jogo, sem dúvida, será um system seller da consola.

Analise

A segunda empresa a por os pés no palco foi a Electronic Arts, e para mim foi a conferência mais fraca. Todos sabíamos que irão ser apresentados vários títulos de desporto, mas este ano foi extremamente fraco, pois pareciam todos trailers dos jogos anteriores. Para além dos jogos de desporto, todos os outros títulos apresentados estavam em fase de protótipo, mesmo jogos como Mirror’s Edge 2, que já tinham sido lançado leaks à quase um ano.

Falando de jogos, NHL, Madden NFL e FIFA 15 todo mostraram um trailer CGI, onde podemos ver uns gráficos lindos e detalhados, mas todos sabemos que isso nunca será visto nos jogos. Deram a mesma conversa de sempre de “os jogadores este ano estão mais inteligentes, mais ágeis e mais imprevisíveis”, e não apresentaram nada de novo… nem um modo de jogo novo, nada. Anunciaram o EA PGA Tour, ao qual poucas pessoas do público sequer tiveram força para aplaudir, mas aparentemente a EA irá dinamizar os jogos de golf, misturando os campos de golf com cenários de outros títulos da EA, sendo o exemplo que usaram, o mapa do online de Battlefield 4, Paracel Storm. Pouco falaram do EA Sports UFC, pois o jogo está quase nas lojas à venda, mas deram um grande destaque ao DLC de pre-reserva do Bruce Lee, mostrando um combate com o mesmo.

Novamente a EA surpreende-nos apresentando o DawnGate, um MOBA, onde ele se deram a trabalho de tentar fazê-lo apelativo, mas sejamos realistas… League of Legends lidera o mercado dos MOBAs com uma vantagem estonteante, segue-se com DOTA 2 que pelo segundo lugar se mantém, e agora vamos ter o Heroes of the Storm, que irá agarrar todos os fãs dos jogos da Blizzard. Por mais “profundo” que tentem as personagens parecer, parece que será um jogo que sofrerá o mesmo destino que muitos “World of Warcraft Killers” tiveram: ao fim de uns meses estará por um fio.

Vimos um pouco da jogabilidade de Dragon Age Inquisition. Uma luta de quatro jogadores com um dragão, mas não foi mostrado nada específico, não falaram em funcionalidades, opções, nada.

A parte mais interessante da conferência foi obviamente o demo de Battlefield Hardline e Mirror’s Edge 2. A EA ofereceu a beta fechada para todos os utilizadores da PS4 que têm o Battlefield 4, ao qual eu já tive a oportunidade de experimentar, e o que posso dizer é que o jogo está melhor do que aquilo que apresentaram, mas, tal como tinha previsto, o online do jogo pode-se dizer que é igual ao online do Battlefield 4 com todos os problemas de netcode e latência resolvidos. Mirror’s Edge 2 está com um aspecto lindo, mas infelizmente apenas temos uns vídeos em fase protótipo. A meu ver os dez segundos de Star Wars Battlefront não foi o suficiente.

Analise

Em terceiro lugar temos a Ubisoft, que entrou em palco ainda dorida dos ataques que tem levado pelos fãs por causa dos problemas em Watch Dogs, mas rapidamente nos pos a dançar com Just Dance 2015. E segundo parece Just Dance terá uma versão mobile, que nos permitirá jogar em qualquer lado, por isso se algum dia se encontrarem numa situação embaraçosa, basta dizerem que estavam a jogar Just Dance no telemóvel.

The Divison parece manter-se forte, como sempre, sem downgrades no novo vídeo que mostraram só veio a aumentar a minha vontade de pegar no jogo. Pudémos ver novas opções de jogo, como a troca de classes, permitindo-nos adaptar a qualquer situação, vimos vários tipos de inimigos e as possibilidades em modo co-op. O trailer cinemático estava muito bem concebido, com uns gráficos surreais.

Assassin’s Creed Unity já tinha sido apresentado na conferência da Microsoft, com um vídeo de jogabilidade, mas na conferência da Ubisoft vimos o trailer cinemático do jogo que falou um pouco do ambiente em que o jogo se vai inserir, e vimos também a exploração do mundo em AC Unity. O jogo parece ter uma dimensão nunca antes vista em jogos anteriores de Assassin’s Creed, para não falar de ruas cheias de pessoas. É bom ver que já não há loadings quando se transita entre espaços, e a mudança de luz quando transitamos do exterior para o interior está muito bom. Fiquei muito admirado com este Assassin’s Creed, para não falar das cinco edições colecionador já reveladas.

Vimos um novo trailer de um jogo feito com a UbiArt, e o trailer trouxe-me lágrimas aos olhos. Valiant Hearts é um jogo 2D, e segundo percebi, não se vai tratar de um jogo da primeira guerra mundial, mas sim dos problemas que os soldados tiveram, e as memórias que eles no deixaram. Prevejo que este jogo faça uma nova onda de “poeira nos olhos”, como aconteceu com o 5º episódio do Walking Dead, da Telltale Games.

De FarCry 4 apenas quero falar da capacidade da Ubisoft fazer sempre vilões memoráveis, e prevejo que este novo vilão estará nomeado nos VGX como uma das melhores personagens de 2014. O vídeo mostrado do mesmo foi simplesmente lindo, os gráficos estão muito bons, mas faltou ver um pouco de jogabilidade ao vivo.

The Crew era o jogo ao qual eu queria ver muito mais, mas infelizmente, o que tivemos foi um trailer costa-a-costa, em velocidade acelerada. Não deu para ver grandes detalhes, nem ter novas percepções do jogo. Um jogo que a Ubisoft não teve medo em perder tempo, foi o Shape Up, e a meu ver é uma ideia que fazia falta dentro do seu género. Shape Up é um jogo de fitness que tenta não ser como todos os outros, e tenta tornar o exercício em diversão. Enquanto que outros jogos de fitness nos metem a seguir programas diários, este jogo transforma os exercícios em mini jogos, mas de uma forma mais competitiva, e com possibilidade de jogar com amigos ou familiares. Mostraram dois jogos, sendo um deles uma espécie de guitar hero, onde nós temos de saltar sempre com as pernas juntas, e o segundo era um jogo de flexões, onde quem fizesse mais iria ficando com objectos cada vez mais pesados nas costas (dentro do jogo). Parece um bom jogo para o Kinect.

Para terminar em grande mostraram o Rainbow Six Siege, onde parece ser o regresso dos tactical shooters, que fizeram as séries Rainbow Six tão famosas. Foi mostrado um gameplay de um assalto a uma casa, onde cinco terroristas estavam a fazer uma refém, mas o melhor é mesmo o grafismo, as possibilidades táticas, e o arsenal que nos é dado.

Em geral a Ubisoft esteve muito sólida, apresentou os jogos que nós todos estávamos ansiosos para ver mais, e até introduziram no meio da conferência alguns títulos interessantes.

Analise

Para terminar o primeiro dia em grande, tivemos duas horas de Sony, que esteve forte, e apresentou jogo atrás de jogo, atrás de jogo, até que ficámos saturados de tanto jogo.

É difícil falar da conferência da Sony enumerando todos os jogos que mostraram, mas dou destaque ao LittleBigPlanet 3, que para mim foi surpresa, mas ao mesmo tempo vejo-o um pouco como uma pequena resposta ao Project Spark, no que toca a dar ao jogador a possibilidade de criar o seu próprio jogo. Em LBP3, o Sackboy agora tem três novos amigos, que serão utilizados para determinadas tarefas ao longo do jogo, e cada um tem uma maneira única de funcionar, e isto para mim é excelente quando se joga online. Infelizmente não me pareceu um jogo que pudesse ser exclusivo da PlayStation 4, pois poderia muito bem estar na PlayStation 3 e PlayStation Vita. Bloodborne foi apresentado com um trailer sombrio, mas ao mesmo tempo super interessante, pois sei que não fui o único que esteve o tempo todo do trailer a dizer “Demon’s Souls 2, Demon’s Souls 2, Demon’s Souls 2, De… Bloodborne?”, mas ao que tudo indica é o sucessor espiritual de Demon’s Souls para as consolas next-gen.

Dead Island 2 conseguiu realmente por-me um sorriso na cara, porque já sabia que ia ser apresentado, e ao mesmo tempo mostraram porque é que os seus trailers costumam ser memoráveis. Embora simples, dá para ver um grande detalhe nas personagens, mas a cereja no topo do bolo vai mesmo para a comédia e edição de vídeo que foi feita. Ainda falando em trailers, Hideo Kojima mostrou-nos novamente o porquê de ser um dos melhores na indústria, com um trailer cinemático de Metal Gear Solid V, ao qual eu realmente desejei que nunca acabasse. Uma verdadeira obra de arte por parte do produtor japonês que foi impossível terminar de ver sem um aplauso geral.

Com a moral em alta a Sony não perdeu mais duas oportunidades de dar um pontapé na concorrência. A primeira sendo a introdução da PS Camera nos bundles da PlayStation 4, e frisando “enquanto uns tiram, nós adicionamos e não cobramos”, e a segunda sendo relativamente ao lançamento do Grand Theft Auto V na PlayStation 4, e quem comprasse essa versão poderiam importar os seus saves da PS3Xbox 360. São este tipo de picadas que eu gosto de ver na indústria, principalmente uma pessoa que viveu na época de “Sega does what Nintendon’t”. A meu ver a Microsoft também já está à altura de mandar a sua!

Continuando a falar de jogos, foi-nos apresentado uma longa lista de jogos indie que virão para as consolas da Sony, estando entre eles: Broforce, Titan Souls, Not a Hero, Hotline Miami 2: Wrong Number, The Talos Principle, Entwined e muito mais. Gostei também de ver a apresentação de Magicka 2 e o remake de Grim Fandango, que estarão a caminho da PlayStation 4.

Suda 51 também esteve presente no palco da Sony, com o seu novo título, Let it Die, que parece ser uma espécie de jogo de luta, misturado com elementos RPG… Um pouco estranho, mas preciso de mais informação para poder tirar uma ideia fundamentada sobre o jogo, mas por todos os efeitos, “In Suda 51 we trust”. Mortal Kombat X este no grande ecrã, mostrando um pouco de jogabilidade, e apresentando-nos duas personagens novas.

Vimos também Abzû, um jogo muito parecido a Journey, mas com uma temática mais aquática, por isso fico ansioso por ter mais informações do mesmo, e os produtores de No Man’s Sky também subiram ao palco e falaram um pouco do seu jogo. Devo tirar o chapéu a este estúdio de cinco pessoas, que já sofreu inundações no estúdio, e mesmo assim aparecem na E3 com um jogo com umas cores maravilhosas, e o melhor de tudo, um universo para explorar sem loadings entre a transição de planetas.

No meio de tanto jogo a Sony aproveito para falar um pouco dos seus outros projectos, como a PlayStation Vita TV, que irá ser lançada no final do ano ao preço de 99$ na América, mas infelizmente não mostraram o Project Morpheus.

Para terminar em grande a Sony mostra-nos as primeiras imagens e o nome do próximo título da série Uncharted, mas infelizmente o vídeo não chegou para encher a barriga. Tal como Halo 5, Uncharted 4: A Thief’s End apenas teve direito a uns 10 segundos de trailer, onde pudémos ver o Nathan Drake numa praia desmaiado, e a voz de Sully no fundo. Por todos os efeitos tem um grafismo lindo, mas eu pelo menos esperava poder ver mais. Não se sei ambas as empresas tiveram medo de mostrar os seus titãs, mas no fim da conferência e da maneira como correu a da Nintendo, secalhar deviam ter mostrado mais.

Fica só o questão de a Sony não ter apresentado um system seller para o final deste ano, e ficando-se a contar com os indies, e ao mesmo tempo não apresentando nada concreto para a PlayStation Vita.

Analise

E por fim, para terminar a E3, entrou a velha Nintendo no palco, e devo dizer que entraram bem, e com as melhores cartas na mão. O primeiro passo foi gozar um pouco com eles, pois todagente estava à espera de um novo jogo com o Mario, mas nesta E3 não foi o caso. Gostei particularmente do Robot Chicken ter feito animações para a conferência da Nintendo, com o típico humor que já vem nos seus vídeos.

Para começar falaram no titã que está quase no mercado, Super Smash Bros., com uma introdução magnifica, que incluía os dois CEOs da Nintendo, Reggie Fils-Amie e Satoru Iwata. O produtor do jogo depois mostrou que vai ser possível utilizarmos os nossos Miis para lutar contra as famosas personagens da Nintendo, e até personalizar as mesmas. Apresentaram também a Palutena durante a conferência, e mais tarde o Pac-Man e Game and Watch, como personagens jogáveis. O jogo parece estar sólido, e certamente fará as vendas da Wii U subir ainda mais que o Mario Kart 8.

Entrando forte e sem baixar o nível, a Nintendo apresentou um leque de títulos exclusivos sem fim, tais como: Yoshi’s Wooly World, uma sequela a Kirby’s Epic Yarn, e devo dizer que estou apaixonado por um Yoshi feito de lã. O jogo parece ter uma jogabilidade perfeita, e um design excelente. Não costumo ser pessoa de me contentar com pouco, mas o detalhe da lã encolher quando se está a passar por cima dela com um objeto grande, é daqueles detalhes que sei, que só encontro com a Nintendo. O Toad parece fazer estreia no seu próprio jogo, em Captain Toad: Treasure Tracker, e embora tenham mostrado pouco, possívelmente terá a jogabildiade de Super Mario 3D World.

Kirby também não ficou de parte, com Kirby and the Rainbow Curse, um jogo onde usamos o gamepad para desenhar os percursos. Xenoblades está de volta com Xenoblade Chronicles X, e parece ter lido que o jogo irá ter modo online, sendo sem dúvida um título de peso, se for tão bom como o da sua antecessora.

Um título interessante apresentado foi o Mario Maker, onde podemos criar os nossos percursos de Super Mario, e desafiar os nossos amigos, mas ao mesmo tempo tem a opção de podermos jogar com o Mario antigo e novo.

O grande destaque da conferência da Nintendo vai para os dois títulos da série Legend of Zelda. The Legend of Zelda U (nome não confirmado), foi apresentado com um pequeno vídeo, mas o mais importante vai para as palavras do produtor, onde ele explica que a importância deste título era criar um mundo aberto, que pudesse dar ao jogador uma liberdade de exploração muito maior do que em Wind Waker. O jogo tem uma paisagem linda de ser ver, cheia de cores, um design fenomenal em todos os aspectos, e parece misturar um pouco de Shell Shading (para quem não conhece são gráficos ao estilo Borderlands). Hyrule Warriors é o segundo título da série a ser produzido, e por uma das minhas empresas favoritas, Tecmo Koei. Aqui poderemos jogar com todas as nossas personagens favoritas da série The Legend of Zelda, mas com um estilo de jogo muito semelhante ao de Dynasty Warriors.

Bayonetta não ficou de parte, e o melhor é a prenda que vem com o anúncio. Quem comprar Bayonetta 2 para a Wii U receberá o primeiro jogo, juntamente com fatos de personagens icónicas da Nintendo.

E para terminar a E3, foi-nos apresentado o Splatoon. Um novo exclusivo para a Wii U, onde controlamos uns bonecos meio humanos, meio lulas, e o objetivo é pintarmos a maior percentagem do mapa. A jogabilidade é sem dúvida o ponto mais interessante do jogo, onde o jogador pode transformar-se em lula e nadar na sua tinta, mas tem de ter cuidado pois a tinta inimiga servirá como armadilha. Isto significa que a nossa arma principal é usada tanto ofensivamente, como defensivamente, e teremos de jogar em equipa para evitarmos que os oponentes nos dominem no controlo do mapa. Este título despertou muita curiosidade em mim, especialmente por ser, na sua maioria, um jogo online, com um conceito engraçado.

Dá-se por fim mais uma E3, e resta saber quem ganhou no meio disto tudo.

Quem ganhou?

Nós. Os vencedores aqui somos nós, os consumidores, os fanáticos, os casuais, os hardcore, os jogadores… Nesta E3 foi apresentado mais de 50 jogos, alguns que já conhecíamos, outros como títulos novos, uns remakes, muitos indies, e a única coisa que podemos pedir agora é dinheiro para podermos jogar estes jogos. Estou extremamente satisfeito por ver que a Microsoft recusa-se a ficar no chão, e cada vez mais têm vindo a sair mais fortes que nunca, a EA deixou um pouco a desejar, com pouco conteúdo interessante, e quase tudo ainda em fase de protótipo, a Ubisoft continua erguida com títulos de grande peso, mesmo depois das críticas que tem levado em cima por causa de adiamentos e downgrades, a Sony mantém-se forte a apostar na maior quantidade de jogos possíveis para as suas três consolas, mesmo que tenham falado pouco na PlayStation Vita e PlayStation 3, e a Nintendo mostra o porquê de ser a empresa mais velha na indústria, mostrando novos títulos, todos exclusivos para a sua plataforma, e que a tradição é das melhores maneiras de se manter firme.

Para o final deste ano temos imensos jogos para adicionar à nossa lista de compras, mas fica a pergunta: Não tendo nenhuma consola em casa, qual destas conferências vos faria comprar uma consola nova? Qual o melhor jogo apresentado? Qual o melhor trailer? Qual a revelação mais original?

Deixo as minhas respostas:

Que consola compraria?

Uma Xbox One, visto já ter uma Wii U e uma PlayStation 4, mas de qualquer modo a Microsoft deu-me mais que uma razão para não me arrepender com a compra da sua consola. Apostaram forte nos exclusivos e system sellers. Mas se não tivesse nenhuma consola, a escolha não seria tão fácil. Longe disso, mas acabaria por comprar uma Wii U, pois de momento é a que vejo com maior quantidade de títulos sólidos.

Qual o melhor jogo apresentado?

Wither 3: Wild Hunt continua forte como sempre, e irá certamente abrir a disputa para melhor jogo do ano.

Qual o melhor trailer?

Como disse no meu texto, Hideo Kojima mostra o porquê de ser o melhor da indústria, e este trailer só o vem a provar.

Qual a revelação mais original?

Embora haja muitos outros jogos que foram apresentados de uma forma brutal, como foi o caso de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, Dead Island 2 para mim teve a revelação mais original da conferência.

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