29 Ago 2018
Indústria

Análise: Need for Speed: Rivals

A franquia Need for Speed já nos é conhecida à largos anos e sempre foi uma série que procurou primar no género, com alguns deslizes pelo caminho. Recentemente observámos o excelente trabalho da Criterion na série elevando-a para um novo estilo artístico e nova mecânica de jogo, uma autêntica sensação de velocidade.

O novo estúdio da EA, Ghost Games deitou as mãos ao trabalho em Need for Speed: Rivals com pouca margem de manobra, dada a exigência dos fãs depois do excelente trabalho da Criterion. Para nossa satisfação o resultado trabalho ficou bastante positivo, uma excelente entrada da série na nova geração de consolas bem como uma aposta segura na geração actual.

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Antes de alongar a análise e para vos empolgar, a primeira sensação que temos quando metemos o jogo na nossa consola e damos à chave ao nosso Porsche Cayman S é digna de um grande “wow”, seguida de um sorriso de orelha a orelha. Need for Speed: Most Wanted já tinha melhorado muitos aspectos mas no entanto haviam detalhes relacionados com o desenrolar do jogo que não cativaram tanto como cativa Need for Speed: Rivals, fiquem a saber o porquê.

Como estamos a falar de um jogo de carros, a maior parte de nós quer é acelerar, saltar, drifts, fugir à polícia, etc. Need for Speed: Rivals é mais do que isso. O jogo contém a óbvia história que separa duas facções que rivalizam entre si: Cops e Racers. A cidade escolhida para este confronto directo é Red View County, uma outrora calma cidade, com diferentes cenários desde interiores de floresta, montanha, todo terreno, fábricas abandonadas, aeroporto, inúmeros terrenos que agora são abalados a grande velocidade pelos Cops e Racers.

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A história não vai conquistar o vosso foco em Rivals, esta conta-nos em breves vídeos o conflito entre ambas as facções e no final de cada capítulo podemos optar por avançar como polícia ou como piloto.

Ambas as facções são propostas com diferentes desafios em cada capítulo da história. Estes desafios dão uma longevidade fantástica ao jogo – se procuram completar tudo a 100% vão ter aqui umas boas horas de desafio pela frente, com diferentes dificuldades pela frente.

A qualquer ponto do jogo podem trocar de facção, o jogo não nos prende de qualquer forma ao que a nossa vontade nos pede. Sempre que começam um novo capítulo são vos propostos vários desafios dentro de três cenários. Ou jogam como polícia ou como corredor, ou como corredor mas com diferentes objectivos. Se gostam mais de corridas e procuram maior desafio em corridas podem executar essa lista de desafios, ou podem também querer jogar como corredor e ir para uma lista de desafios mais acessível e realizar tarefas como fazer drift a 300 km/h ou saltar 180 metros num só salto. Se estão fartos de fugir e agora querem ser vocês do outro lado, podem ainda realizar os desafios como polícia.

Completando os capítulos vamos desbloqueando novos carros, actualizações e ganhando pontos que nos permitem evoluir as máquinas. Esta evolução é feita em vários aspectos. Podem inicialmente investir mais no motor para conseguir maior velocidade, na tracção se procuram que o vosso carro responda melhor em alta velocidade ou ainda se procuram um carro mais para o embate podem focar as actualizações na sua carcaça.

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O sistema de progressão dá imenso gozo e cola-nos à consola durante largas horas sempre com o pensamento: “preciso de juntar para comprar Turbo para o Lamborghini Veneno, até vai levantar voo!”. À medida que vão conquistando vão evoluindo o nível do vosso corredor, isto permite acesso a novos carros e actualizações que para além de motoras podem ser também visuais ou tecnológicas. Rivals incorpora um sistema onde podem equipar o vosso carro com uma descarga EMP que deixa os inimigos atordoados ou ESF, um campo de electroestática que vai deixar os vossos inimigos mal tratados. Este sistema é intitulado de Pursuit Tech e está presente tanto no lado dos polícias como dos pilotos, com diferentes tipos de tecnologias.

Como em jogos anteriores, o mapa possui os diferentes pontos que disparam as corridas ou eventos que devem completar, seja o clássico Time Trial ou uma corrida Hot Pursuit onde nos juntamos a uma série de outros pilotos em fuga da polícia. Para além destes pontos, existem ainda os Hideouts e bombas de serviço que recuperam os danos dos veículos e recarregam o armamento. Ambos encontram-se espalhados pela cidade e ajudam-nos a enfrentar os diferentes cenários a que somos sujeitos. Quando as perseguições tomam proporções demasiado elevadas e já só querem é chegar ao fim e recolher os pontos, o Hideout vai ser o vosso ponto de chegada.

Need for Speed: Rivals é um fantástico gerador de adrenalina. À medida que fugimos começamos a acumular mais pontos e a chamar mais atenção da polícia, a níveis realmente extremos. O nosso coração acelera e as razias aos carros que circulam na sua vida comum aumentam. Este sistema evolui de forma natural e a conquista de elevadas pontuações é procurada sempre que possível, só não tirem os olhos do próximo Hideout porque se são apanhados antes de lá chegarem, perdem todos os pontos.

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O jogo desenrola-se no mundo aberto a que nos habituámos no género. A variedade de ambientes é vasta e podem contar apenas um carregamento inicial de dados, daí para a frente é só acelerar. O jogo apresenta uns visuais impressionantes sem sofrer de qualquer quebra de framerate, simplesmente fluído, rápido e se tiverem um bom sistema de som vão ser projectados para trás em cada arranque ou descarga de turbo que façam. O ciclo de 24 horas está presente com o dia a transitar para a noite, com chuva, rajadas de vento, folhas, elementos e detalhes que tornam toda a experiência ainda melhor. O som dos carros é agressivo e aumenta ainda mais a adrenalina que a velocidade nos implica.

A condução em si varia de carro para carro, e aí fica sempre ao gosto de cada um qual é o carro que se adapta mais ao seu estilo de jogo. A nossa realidade está completamente fora de Rivals, sendo que a condução arcada toma lugar, com uma condução pesada que vai puxar muito pelos reflexos de cada um.

As máquinas disponíveis não chegam a uma escala de um Forza ou Gran Turismo mas são as suficientes e essenciais para um jogo deste género. Não vão sentir grande falta de outros carros perante os “monstros” presentes em Rivals. Carros como um Audi R8 ou um BMW M3 GTS são considerados medianos mas obrigatórios para os seus fãs, conseguindo acompanhar os desafios propostos. Se procuram mais velocidade podem sempre ir recolhendo pontos para um Enzo Ferrari, Lamborghini Veneno, McLaren P1 ou um Pagani Huayra. Como polícias também vão ter acesso a alguns carros iguais aos dos pilotos mas com outras variantes e novos modelos. Podem deitar as mãos a um Hennessey Venom GT ou a um Koenigsegg Agera R, entre outros.

O sistema Easy-Drive permite-nos aceder a opções de rápido acesso sem pararmos a acção de jogo. Definir novas rotas, procurar garagens ou então partilhar a experiência com outros jogadores, no modo online. Este modo não nos atrapalha nem sobrecarrega o jogo, os restantes jogadores ocupam o seu espaço do mapa como pilotos ou polícias e depois o confronto e desafios depende apenas da vossa vontade, entrem em corridas um contra um, Hot Pursuit, o que for do vosso agrado.

Need for Speed: Rivals é a imagem da aposta certa da EA na franquia, com a Ghost Games a fazer um fantástico trabalho, pegando na essência já começada pela Criterion mas dando-lhe o seu toque, usando novos elementos e desenvolvendo o que o jogo tem de melhor: a sensação de velocidade e adrenalina.

[display_label style=plataforma]Analisado na PlayStation 4 com uma cópia cedida pela Electronic Arts Portugal[/display_label]

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