29 Nov 2020
PS4

Análise Deus Ex: Mankind Divided

Voltámos ao mundo de Adam Jensen.

As raposas deram um salto ao futuro para ver o que a Square Enix nos preparou na nova aventura de Adam Jensen. Deus Ex: Mankind Divided é um Action-RPG em primeira pessoa, sendo a sequela de Deus Ex: Human Revolution (2011), e encontra-se disponível para a Xbox One, PlayStation 4 e PC.

Deus Ex: Mankind Divided começa dois anos depois dos incidentes do primeiro jogo, e a sociedade encontra-se segregada entre Humanos eu Augmented. Com as tensões a subir, várias organizações surgem com uma suposta solução, mas de pouco serve quando elas se tentam sabotar uma à outra. Encaramos o papel de Adam Jensen, que é destacado para uma missão, juntamente com uma equipa da Task Force 29, no Dubai, acabando por ser uma armadilha montada pelos Augmented. Adam é destacado para Praga, onde ocorrem vários ataques terroristas, que acabam por aumentar a tensão entre Humanos e Augmented, levando a que a TF29 use todos os seus recursos para descobrir os culpados, visto que várias entidades apontam as culpas para a ARC (Augmented Rights Coalition).

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Infelizmente a campanha não é o ponto forte do jogo em si, o que por sua vez, prejudica imenso um jogo do género. A campanha acaba por ser pouco interessante a partir do momento em que várias das personagens que se cruzam com o jogador não servem grande prepósito, para além de criar diálogos que justificam o que estamos a fazer a seguir. Muitas das vezes a campanha muda de A para B sem haver interligação entre os dois, o que torna a experiência um pouco confusa. Muitas vezes curzamo-nos com personagens que parecem ser cruciais para a narrativa, no entanto deixamos de ouvir falar delas ao fim de mais duas missões.

Pelo contrário, a jogabilidade de Deus Ex: Mankind Divided é o ponto forte do jogo. Adam Jensen tem novos “brinquedos” para as suas peças mecânicas, o que dá mais variedade à maneira como nós jogamos. Para podermos desbloquear todas, o jogador terá de cumprir objetivos e juntar XP para ganhar novas Praxis.

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É possivel ter uma abordagem totalmente passiva, ou uma totalmente agressiva, cabe ao jogador escolher o que melhor se enquadra para o seu estilo de jogo. Para além disso existem vários percursos que o jogador pode escolher para chegar ao objetivo, podendo variar entre as duas outras possibilidades.O unico problema é o jogo por vezes ser “preguiçoso” e fazer o jogador passar por uma série de mini jogos de Hacks sem outras grandes opções. Ao fim de um tempo os mini jogos tornam-se demasiado repetitivos.

A Square Enix recriou Praga como um mundo semi-aberto, ou seja, o jogador tem liberdade de explorar uma pequena área como bem entender, mas só aí. Em dado ponto do jogo iremos para outros locais, mas não nos é dada a liberdade para explorar.

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Graficamente o jogo está muito bem conseguido, no entanto, é imporante frisar que o jogo sobre de imensas perdas de FPS e um pouco de Screen Tearing. Estas situações, normalmente decorriam durante as cinemáticas, e em casos raros durante o gameplay. O mundo encontra-se cheio de objetos para interagir, desde peças para armas, items para vender, items para facilitar os hacks, munições e muito mais. Contudo, os elementos estéticos com que podemos interagir limitam-se a uma seleção muito pequena.

A banda sonora é outro ponto interessante do jogo. É subtil e surge sempre nas alturas ideais, não é ofuscante nem irritante. O som geral do jogo traz uma funcionalidade extra ao jogo, caso queiramos passar o jogo furtivamente. Ficar invisível e correr pode não ser uma boa opção para passar despercebido, nem encostarmo-nos a carros que não tenhamos desativado o alarme. Contudo, também podemos usar isto para a nossa vantagem.

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Depois de acabarem a campanha, podem dar um salto ao Breach Mode, um modo extra de jogo, onde hackeamos diversas redes, controlando um avatar que através de diversos puzzles e níveis. Em cada missão temo objetivos, assim como desafios a cumprir. O modo acaba por funcionar como um Challenge mode, onde o jogador depois pode comparar as suas pontuações online com o resto do mundo.

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No entanto é importante frisar que a Square Enix deixou diversas opções ao jogador para melhorar a nossa experiência. O jogador pode personalizar a interface, os controlos e muito mais, podendo até escolher as definições do título anterior.

Em suma, Deus Ex: Mankind Divided não chega às espetativas do seu antecessor, contudo garante-nos uma jogabilidade variada, interessante e divertida. Aguentanto uma campanha trivial, podemos ficar entretidos horas a fio a explorar todos os cantos do jogo, desbloqueando todos os extras para as peças de Adam, ou completanto o modo Breach.

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Versão analisada: Xbox One

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