29 Nov 2020
PC e Mac

Resident Evil 6

Capcom apostou bastante no seu novo título de Resident Evil, optando por uma vertente diferente dos anteriores no que toca ao seu enredo e à sua mecânica  Muitos foram aqueles que criticaram a evolução ou não do Resident Evil 4 para o 5, e foi em alguns desses aspectos que a Capcom mostrou as suas mudanças e remodelações em Redident Evil 6. Fiquem então a saber o que é que nós achámos das novas alterações e estruturas utilizadas neste novo survival horror de ação.

Umas das primeiras mudanças foi na maneira de contar a história do jogo, dividindo esta em três partes, podendo considerar distintas ou então com diferentes abordagem, que se ligam entre si e formando uma história com três pontos de vista diferentes. Temos então o enredo de Leon, que se faz acompanhar por Helena, o de Chris, que tem a ajuda de Piers, e o de Jake, que conta com a presença de Sherry, ambos os enredos têm a sua própria característica, survival horror, ação e shoot and run respetivamente.

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Esta abordagem sobre a história pode não ser bem aceite por muito dos jogadores, visto que não coloca o carisma da ação sobre um único personagem, mas em vários, sendo cada um deles possível controlar em cada uma das respetivas histórias, com a mesma possibilidade existente em Resident Evil 5, na qual também nos era permitido passar a história com a Sheva.

Um dos pontos negativos que esta forma de contar uma história tem, é o facto de não termos um sistema definido para o jogo, o que pode comprometer a experiência que o jogo teria caso fosse contada com apenas uma vertente, tendo em conta que o Resident Evil 5 também teve estes diferentes momentos de enredo mas focados sempre nas mesmas personagens, o que levou a pensar também que o estúdio se foi lembrando de cenas aos poucos e pouco e foi acrescentando ao jogo. Desta forma preveniu isso, e colocou três estilos diferentes, agregados à personalidade de cada personagem.

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jogabilidade é um dos pontos que este jogo quis mexer, melhorando em certos aspetos e piorando em outros, a melhoria foi ao nível da liberdade que nos foi dada, não sendo necessário estar parado para conseguir disparar, e até o nosso personagem se move de uma forma mais solta, apesar de que as características da câmara não ajudem muito nessa completa liberdade de movimentos. A adição de um estilo de combate foi bem aplicada, e em grande parte dos casos é necessária devido à possibilidade de ficarmos sem balas e termos que partir para cima dos mortos vivos. Este também se aplica de um modo bastante mais solto, em relação ao do RE 5, que apenas dava para dar um género de finisher que deitava os zombies ao chão, neste já existe uma animação mais elaborada no que toca a esse tipo de ataques.

Em relação à câmara apresentada Resident Evil 6, esta não foi a melhor escolha, visto a agilidade dos nossos personagens, deixando-nos, em alguns momentos de mais emoção, à procura de um ponto fixo de progressão no cenário. O sistema mais solto também veio prejudicar um pouco o sistema de covers, sendo que só é possível fazer cover quando estamos em sistema de mira, caso contrário o nosso personagem não se encosta a nada, e também já não existe o sistema de dodge de RE 5, termos também que ser nós a fugir por nossa própria iniciativa e capacidade.

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nível visual do jogo não surpreende, estando muito idêntico ao RE 5 no que toca a texturas e ligeiramente pior no que toca a modelos. O detalhe gráfico não é o ponto forte do jogo, mas também não será o pior, apenas não é apresentado nada de extraordinário e em alguns dos casos nota-se mesmo falhas de textura e arestas mal polidas. Os menus do jogo ficaram mais apelativos e o inventário agora é acedido ao mesmo tempo que o combate decorre, mas mais organizado, armas de um lado objetos do outro.

O trabalho sonoro já não nos surpreende, pois tem sempre aquele nível fantástico e cativante, com uma boa banda sonora, os sons produzidos pelos monstros deixam um arrepio na pele, muitas vezes nem sabemos onde eles estão mas já os ouvimos, e as vozes e os diálogos dos personagens são da categoria de Hollywood.

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Os novos clones de infetados tem uma nova característica  para alem de continuarem agressivos e estúpidos  já andam armados com metralhadoras e sabem fazer cenas de tiroteio, escondendo-se e não atacando que nem uns desalmados, mas é claro que também existem aqueles que são usados para nos tirarem do nosso canto, e que vêm com tudo para cima de nós.

As IA dos inimigos está um pouco diferente à dos anteriores como já tinha referido em cima, alguns dos nossos adversários não partem para cima de nós que nem uns desalmados, já se escondem e procuram deitar-nos ao chão à distância, apenas os que só possuem armas de corte ou mesmo os que não têm nada é que partem para cima de nós, mas até esses são colocados em locais que caso não liguemos se levantam e nos atacam, mas no geral a inteligência deles não é muito elevada, sendo algo fácil contornar os seus ataques, estes não nos aparecem em números muito grandes, como em RE 5, mas também são mais ágeis e rápidos.

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Com três enredos originais, cada um com cerca de 6 horas, a duração deste jogo poderá ser equiparada aos anteriores, com a adição de um novo enredo, com Ada a ser a personagem principal e que irá explicar algumas das situações ocorridas durante as outras cenas do jogo. Ada já não terá a ajuda de um companheiro, colocando-nos assim num outro desafio ligeiramente diferente aos já mencionados  Adicionando tudo isto juntamente com as missões Mercenaries, este jogo apresenta um bom numero de horas de entretenimento.

Tendo em conta que existem muitas coisas boas e muitas que se podem considerar más, no que toca a fãs da série e ao próprio peso que a série já possui, no geral o jogo não nos deixa desiludidos nem muito excitados em joga-lo. Os erros de animações, como por exemplo os zombies que planam pelo chão e algumas falhas de deteção da ação, como alguns do finishers, não enaltecem muito o jogo, os momentos de ação, para quem gosta, são animadores apesar de haver alguns dos outros momentos que não são tão agradáveis. Como não fã da série considero este jogo interessante, mas não me consegue agarrar completamente, mas não deixa de ser um jogo que vale a pena colocar os dedos.

Versão testada: Xbox 360

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