13 Nov 2018
PS4

Análise LEGO DC Super Villains

O que farão quando os novos heróis são mais vilões que vocês?

Estamos de volta a mais um título da LEGO, produzido pela TT Games, com uma licença da DC Comics, no entanto, desta vez não iremos seguir os heróis.

Em LEGO DC Super Villains acompanhamos… logicamente os vilões, como o nome indica, no entanto seria de esperar que iríamos lançar o caos em Metrópolis e em Gotham, mas trata-se do contrário. Após os eventos que levam à captura da personagem criada pelo jogador (no jogo chamado “Rookie”), a Liga da Justiça intervém numa fuga planeada por Lex Luthor e dão de caras com o Sindicato da Justiça. Este grupo teleporta a Liga da Justiça para outra dimensão e introduz-se ao mundo como os novos heróis da terra.

Enquanto tudo parece estar a correr bem, o grupo de vilões começa a aperceber-se que estes novos “heróis” não andavam a ser muito heróicos. Ao se aperceberem disto, Lex Luthor começa a convocar todos os vilões do universo da DC Comics, incluindo a personagem do jogador que se revela um elemento chave por causa dos seus poderes em constante evolução. À medida que avançamos na narrativa ficamos a saber que o Sindicato da Justiça está à procura de algo na Terra em nome de outro super vilão, e é aí que iremos intervir com a Legion of Doom.

Falando das novidades que este jogo trás em relação aos outros títulos da LEGO, começamos por falar sobre a inclusão de uma personagem personalizada na narrativa. Embora nos outros jogos pudéssemos criar a nossa própria personagem, LEGO DC Super Villains acaba por ser o primeiro jogo em que essa mesma personagem tem uma papel na estória. Infelizmente, não quanto desejável. Embora seja uma das personagens com mais poderes para resolver puzzles, por algum motivo chegamos a ter vários níveis seguidos sem vermos a nossa personagem.

No que toca a personalização da mesma, é também o jogo com a personalização mais detalhada. Embora tenhamos muito conteúdo bloqueado ao início, há muitas opções para o jogador poder passar as típicas “horas” a criar uma personagem. Poderão ir em detalhe até à personalização dos raios de energia, de que mão são lançados, a cor e o tipo de energia.

Relativamente à quantidade de personagens, os jogos da LEGO continuam a surpreender com um plantel de quase 200 personagens do universo da DC Comics. Pode-se argumentar que é praticamente o mesmo que o do LEGO Batman 3, com mais uma dúzia de personagens, mas com um foco muito mais e com novos detalhes nos vilões.

Falando de gameplay, pouco há a acrescentar relativamente aos outros jogos. Quem já jogou outros títulos da LEGO, sabe o que esperar, mas se forem novos, podem contar com uma jogabilidade refinada jogo após jogo com uma narrativa que avança com a resolução de puzzles, tendo cada personagem habilidades específicas e únicas para resolver cada puzzle em cada zona. Depois de completarem a campanha o jogo oferece mais horas de jogo com a série de missões secundárias, zonas por explorar, Gold Bricks para colecionar, entre uma série de outros colecionáveis. Embora tenhamos encontrado alguns bugs pelo caminho, como ficar preso e o jogo crashar, não são coisas que acontecem com muita regularidade.

Por esta altura, sei que ainda não o mencionei, mas o valor cómico do jogo continua a ser um dos pontos mais relevantes nestes jogos. E sim, o photo mode chegou aos jogos da LEGO, mas num modo estilo selfies.

Em suma, LEGO DC Super Villains segue o padrão dos jogos da TT Games, trazendo jogos com fraquinas adoradas por milhões, com narrativa leve e cómica, juntamente com uma jogabilidade simples e intuitiva. Embora o jogo tenha novidades interessantes, é pena que algumas não tenham sido mais trabalhadas, como foi o caso da nossa personagem ser incluída na narrativa.

LEGO DC Super Villains
8 / 10 Pontuação
Resumo
LEGO DC Super Villains segue o padrão dos jogos da TT Games, trazendo jogos com fraquinas adoradas por milhões, com narrativa leve e cómica, juntamente com uma jogabilidade simples e intuitiva.
Rating8

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