12 Jul 2020
Indústria

Análise – Sayonara Umihara Kawase

É difícil dizer adeus a alguém que não conhecemos. Esta rapariga foi criada em 1994, quando a Super Famicom estava em berra no Japão, e numerosos títulos estranhos eram publicados. Um deles foi Umihara Kawase, criado por Kiyoshi Sakai, futuro criador de Ape Escape. Um jogo de plataformas com a heroína titular a atravessar um mundo composto por blocos bizarros, cenários com fotografias de baixa resolução, e com elementos aquáticos e equipamento escolar a servir de inimigos. Com baixo sucesso de vendas e uma equipa separada em pouco tempo, não seria de esperar que este jogo fosse lembrado. A dedicação de fans e grupos conseguiram que este título ganhasse posição de culto, com toda a atenção que merecia. E vários ports e sequelas depois chega-nos o derradeiro último jogo de Umihara Kawase, que nos leva a dizer adeus a esta personagem na sua aventura final.

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O design do jogo é extremamente simples. Umi atravessa diferentes níveis repletos de passagens perigosas e plataformas, com o seu gancho de anzol. Consegue usá-lo para se balançar de plataforma em plataforma, no estilo de Bionic Commando. Mas ao contrário de “swinging” comum, observado na maioria dos jogos, este tem a particularidade de usar um fio elástico, que causa problemas de física aos jogadores mais novatos, e ajuda os mais experientes a usarem a elasticidade dos movimentos para navegarem estes níveis com velocidades impressionantes. Existem três personagens à escolha, cada uma com pequenas diferenças que envolvem velocidade e rapidez do lançamento do anzol, embora o jogo não possua qualquer tipo de história que as envolva, sendo apenas composto de níveis sucessivos. A curva de dificuldade é bastante elevada, visto que este título começa cedo a deixar fans a pensar em diferentes estratégias de travessia, visto que um passo em falso significa começar o nível inteiro de novo.

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Os visuais são propositadamente estranhos, com cenários bizarros para se atravessar, e inimigos que se podem apanhar com o anzol, bem como mochilas bónus para se colecionar em cada nível. A nível sonoro, a música é relaxante, e cumpre o seu objectivo. Sayonara Umihara Kawase cumpre o objectivo de um adeus a um personagem bem-amado, dando-nos um jogo que continua com o seu legado de bom e estranho design de jogabilidade. Sayonara, Umihawa Kawase. Uma estadia curta no ocidente, mas que valeu a pena.

 

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