27 Ago 2018
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Antevisão: FIFA 15

Para além de uma habitual reformulação visual na apresentação de menus e sub-menus, a maior diferença entre FIFA 15 e o seu antecessor está no gameplay.

Os jogadores de campo transmitem uma sensação de peso maior entre animações e colisões. Em sprints com a bola controlada existe alguma vantagem para o adversário que está apenas em corrida e a colisão entre jogadores parece mais real. Aquela rapidez de jogadas entre equipas foi reduzida. Existe também uma maior sensibilidade à direcção de passe e remate aumentando a precisão destas acções que deverão obrigar a algum tempo de adaptação. Os remates à entrada da área correm mesmo o risco de irem parar à bandeirola de canto, e com alguma frequência durante os primeiros minutos a jogar este novo FIFA. E os mais hábeis na altura do remate terão ainda que superar o guarda-redes que se apresenta menos permeável e com menos pontos fracos evidentes. As novas animações e tempos de reação incutidos nos guarda-redes não evitam ainda assim grandes ‘frangalhadas’ mas tornam mais imprevisível a finalização à entrada da área ou mesmo no frente a frente, ao contrario de FIFA 14 onde um remate cruzado tinha 99% de possibilidade de sucesso. Bastante positivo para quem deseja que cada golo que marca seja mais recompensador, pelo menos durante os primeiros dias a jogar este novo FIFA.

Já não precisas de pausar a partida para convencer o amigo que o jogo te anulou mal um golo.
Na versão da nova geração é todo um conjunto de pormenores que nos cativa. Temos desgaste progressivo no relvado onde, para além de ficarem gravadas na relva as mudanças bruscas de direcção dos jogadores, cada tackle deixa marcas no tapete verde. Perto do minuto 90, o relvado parece ter sido atacado por toupeiras, em guerra, num dia em que excederam o consumo de cafeína recomendado. É com satisfação que vemos também os apanha bolas a devolver o esférico sempre que este sai pelas linhas laterais ou de fundo. A popular tecnologia da linha de golo que estreou no mundial do Brasil está presente tentando simular apenas uma transmissão televisiva de uma forma semelhante ao replay. Existem também transições de câmara nas reposições de bola semelhantes às referidas transmissões televisivas dos mesmos. Este aspecto é mais evidente quando se trata de um remate perigoso e o jogo mostra-nos a expressão de frustração do jogador que acabou de falhar a baliza. A toda este ambiente, juntar-se-á um sistema climatérico que irá permitir mudanças de jogabilidade durante o encontro. Este é um aspecto que ainda não foi possível testar mas que, se bem implementado, será relevante.

Condições adversas tornam os verdadeiros artistas em guerreiros.

Entre os pormenores das novas animações das redes de baliza e da bandeirola de canto, destacamos o facto de as camisolas poderem ser puxadas pelos adversários aquando uma disputa de bola. A interacção deu direito a uma grande penalidade e, a forma evidente como é demonstrada, irá evitar argumentos entre jogadores sobre a existência da falta e os pontuais recursos ao replay para as justificar.

À semelhança com os anteriores títulos de FIFA, é a emoção da PremierLeague e do futebol em terras de Sua Majestade que o jogo consegue simular melhor. E neste FIFA 15 houve uma maior pormenorização a uma liga já destacada na série. Estarão então presentes 20 estádios da divisão máxima e mais de 200 modelos da face de jogadores únicos.
FIFA WORLD CUP 2014 já tinha dado algumas indicações na maturação da jogabilidade de FIFA 14 para FIFA 15, mas esta parece mais bem conseguida e harmoniosa que a versão do mundial. Ainda assim, apesar de notórias alterações, a fórmula permanece a mesma. Não que seja um ponto negativo apenas pode transmitir alguma timidez no que à evolução do gameplay diz respeito.

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Anfield é apenas um dos 20 estádios da Premierleague presentes.

A inteligência artificial teve uma actualização bastante positiva. O ataque elaborado pelo CPU é feito da mesma forma que o título anterior, até mais falível na finalização, mas a ocupação de espaços sem bola e a pressão alta que a equipa consegue manter é deliciosa. Assim que recuperamos a bola na nossa área, vemos toda a equipa adversária a tentar travar ao máximo o nosso contra-ataque. Anteriormente, bastava uma simples troca de bola 1-2 para desmarcar um jogador mas agora são várias as vezes em que os jogadores controlados pelo CPU antecipam essa mesma troca de bola.

Durante a versão experimental foi possível detectar alguns artefactos que se espera que venham a ser corrigidos na versão final. Nomeadamente, ocasionais arrastamentos de imagem logo após a marcação de pontapés de baliza ou outras bolas longas e de algumas falhas de interação entre a bola e os guarda-redes no caso do remate sair ‘à figura’.

 

Versão da antiga geração
Na versão da antiga geração (PS3), vale a pena referir que apesar das obvias omissões de pormenores como o desgaste da relva, as introduções aos jogo, animações com apanha bolas, o gameplay encontra-se tão rapido como em FIFA 14. Aquela sensação de peso dos jogadores não existe mas as animações do guarda-redes e a implementação da nova inteligência artificial estão presentes. A versão da nova geração é a melhor mas sem estes pormonores extra, a versão da geração passada parece manter uma jogabilidade sem artefactos, pelo menos à dimensão da demo.

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