Como está esta transição de um dos melhores jogos da Nintendo 3DS e também um dos melhores Resident Evil’s dos últimos anos?

Resident Evil: Revelations é um dos melhores jogos da portátil da Nintendo e também é para mim o melhor Resident Evil dos últimos anos.
Quando anunciaram esta versão para PC e consolas domésticas fiquei algo apreensivo, como é que a Capcom iria adaptar um jogo brilhantemente desenvolvido para um sistema portátil e consequentemente possuindo várias características que foram pensadas para esse sistema?

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Revelations acontece entre Resident Evil 4 e Resident Evil 5, retratando acontecimentos após a formação da BSAA, um grupo antiterrorista.
Vamos controlar vários personagens mas o foco principal serão Jill Valentine e Chris Redfield.

O jogo começa com o desaparecimento de Chris e a sua parceira Jessica, e controlando Jill vamos investigar o seu desaparecimento a bordo de um navio de cruzeiro acompanhados de um parceiro, Parker Luciani.

É neste navio, o Queen Zenobia, que a maior parte da ação vai decorrer e apesar de irmos visitar outros locais no decurso do jogo, a longo prazo vão sentir um pouco de nostalgia neste navio a fazer lembrar a mansão do primeiro jogo da série.
Existe neste jogo um pouco de sensação de exploração que tem desaparecido em vários jogos recentes mais focados para a ação, no entanto e como estamos num navio passado algum tempo esta sensação desaparece pois vamos passar pelos mesmos locais várias vezes.

[singlepic id=3329 w=320 h=240 float=left]O jogo tem sempre um aspecto sombrio mas os seus inimigos são tudo menos assustadores e chegam a ser bastante repetitivos. Nota-se uma falta de originalidade nos encontros e também os disparos que efectuamos dão a sensação que estamos a atirar contra esponjas, digamos que falta ali algo que conseguisse transmitir um tiroteio mais real.

Também vamos ter acesso a alguns puzzles pelo jogo mas que deixam muito a desejar quando comparados com os primeiros jogos da série.

Implementado neste jogo está uma espécie de scanner que podemos utilizar para revelar objectos escondidos, registar amostras do sangue dos inimigos para desbloquear melhoramentos, etc. O scanner foi outro dos elementos pensados para o uso do giroscópio da 3DS e que aqui acaba por não dar a mesma sensação de uso que tínhamos na 3DS.
Também podemos encontrar peças que vão melhorar as nossas armas mas nunca chega a ter a profundidade de elementos de personalização de outros jogos e tal como disse, os tiroteios são um pouco sem sal.

O modo RAID nesta versão está acessível desde o início e foi ligeiramente expandido. Com a ajuda de um amigo, poderemos jogar online e enfrentar algumas missões focadas na ação e eliminação de inimigos, e ir desbloqueando novos extras a serem usados neste modo de jogo.
É uma agradável extensão e um melhoramento do modo Mercenaries já conhecido de outros jogos da série.

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Analisando o jogo de uma perspectiva de quem jogou o original o que me vem já à cabeça é afirmar que o jogo perdeu o seu charme. Tudo aquilo que era bom no pequeno ecrã da portátil aqui passou a ser simplesmente mediano…
O jogo foi criado com capítulos curtos para ser jogado em pequenas pausas, perfeito para um sistema portátil, nesta versão alguns jogadores poderão notar isso mesmo.
Alguns elementos da jogabilidade foram alterados para esta versão e os controlos por movimentos foram deixados de lado.
Acho incompreensível como um jogo que era destacado pelo seu 3D bem-sucedido na consola portátil, não tenha essa opção nesta versão para quem tem televisores a 3D.

A componente técnica não se destaca, apesar de ter levado um ligeiro upgrade para colmatar a baixa resolução da versão original, o jogo nunca impressiona como me impressionou na 3DS mas também não está fraco, simplesmente não se destaca.

Revelations é uma tentativa de regressar ás origens e contém alguns dos elementos que foram os pilares do sucesso desta série. Se na sua versão original conseguiria destacar este jogo como um dos melhores, nesta versão, apesar da experiência estar toda aqui, a componente técnica mancha o resultado final, ainda assim parece-me o melhor Resident Evil desde o 4.

Nota: Versão testada Xbox 360.