13 Dez 2018
Switch

Análise – Wolfenstein II: The New Colossus (Switch)

Como será o port da Panic Button?

Antes de começar a análise devo frisar que não irei pegar nos pontos da narrativa, visto que isso já foi tratado pela raposa Flávio Batista na sua análise à versão da PlayStation 4.

Nesta análise vamos abordar o comportamento do jogo na consola da Nintendo, tanto a nível de desempenho, assim como aspeto gráfico.

Como é óbvio, a versão da Nintendo Switch traz uma grande vantagem em relação às versões da PlayStation 4, Xbox One e PC – a portabilidade. No entanto para isto ser possível tem de haver compromissos em algum lado.

Wolfenstein II: The New Colossus teve de ter algumas reduções a nível gráfico para este correr livremente na consola, no entanto, em modo portátil o jogo corre fluidamente e sem se notar grandes alterações gráficas. Só mesmo se pararem para tentar admirar um pouco o ambiente à vossa volta é que irão notar as texturas simplificadas. O grande problema é o motion blur que foi aplicado, que é tão excessivo, que não podemos virar o cursor sem que o jogo pareça que está a ter um ataque qualquer.

Em modo portátil o jogo comporta-se muito bem, mas de vez em quando vamos registando algumas quebras de framerate, nomeadamente quando se transita demasiado depressa de uma zona estática para uma zona com inimigos ou eventos cinemáticos.

Podemos afirmar que Wolfenstein II: The New Colossus poderá dar horas de entretenimento em longas viagens ou qualquer outra situação em que nos possamos encontrar, no entanto, não conseguimos dizer o mesmo quanto ao modo docked.

Em modo docked todos os “truques” usados para tentar tornar o jogo funcional no hardware da Switch tornam-se mais aparentes, o que pessoalmente acabou por cansar ao longo prazo. Infelizmente, por muito trabalho que a Panic Button ponha nestes ports da Switch, acabamos por sentir que a grande vantagem dos mesmos é a portabilidade ao invés da experiência gráfica e visual, no entanto não se pode negar o trabalho que foi feito no jogo.

Em várias situações podemos encontrar zonas mais detalhadas/recheadas para o jogador poder explorar livremente, enquanto que nas zonas de ação e tiroteios as texturas são puxadas para baixo para evitar que a consola vá aos limites.

Se por acaso têm a Nintendo Switch e outro sistema e dão muita importância ao aspeto visual de um jogo, então recomendamos que experimentem o Wolfenstein II: The New Colossus nesses outros sistemas, no entanto, se se conseguem comprometer aos downgrades visuais e simplesmente estão à procura de uma narrativa interessante e cheia de ação, da qual podem levar convosco na mala, então a versão da Nintendo Switch chega perfeitamente para vocês. É inegável o trabalho que a Panic Button tem tido para trazer os jogos da Bethesda para a Nintendo Switch, e nós agradecemos.

Wolfenstein II: The New Colossus
9 / 10 Pontuação
Resumo
Mesmo com uma diferença gráfica em relação às outras versões, Wolfenstein II: The New Colossus continua uma excelente experiência narrativa, juntando-lhe a portabilidade da Nintendo Switch.
Rating9

Também te pode interessar