Uma versão de luxo de um dos pais dos jogos de luta.

A par com Final Fantasy IV, Street Fighter II é um dos jogos que mais versões recebeu, sejam elas remasterizações, versões mais completas ou até coletâneas. 26 anos após o seu lançamento original, aquele que é considerado por muitos  como “o pai dos fighters” recebe uma versão ultra para a Nintendo Switch.

Ultra Street Fighter II: The Final Challengers não se trata apenas de uma versão de SFII com a cara lavada, mas sim de uma carta de amor a um título que inspirou lutadores virtuais por tudo o mundo há mais de duas décadas. É um jogo de luta que mantém a jogabilidade clássica e a maior diferença em relação aos títulos originais, é a presença dos Super Attacks, algo que só foi introduzido em títulos posteriores a SFII.

Existe uma enorme quantidade de modos de jogo para nos entreter. O clássico Arcade onde derrotamos uma seleção de personagens  até chegar ao leque de bosses do original (Balrog, Vega, Sagat e M. Bison) e no fim somos brindados com um trecho de história sobre o nosso lutador, o modo versus onde podemos pôr em prática tudo o que aprendemos contra os nossos amigos ou contra o computador, desta vez com a opção de Buddy Battle, combates 2×1 onde com um amigo ou CPU trabalhamos em conjunto para derrotar o adversário. Como não podia deixar de faltar, existe um modo online, mas a maior novidade é o “Way of the Hado”, o mini jogo em primeira pessoa que deixou todos curiosos.

Neste modo assumimos o papel de Ryu em stages onde lutamos na primeira pessoa contra hordas de capangas de M.Bison. Este modo utiliza o poder dos Joy-Cons na sua totalidade. Existem vários movimentos para efetuar os golpes icónicos de Ryu. Não podemos dar socos e pontapés livremente, apenas podemos distribuir Hadoukens e afins. Parece giro, mas na prática não funciona assim tão bem quanto isso, pois os controlos não estão muito aprimorados. Contra capangas a coisa ainda se dá, mas na boss battle contra M.Bison, fazer um Shoryuken quando tentamos fazer um Hadouken pode ser um erro fatal. Existem 3 Stages com diferentes dificuldades e um modo Endless onde testamos as nossas capacidades e tentamos chegar o mais longe possível. Consoante a nossa prestação, vamos recebendo pontos que podemos utilizar para aumentar os atributos de Ryu. É uma ideia engraçada, mas não me estou a ver a voltar a este modo muitas mais vezes por ser frustrante.

O leque de personagens jogáveis em USFII é enorme para o título em questão. Estão presentes todos os lutadores que ao longo dos anos apareçam no segundo título da série incluindo Violent Ken. Ao todo são 19 personagens e fun fact, são mais do que SFV tinha quando foi lançado.

USFII: The Final Challengers é a forma definitiva de jogar Street Fighter II (pelo menos até sair uma Ultra Hyper Street Fighter II). Os controlos estão no ponto mas mantendo a essência do original. A arte foi toda redesenhada para este jogo, cenários e personagens mas podemos jogar com os gráficos e sons originais caso queiramos ter uma experiência mais próxima com o original.

Mas não acaba por aqui! Existem ainda dois extras que quero referir. Sendo uma edição que comemora o 30º aniversário da série, foi incluída a versão digital do livro “Street Fighter Artworks: Supremacy”, um livro de arte que conta com artwork de toda a série, acompanhada de um leitor de música com temas deste jogo para ouvirmos enquanto “desfolhamos” 30 anos de história.

E para terminar vou falar de uma funcionalidade bastante interessante: Color Editor. Aqui podemos criar esquemas de cores para os personagens, alterando as cores do cabelo, pele e roupa, para exibir nos diversos modos de jogo. Existem ainda outros extras estéticos como papéis de parede para os menus e títulos para o nosso perfil que se ganham completando diferentes atividades no jogo como jogar x jogos com um personagem ou completar o modo Arcade de uma certa forma.

Em suma, Ultra Street Fighter II: The Final Challengers é um excelente pacote não só para os fãs da série como para qualquer amante de jogos de luta. Para além do modo arcade e do infinito modo online, podemos ainda andar à caça de títulos para exibir aos adversários por todo o mundo, brincar com as cores dos lutadores ou apenas relaxar na galeria, e como se não bastasse, podemos ainda ir ao café com amigos, pousar a consola na mesa e organizar um torneio na hora.