O jogo que mostra o que a PS Vita consegue fazer?

Nesta Antevisão, realizada através do acesso a algumas builds do jogo, o foco será o Multijogador, a componente Online de um jogo para uma consola portátil que vos vai fazer passar muitas horas colados ao fabuloso ecrã da PS Vita.

Primeiro contacto com o jogo:

Decididamente este é o jogo mais impressionante que já joguei na PS Vita, talvez venha a ser por muito tempo o jogo com o qual comparações vão ser feitas.
Honestamente os poucos Fps que foram lançados para ela em nada se destacaram; este será o Fps definitivo, vai mostrar o bom uso dos dois analógicos, será aquele que mostra que a consola tem capacidade suficiente e consegue oferecer a mesma experiência e jogabilidade presentes numa consola caseira, pelo menos neste género de jogos.

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Opções para todos os gostos:

Aliada a uma excelente apresentação está também uma excelente jogabilidade, mas não pensem que estou a exagerar, este jogo tem uma quantidade enorme de opções de controlo e de personalização de causar inveja a outros Fps mais populares.

Ao jogador são oferecidas opções de controlo que permitem: ajustar a sensibilidade dos analógicos, inversão do eixo X e Y, troca de funções dos analógicos, é também possível usar o sensor de movimentos para fazer mira e também com todas as opções acima descritas.
Ainda é possível escolher algumas funções a serem usadas no painel táctil traseiro ou frontal.

Dentro das opções de ecrã é possível escolher que informação pretendemos visível, desde os nomes dos jogadores, informação do servidor, estatísticas, radar; podem mesmo desligar tudo e tornar a experiência o mais Hard-core possível.

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Os mapas:

Entre os vários mapas a que já me foi permitido jogar tenho a destacar o Inlet e Refinery.
Se já foram jogadores de Killzone 2 vão adorar estes dois mapas e quando jogarem Mercenary vão perceber porquê.
A versão final vai contar com 6 mapas todos eles retirados do universo de Killzone.

A estrutura dos mapas mantém-se fiel ao estilo da série, detalhados e complexos mas facilmente memoráveis. Apresentam diversos tipos de elementos que permitem aos jogadores progredirem por diversos caminhos diferentes e também proporcionam jogabilidade vertical.

Apesar de estarmos limitados a jogos de 4 vs 4 jogadores as partidas mantêm-se sempre consistentes e com poucos momentos de pausa, mas o jogo nunca chega a ser um shooter frenético mesmo em mapas mais pequenos. Ao jogarem o modo Mercenary Warfare, onde os jogadores são colocados em modo “cada um por si” chegam mesmo a existir várias situações de Spawn perto de inimigos.

Progresso Online:

Neste Killzone, através dos 3 modos de jogo incluídos, os jogadores ganham créditos através das acções que fazem e das cartas de Valor que apanham por matar oponentes e mesmo pelo vosso progresso no jogo.
O sistema de cartas premeia os jogadores com equipamentos especiais e ao mesmo tempo demonstra o vosso rating como jogador.

Os créditos servem para adquirem equipamento e formarem as vossas próprias classes de jogador num sistema de Loadouts muito semelhante a jogos como Call of Duty.
Entre as vossas escolhas encontram-se o tipo de armamento, as armas principais e secundárias, um slot de equipamento e ainda o equipamento especial denominado Van-Guard, que também funciona como um Killstreak.

É possível convidar amigos para um grupo para se juntarem a um jogo online e até mesmo criar uma partida privada.
O jogo baseia-se em ligações P2P mas o seu Netcode é bastante sólido e competente, tirando raras exceções, toda a experiência online acaba por ser gratificante e divertida.

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Experiência Killzone em formato portátil:

A jogabilidade deste jogo é muito similar aos da PS3, é quase percetível o movimento pesado da nossa personagem e as armas e cenários apresentam um detalhe enorme.
O jogo apresente vários pormenores que poderão passar despercebidos mas que complementam ainda mais o excelente aspecto técnico presente; pormenores como as pegadas do jogador, reflexos simulados que parecem em tempo real, sombras, efeitos especiais, etc.
Toda a experiência que tive com este jogo foi sempre consistente, mesmo numa fase onde ainda muito será corrigido até ao seu lançamento.

É um jogo surpreendente que corre na resolução nativa da consola e a estáveis 30fps, as imagens não lhe fazem justiça e é necessário ver o jogo em movimento no ecrã da consola para se ficar com a ideia correcta. Killzone Mercenary mostra de forma exemplar as funções que são proporcionadas pelo sistema e ainda demonstra que um jogo “desta magnitude” consegue ter lugar numa consola portátil oferecendo uma qualidade tremenda na sua apresentação e diversão.

Aguarda-se ansiosamente a versão final!