27 Out 2020
Análises

Análise – Mario & Luigi: Paper Jam Bros.

Quando dois mundos colidem.

Era uma vez um castelo encantado, localizado no Reino do Cogumelo. Esse castelo era a casa de uma charmosa donzela, uma princesa, de nome Peach. A princesa Peach tinha dois amigos saltitões. O Mario e o seu irmão Luigi. Certo dia, enquanto o Luigi e o Toad deambulavam pelo castelo, numa das salas de arrumações Luigi encontrou um livro misterioso. Longe de Luigi estava a ideia de que esse livro poderia ser perigoso. Tal era a sua confiança que decidiu abri-lo. No entanto, o livro era tudo menos normal e abriu um portal do mundo de Paper Mario no Reino do Cogumelo. Milhares de personagens de papel saíram pelo livro, quase que como de uma erupção se tratasse!
Qual não foi a reação da princesa Peach ao encontrar uma princesa exatamente igual a ela, feita de papel?

peaches

No meio da confusão, as versões espalmadas de Bowser e Bowser Jr. conseguem escapar e, como seria de esperar, maquiavelicamente se resguardaram junto aos seus alter-egos em três dimensões, com o intuito de conspirar o rapto das duas princesas Peach. Cabe aos nossos heróis habituais, Mario e Luigi, com a ajuda do destemido Paper Mario, restabelecer a paz no Reino do Cogumelo, agora populado com muitos mais inimigos, enquanto resgatam as princesas das garras dos vilões!

mluigi

Para quem é desconhecedor das diversas faces da franquia Super Mario, existem em Mario & Luigi: Paper Jam Bros. alguns aspetos fundamentais a clarificar.

Mario & Luigi: Paper Jam Bros., com lançamento apontado para 4 de Dezembro na Nintendo 3DS, aparece no horizonte com o âmbito de fundir não só os dois universos assumidamente diferentes dos seus jogos, como também os conceitos e mecânicas basilares das duas sagas.

Apesar de estarmos perante o resultado da combinação de dois RPG puros, vamos buscar, a cada um deles, algumas feições específicas que tornam Mario & Luigi: Paper Jam Bros. numa referência para os fãs das duas sagas. Em suma, o jogo não deixa de ter um toque da magia de Paper Mario, com as suas gimmicks 2D, mas com forte componente cooperativa, herdada de Mario & Luigi. Esta componente vai estar implícita constantemente no jogo, e vai trazer paradoxos curiosos, tendo em conta que agora temos três personagens controláveis ao invés de duas, e uma delas tem características…hum…especiais.

mario2

Antes de começarmos o jogo propriamente dito, somos remetidos para uma espécie de tutorial que rapidamente nos põe a par das mecânicas base de Mario & Luigi e em como cada botão controla a sua devida personagem (A para Mario e B para Luigi). Posto isto, passar para a terceira personagem – Paper Mario – é descomplicado quanto baste, mesmo para novatos da série.

PaperMario

À medida que os obstáculos vão aparecendo, vamos também desbloqueando habilidades de equipa necessárias e ajustadas a cada situação. No que toca ao combate em si, voltamos às lutas por turnos onde também a cooperação dos três heróis é incontornável. Cada habilidade, ou Power-Up, que usemos durante as lutas se irá tonar num divertido mini-jogo dentro do próprio modelo de combate. Para além dos já habituais saltos e marteladas, temos algumas novas features como por exemplo a ferramenta de cópia do Paper Mario, que lhe permite criar vários clones de si mesmo, que irão ser fundamentais para infligir mais dano.

Foram acrescentadas as batalhas de Paper Craft (ou em português Gigapapelão), onde assumimos controlo de uma personagem gigante (poderá ser qualquer um dos nossos heróis, ou até a Peach), geralmente para lutar contra um inimigo também de proporções épicas. Apesar de ser uma novidade, acaba por pecar pela simplicidade. Somos limitados a duas ações, acelerar e saltar.mario3A nível visual pouco há já a dizer, sendo que a AlphaDream reciclou bastante a aparência de Mario & Luigi: Dream Team, o que não é, de nenhuma maneira, um ponto negativo.

A única coisa que se interpõe entre este jogo e uma experiência inesquecível é uma história um tanto quanto linear

A história, apesar de ser inicialmente entretida, nos moldes próprios das já entranhadas personagens da Nintendo, vai-se tornando linear ao longo do jogo. No entanto, somos brilhantemente resgatados pela faceta cómica das personagens, que conseguem deixar-nos com um sorriso permanente na cara durante os seus vários diálogos.

 

 

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