22 Abr 2019
Switch

Análise Super Smash Bros. Ultimate

Que bela maneira de terminar o ano.

Super Smash Bros. Ultimate para quem, surpreendentemente, não conhece é o jogo que responde à questão:

Qual é a personagem mais forte da Nintendo?

O jogo reúne tudo o que é e já foi grande na Nintendo e une tudo num grande espetáculo de luta. É o quinto jogo da série que teve a sua estreia na Nintendo 64 em 1999 com o título Super Smash Bros.

Super Smash Bros. Ultimate pretende fazer jus ao nome e ser a derradeira experiência da série, trazendo-nos 74 personagens diferentes para jogar, 108 arenas para se lutar e mais de 1000 espíritos para desbloquear. Neste título contamos 11 personagens introduzidas à série, sendo elas:

  • Inklings (Splatoon)
  • Princesa Daisy (Mario)
  • Ridley (Metroid)
  • Dark Samus (Metroid)
  • Simon Belmont (Castlevania)
  • Richter Belmont (Castlevania)
  • Chrom (Fire Emblem: Awakening)
  • King K. Rool (Donkey Kong)
  • Isabelle (Animal Crossing)
  • Ken Masters (Street Fighter)
  • Incineroar (Pokémon)

Num leque de personagens tão grande, levanta-se a questão se o plantel é equilibrado ou que personagem devemos usar.

Respondendo a ambas as questões, o plantel é relativamente equilibrado, sendo que podemos encontrar personagens que funcionam melhor com alguma distância, há outras que são mais heavy hitters, e umas que tendem a ser mais ágeis. O que podemos ver depois é uma rotação de certas especialidades entre as mesmas, o que faz com que qualquer jogador, que pegue na série pela primeira vez, possa encontrar uma personagem do seu top 5 que se adapte ao seu estilo de jogo.

Neste título podemos encontrar os Echo Fighters. Os Echo Fighters são personagens que são “reskins” de outras, como é o caso do Ryu e Ken de Street Fighter, que acabam por ter as mesmas habilidades mas aspetos e taunts diferentes. Outros Echo Fighters mais notórios serão o Pit e Dark Pit, Peach e Daisy, Samus e Dark Samus, entre outros.

Este leque de personagens precisa de um lugar para porem à prova as suas competências e é aí que podemos escolher entre as 108 arenas, referentes aos diversos mundos da Nintendo e de alguns estúdios third-party. O jogo ganha ainda mais dimensão com a nova funcionalidade que faz uma transição entre mapas a meio do combate, o que significa que podemos estar a lutar na Green Hill Zone e transitar fluidamente para o Castelo do Drácula. Isto dá uma nova dinâmica aos combates, quase como se estivéssemos a ver uma história a desenrolar com o avançar das lutas.

Os espíritos são uma funcionalidade nova do novo modo de jogo – World of Light. Este modo funciona como uma espécie de campanha onde as personagens deste universo foram capturados e os seus espíritos estão a ser forçados a controlarem clones das personagens principais.

Neste modo somos apresentados com um mapa com diversos encontros e personagens para libertar. O jogador tem de ir completando os diversos encontros onde será desafiado com uma série de modificadores que irão trazer elementos únicos para a batalha. Esses modificadores podem variar desde espíritos extra durante o combate, inimigos mais resistentes, armas mais frequentes, etc… À medida que o jogador avança pelo mapa irá desbloquear espíritos e novas personagens para poder usar.

As personagens dão oportunidades ao jogador para explorar um novo gameplay ou estilo de jogo enquanto que os espíritos têm uma funcionalidade muito mais complexa. Há três estilos de espíritos – Attack, Shield e Grab. Isto faz com que este modo de jogo siga um formato parecido aos Gacha Games, mas com um maior foco na exploração do jogo e completar o máximo de desafios possíveis, sendo que cada um dos elementos é forte e fraco aos outros dois.

Com isto o jogador seleciona um espírito específico e adiciona suportes que trarão buffs que o podem ajudar ou contrariar os modificadores do inimigo. O jogador irá assim desbloquear mais personagens e poder avançar cada vez mais com o objetivo de chegar ao fim e lutar contra o Galeem, o vilão responsável por tudo.

Se quiserem desbloquear espíritos mais fortes podem ir à Spirit Board para tentar conquistar desafios que apenas estão disponíveis temporariamente.

O World of Light é o que vai distinguir o Super Smash Bros. Ultimate na sua longevidade em relação a outros jogos do género, onde o jogador poderá levar cerca de 8 horas ou mais a completar e a desbloquear tudo.

Por falar em desbloquear, o jogador não tem as 76 personagens disponíveis logo ao início. Inicialmente apenas teremos as 8 personagens originais do Super Smash Bros. À medida que o jogador joga e avança nos outros modos de jogo, quando voltar ao menu será desafiado por um lutador aleatório. Se ganhar desbloqueia a personagem, caso contrário fica para a próxima. Mas se por acaso era uma personagem que queriam mesmo desbloquear, podem ir menu dos mini-jogos e podem encontrar lá o desafio à vossa espera.

Falando em mini-jogos, temos o modo Clássico, que funciona como um modo Arcada, bastante padrão e conhecido nos jogos deste género, mas em Super Smash Bros. Ultimate o jogador pode definir um nível de dificuldade inicial que vai aumentando consoante a prestação do jogador. Faz lembrar um pouco o modo Arcada do Dragon Ball FighterZ, tirando os múltiplos caminhos que podem seguir. Podemos também encontrar o Mob Smash onde o jogador terá de sobreviver a uma horda de lutadores.

Se por esta altura ainda não se estão a sentir muito aptos, podem ir ao modo treino para aperfeiçoar a vossa técnica, onde poderão explorar as habilidades de personagens que estão a tentar dominar ou simplesmente aperfeiçoar aquele combo específico. Os amiibos estão de volta e com as mesmas funcionalidades de sempre, no entanto, poderão sacrificar espíritos para os vossos amiibos melhorarem de maneiras específicas. Se acham que ele é pouco agressivo, podem sacrificar espíritos que o tornem mais agressivo, sacrificando um pouco da sua defesa, e vice-versa.

No modo Smash, é onde poderão encontrar os estilos de jogo padrões, como o Smash, Squad Strike, Tourney e Special Smash. O Smash é o típico versus, onde poderão lutar até 8 personagens ao mesmo tempo, enquanto que o Squad Strike é o mesmo mas em equipas. O Tourney é ideal para grandes festas sendo que trata-se de um torneio por eliminatória para definir quem é o derradeiro lutador de Smash. No Special Smash podem criar combates com regras específicas, desafiarem-se no 300% Sudden Death e o Smashdown. O 300% Sudden Death, como o nome indica, as personagens têm todas 300% de dano e bastante vulneráveis, enquanto que o Smashdown definem jogos “à melhor de”. Foi nestes modos que mais me diverti a jogar com amigos porque dava para criarmos regras malucas e modos de jogo completamente bizarros e divertidos.

Pessoalmente nunca tinha entrado muito na série Smash Bros. porque nunca acabava por encontrar uma boa razão para o jogar, até porque sempre tive a minha preferência definida no que toca a jogos de luta. Contudo Super Smash Bros. Ultimate mudou por completo a minha maneira de ver jogos de luta. O modo World of Light colou-me muito mais que qualquer outro modo campanha que tenha existido noutros jogos do género, até mesmo aqueles que tentam ser um pouco mais canónico.

A facilidade de pegar no jogo e entender os ataques dos personagens e o desafio de dominar cada um deles traz uma curva de aprendizagem bastante gratificante para o jogador. A quantidade de coisas que há para desbloquear neste jogo irá agradar aos complecionistas e aos jogadores que querem descobrir e explorar todas as combinações de espíritos.

Super Smash Bros. Ultimate é a melhor maneira de acabar um ano, pois é sem dúvida um jogo obrigatório na biblioteca de todos os possuidores de uma Nintendo Switch. É também um jogo de luta único e sem comparação direta no mercado. Quem é fã de cultura de videojogos vai encontrar centenas de referências e personagens icónicas não só da Nintendo pelo jogo todo. Isto chegou ao ponto de não consigo conter a minha vontade de pegar na consola enquanto acabo de escrever esta análise!

Como foi discutido entre a equipa do Foxbyte, Super Smash Bros. Ultimate é um ode aos videojogos, não só à Nintendo.

Análise feita com cópia cedida pela Nintendo Portugal.

 

 

 

Super Smash Bros. Ultimate
10 / 10 Pontuação
Um jogo obrigatório na biblioteca de todos os donos da Nintendo Switch
Rating10

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