22 Out 2019
PS4

Análise – Dragon Quest Builders 2

Nova aventura de martelo e espada em punho!

Foi há pouco tempo que me rendi ao primeiro Dragon Quest Builders e confesso que não me saturou nem um bocado aventurar-me hora e horas a fio neste segundo título, com tão pouco tempo de intervalo entre eles.

A trama de Dragon Quest Builders 2 situa-se algum tempo depois de Dragon Quest II, e assumimos o controlo de um construtor que foi capturado pelo grupo Children of Hargon. Grupo esse que captura construtores. Juntamente com todos os restantes construtores que ainda existem no mundo, estamos num navio que depois de um breve tutorial, acaba por naufragar. O nosso personagem acaba por dar à costa na Isle of Awakening, onde conhece Malroth, sim, a reencarnação do demónio de Dragon Quest II, só que sem qualquer conhecimento dessa sua faceta. O jogador só sabe desse facto através do narrador, que nunca o esconde. Malroth acaba por estar sempre connosco, pela sua curiosidade em aprender a criar objetos e construções, mas a sua verdadeira arte é o combate. Esta amizade acaba por dar uma dinâmica interessante ao jogo, pois à medida que vamos derrotando monstros e ganhando experiência, o protagonista vai aprendendo com Malroth, adquirindo assim novas habilidades de combate, e tendo ideias para novas armas e armaduras.

É também na Isle of Awakening onde conhecemos a energética Lulu, a única habitante da ilha, que ao descobrir das nossas habilidades de construção, quer construir a sua Lulutopia. Mas as habilidades do protagonista ainda estão muito adormecidas, e por isso embarca juntamente com Malroth numa jornada de barco até outras ilhas. A primeira paragem é Furrowfield, uma ilha onde outrora era lar de uma enorme vila dedicada ao cultivo. No desenrolar dos eventos, acabamos por ajudar os seus habitantes a trazer nova vida aos campos. Nesta primeira paragem, aprendemos o essencial para construir casas, armazéns e claro, da arte do cultivo. Cada campo tem os seus cuidados, e passei horas e horas a arranjar os tomateiros, campos de aveia e até mesmo campos de açúcar. Para além disso, existe uma área enorme para explorar com recursos, segredos, monstros, puzzles e missões que nos ensinam tudo o que precisamos saber.

À medida que vamos aumentando a vila e equipando com coisas novas, os seus habitantes vão gerando felicidade, felicidade essa que funciona como experiência. Assim que atingimos uns certos valores, podemos fazer um “upgrade” à vila, e conseguir criar coisas novas (assim como avançar na história). Terminando este capítulo, voltamos à Isle of Awakening, e depois de algumas missões, temos acesso a mais áreas para explorar. Existem ilhas grandes como Furrowfield onde avançamos na história e aprendemos as habilidades principais de construção, e existem outras mais pequenas onde existem desafios e a oportunidade de aprender habilidades não tão importantes na reconstrução do mundo.

O início do jogo é lento e pode afastar muitos jogadores, mas acaba por compensar assim que tenhamos alguma liberdade. O jogo oferece-nos fantásticas ferramentas para construir mundos, sempre ao bom estilo visual de Dragon Quest, e claro, do mestre Akira Toriyama. À medida que vamos progredindo na história e completando desafios extra, vamos também desbloqueando novos estilos visuais para o nosso personagem. Não só para exibirmos online, partilhando fotos, mas também através das funcionalidades cooperativas do jogo. Podemos partilhar uma cópia da nossa ilha (Isle of Awakening) para toda a comunidade. Aqui qualquer pessoa pode visitar as nossas instalações e adquirir conhecimento de tudo aquilo que temos para criarem nas suas próprias ilhas, mas nada altera no nosso jogo. Podemos também convidar em tempo real outros 4 jogadores (seja online, seja local), para construírem connosco. Aqui podemos definir regras dentro do jogo, para moldarmos a experiência como quisermos.

Joguei na Nintendo Switch, e deparei-me com alguns pequenos problemas. O mais preocupante, são os loadings gigantescos! Alguns chegam a demorar perto de um minuto. Até é compreensível dado à quantidade de dados que o jogo tem que carregar devido ao tamanho das áreas, e quantidade de elementos no mapa, mas mesmo assim pode ser chato. Outro pequeno problema, são as quebras de frames no modo TV. Curiosamente, no modo portátil ocorreu-me com muito menos frequência, e parece que o jogo até corre com maior fluidez. Mas de modo geral, Dragon Quest Builders 2 é uma excelente experiência na consola da Nintendo.

A construção é excelente, apesar dos controlos em algumas situações se tornarem confusos, como por exemplo, o “A” para trocar de ferramenta, mas acabamos por nos habituar ao fim de um par de horas. O ponto mais fraco da jogabilidade, é o combate, onde acabamos por ter muitas limitações. Mas na exploração o caso muda de figura, e desde uma capa que nos permite planar, passando por veículos e acabando em plataformas de teletransporte, não existe desculpa para não cobrir grandes distâncias em pouco tempo.

Dragon Quest Builders 2 oferece-nos conteúdo para muitas, muitas horas. Dei por mim em sessões de jogo muito superiores àquelas que tinha programado. Cheguei a perder manhãs e tardes só a construir coisas, sem sequer avançar na campanha. O “arranque” é lento e cheio de pequenos pormenores, mas os produtores querem ter a certeza que estudamos bem a lição, e no final do dia, essas horas perdidas são compensadas. Dragon Quest Builders 2 é uma excelente sequela, e que certamente irá colar muitos jogadores à consola durante horas a fio.

Dragon Quest Builders 2
8 / 10 Pontuação
Resumo
Dragon Quest Builders 2 oferece-nos conteúdo para muitas, muitas horas. Dei por mim em sessões de jogo muito superiores àquelas que tinha programado. Cheguei a perder manhãs e tardes só a construir coisas, sem sequer avançar na campanha. O “arranque” é lento e cheio de pequenos pormenores, mas os produtores querem ter a certeza que estudamos bem a lição, e no final do dia, essas horas perdidas são compensadas.
Rating8

 

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