16 Ago 2018
PS4

Como The Last Guardian me conquistou

Parece mentira, mas The Last Guardian está prestes a ser lançado e nós já o experimentamos.

The Last Guardian existe, eu garanto-vos que é real, pois tive a oportunidade de o experimentar durante o Lisboa Games Week 2016.

Antes de mais, o que é The Last Guardian? É um jogo da Team Ico, responsáveis por Ico e Shadow of Colossus, dois títulos de culto da Playstation 2. Há 6 anos atrás foi anunciado como sendo uma sequela espiritual dos restantes títulos e na altura como exclusivo Playstation 3, mas entretanto apareceram algumas complicações na sua produção, levando até aos rumores do seu cancelamento. Durante esse tempo o seu culto foi-se propagando, tornando The Last Guardian num dos títulos mais aguardados dos últimos anos. Confesso que apesar de ter gostado de Ico e de Shadow of Colossus, nunca tive “hype” por este, por ser um estilo de jogo que não se adequa a mim, mas isso mudou depois de ter jogado quase uma hora.

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Joguei duas secções distintas do jogo. A primeira secção passa-se nos primeiros momentos da aventura onde sem saber nada e sem ninguém me dar indicações, tive que explorar as mecânicas de jogo e eventualmente encontrar o rumo da história. Aqui presenciei também o inicio da amizade entre o protagonista e Trico, a mítica criatura que nos irá acompanhar durante a jornada. Para quem já jogou os restantes títulos da companhia, não terá dificuldades a entrar no espírito deste jogo, pois The Last Guardian mistura o sentido de companheirismo e amizade presente em Ico com as mecânicas de exploração de Shadow of Colossus isto tudo, num ambiente muito semelhante.

Após ter feito amizade com Trico e ter conseguido sair da zona inicial, fui colocado numa outra parte do jogo, mais ou menos a meio da jornada onde já existe uma maior cumplicidade entre os dois. Esta zona é aberta, ao contrário da anterior que se passa numa caverna e deu para ver o contraste no visual e nas mecânicas entre as duas zonas. Como já devem ter reparado, tenho estado ao máximo a evitar falar sobre alguns elementos da jogabilidade e detalhes da história, pois The Last Guardian é um jogo que se desenvolve através da interacção entre o rapaz e Trico em vez de diálogos. Apenas posso contar que ao longo daquela hora eu alimentei a criatura, trepei, saltei e usei elementos do cenário para ultrapassar os mais diversos obstáculos. No final a recompensa não foram créditos monetários ou experiência para o personagem, mas sim a gratificação de ter terminado aquela sequência e de ter dado mais um passo na direcção certa na amizade com Trico.

A amizade entre o rapaz e Trico é a chave para ultrapassar todos os perigos.

Acredito que à primeira vista e tal como aconteceu com Ico, The Last Guardian é um jogo que não apela às massas por ser um jogo muito parado onde a paciência é uma constante, mas ao pegar nele e perceber o conceito do jogo e o sentimento que ele provoca, é capaz de mudar a opinião de muita gente. Graficamente é um mimo, a sua arte é o que embeleza o jogo em vez de terem optado por imagem foto-realista. Só tenho a dizer coisas boas sobre The Last Guardian, e ainda bem que assim o faço, é sinal que durante estes anos todos de produção a equipa não esteve encostada à box.

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A pouco mais de duas semanas para o seu lançamento, a amizade entre o rapaz e Trico conseguiu-me conquistar o coração e mal posso esperar por dia 6 de Dezembro para sabes mais sobre este fantástico mundo. Nessa data espero por uma aventura relaxante, quase cinematográfica com uma forte história e que certamente, será um dos melhores jogos do ano.

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