15 Mai 2020
Opinião

Crónicas de Quarentena #1 – The Division 2

As nossas recomendações com base no que andamos a fazer durante a pandemia.

Já se tornou num cliché partilhar online sobre experiências que temos durante este novo período negro que a nossa sociedade está a ultrapassar. É a primeira pandemia da era digital e no meio de tanto receio e incerteza, encontramos algum conforto no privilégio que é ter fácil acesso ao resto do mundo através da tecnologia. Nestas pequenas crónicas, iremos falar sobre alguns jogos ou outros meios de entretenimento que estejamos a consumir durante este período. Não digo que seja um diário, mas apenas um partilhar de experiências que espero que acabem por servir como recomendações.

Para fugirmos ao tema do Covid-19, fomos todos para um jogo que retrata algo parecido…

Nesta primeira edição optei por falar sobre The Division 2. Acaba por ser irónico estar a jogar um jogo cuja premissa é uma América destruída após uma epidemia causada por uma gripe, mas não foi com essa intenção que voltei a pegar nele. Confesso que o comecei a jogar na altura do lançamento, mas acabei por desistir ao segundo dia porque nenhum dos meus amigos tinha o jogo. Decidi voltar novamente ao jogo pouco antes do estado de emergência, e tive a sorte de pouco tempo depois, 3 amigos meus juntarem-se a mim nesta jornada.

Tal como o antecessor, The Division 2 é um Third Person Shooter RPG online. Não gosto de utilizar o termo MMORPG pois não é assim tão massivo em termos de população no servidor, e em grande parte do tempo mais parece que se trata de uma experiência Single Player com possibilidade de jogar em cooperação e em modos PVP. Temos levado tarde e noites agarrados ao jogo, e rapidamente chegamos ao End Game. A intenção inicial era apenas terminar a história, brincar um pouco na Dark Zone e pouco mais, mas lá acabamos por decidir platinar.

Como fã do primeiro jogo (que só o joguei 2 anos depois do lançamento, quando tinha grande parte dos problemas resolvido), sempre tive grande expectativa para esta sequela. Não desiludiu, mas também não me deixou 100% feliz. The Division 2 consegue ser uma experiência bastante divertida, com uma Washington DC pós-apocalíptica (não sei se se pode considerar assim) bem representada, cheia de cor e detalhe, e inimigos a cada esquina. Outro ponto que gosto bastante, é a customização dos nossos agentes, agora com a implementação de Loot Boxes cosméticas, onde acabei por arranjar alguns acessórios bastante bizarros e outros bastante estilosos. Contudo, The Division 2 também tem muitos problemas, alguns que ainda vêm do primeiro.

Um dos que mais nos queixamos durante a nossa jornada, foi o falso sentimento que estamos a completar o mapa, pois por mais pontos que conquistássemos, haviam sempre zonas que acabavam sempre por voltar a ser conquistadas por fações inimigas. A história é outro ponto que fica aquém do que nos foi apresentado no primeiro título, e acabamos a campanha por não sentir que estamos a fazer grande coisa contra o problema comum.

Apesar de ter muitas coisas boas, The Division 2 vai ficar um pouco esquecido da nossa memória. Tanto a história como o jogo em si já não causam tão impacto como o original por já não ser novidade, mas no fim do dia, fica a platina nas nossas contas (quando a conseguirmos acabar, pois um dos troféus não dá para desbloquear desde que lançaram a última expansão e que até à data da publicação deste artigo, não existe qualquer resolução para o problema, yeah!) e todas as horas de boas conversas, risadas, inimigos que são autênticas esponjas de balas e problemas de conexão que tivemos ao vaguear pelas ruas e edifícios de Washington.

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