18 Ago 2018
PS3

Análise a Deus EX HR Director's Cut para a Wii U

Regressamos novamente a um dos melhores FPS de 2011, agora devidamente afinado e com novas adições, que destacam a versão Wii U de todas as outras.

Para todos os que perderam a oportunidade de jogar o original, aqui fica uma pequena síntese dos eventos de Human Revolution:
A nossa personagem é Adam Jensen, o chefe de segurança da Sarif Industries, uma empresa de Biotecnologia. Na iminência da apresentação de um enorme avanço na tecnologia cibernética para uso Humano, a empresa é assaltada por mercenários, que além de raptarem a pessoa mentora do projecto, ainda deixam o nosso personagem quase morto e em muito mau estado.
É aqui que se dá o processo de recuperação de Adam Jensen, recorrendo a todas as capacidades tecnológicas da companhia para qual trabalha, os cientistas recuperam o seu corpo e inicia-se assim o enredo do jogo.

[singlepic id=5093 w=620 h=340 float=center]

Os fãs do primeiro jogo de Deus EX, lançado no já distante ano 2000, encontram em Human Revolution os elementos na jogabilidade que o tornaram especial. Continuam presentes as mecânicas de exploração dos cenários, com os toques do estilo RPG e ainda algumas batalhas contras Boss’s pelo meio.

A evolução da nossa personagem é o ponto fulcral do jogo, podendo cada um de nós optar por evoluir várias habilidades e Gadgets, aproximando muito essa evolução da nossa abordagem ao jogo.
É possível, por exemplo, enveredarmos na conjunção da personalização com o factor agressivo, progredindo pelo jogo ao estilo normal do ‘dispara para tudo o que mexe’ . Por outro lado, se são jogadores muito meticulosos, que gostam do estilo silencioso, também podem transformar o vosso Adam Jensen num assassino furtivo.
Também é possível mostrar o vosso lado pirata, acedendo a dispositivos de segurança, evoluindo pelas capacidades de Hacking que o jogo vos oferece.

O que traz Director’s Cut a mais que o original? Basicamente estamos perante o mesmo jogo, com  a adição dos DLC’s e umas pequenas actualizações na sua componente técnica.
Mas esta versão Wii U não é apenas isso! É algo mais e permitam-me que vos diga, é a melhor versão para consolas deste jogo!


Trailer da versão Director’s Cut Wii U

Deus EX na Wii U alberga um conjunto de melhorias, que além da pequena optimização gráfica e de conteúdo, usam excepcionalmente bem o Gamepad da consola, enaltecendo toda a experiência de jogo num patamar superior.
Com o uso do Gamepad e do seu ecrã, simples acções como consultar o mapa, tutoriais, personalização, inventário e muito mais, executam-se imediatamente e ao longo do jogo tornam-se intuitivas.
Executar o Hacking, por exemplo, tornou-se muito mais fácil, através da selecção imediata dos Nodes e Comandos de Captura.

Apesar da boa implementação do Gamepad com o jogo, também há alguns problemas a nível de controlo. O uso dos analógicos sofre de uma enorme ‘zona morta’ (DeadZone) obrigando o jogador a incliná-los mais do que é normal nos outros jogos. Mesmo com algumas horas de jogo não consegui esquecer este defeito, que pode eventualmente ser corrigido com uma actualização, acabando por ser esta a maior crítica que tenho a fazer a esta versão do jogo.

[singlepic id=5092 w=620 h=340 float=center]

Contrariamente à tendência dos jogos modernos é bom saber que, para os jogadores que exploram os seus jogos, há muito sumo a extrair de Deus Ex Human Revolution, podendo o nosso percurso pelo jogo ultrapassar facilmente as 40 horas de jogo. Com a variedade de abordagens e possibilidades que são colocadas à disposição do jogador, as múltiplas escolhas de resposta nos diálogos e a enorme quantidade de items para desbloquear e personalizar o nosso personagem, poucos jogos modernos dentro deste género lhe chegam aos pés.

De um ponto de vista técnico o jogo nunca foi surpreendente, mais que tudo, apresenta um estilo artístico muito próprio que juntamente com uma iluminação eficiente e um bom trabalho de texturas, tornam o jogo visualmente mais agradável do que realmente é.  A banda sonora que o acompanha é adequada ao seu estilo e torna-se até, em algumas ocasiões,  bastante subtil a criar a atmosfera desejada.
No entanto Deus Ex sempre se destacou pela sua história e jogabilidade fenomenais, nunca pelos seus gráficos e qualquer fã do jogo vos dirá isso.

A possibilidade de colocar nas mãos do jogador um inúmero leque de opções, tornam Deus Ex uma experiência recomendada e uma experiência obrigatória a qualquer fã deste género de jogos!

Também te pode interessar