21 Nov 2018
Eventos

Lisboa Games Week 2018

Mais um ano, mas quatro dias de puro gaming.

Depois de quatro dias intensos, eis que chega ao fim da quinta edição do Lisboa Games Week.

Antes de falarmos sobre o evento, podem ler o artigo que lançámos depois do primeiro dia de evento a falar sobre as atividades que podiam encontrar no evento. Voltamos a frisar o regresso da Xbox, oficialmente, ao evento, assim como o espaço da Nintendo e da PlayStation que tiverem cheias de atividades e jogos para os visitantes. Dêem uma vista de olhos no artigo para terem uma visão mais completa do que havia na Lisboa Games Week 2018.

Falando do evento em si, podemos afirmar que a cada edição a equipa do Foxbyte está mais satisfeita com a maneira como as coisas são organizadas. Começamos pelas três grandes empresas – PlayStation, Xbox e Nintendo, que demonstram o seu interesse em captar o público português trazendo conteúdo novo, atividades e brindes para dar a conhecer o melhor que houve em 2018 em gaming, e o que ainda está para vir em 2019. O palco Nintendo e o palco PlayStation estavam constantemente cheios e com atividades para manter os visitantes entretidos, enquanto que na zona da Xbox lutava-se por um lugar para experimentar os jogos da sua banca.

No que toca a distribuição de espaço, inicialmente pensámos que iria haver problemas porque havia pouco espaço nos corredores, no entanto, no sábado conseguimos navegar facilmente entre os espaços. Inicialmente pensámos que pudesse ser pouca adesão por parte do público, no entanto vimos sempre o evento recheado de pessoas de manhã há noite, o que nos leva a crer que as pessoas “estudaram” melhor a sua ida.

Durante o evento tivemos oportunidade de conhecer novas caras e projetos, nomeadamente do Ivan Sanchez, que está a produzir o Melbits World, vencedor dos Prémios PlayStation de Espanha, e também o Ian Wright, responsável pelo Blood & Truth, um “sucessor espiritual” do London Heist. Do lado indie, este ano apenas temos uma entrevista… E mesmo assim é uma entrevista que nos deu muito gosto fazer visto que foi à Flying Pan Studio, responsável pelo Keg Wars, o mesmo que venceu o Nordic Games Discovery Contest Portugal e irá representar a nação em 2019, em Malmö. Fiquem atentos à nossa página para lerem as entrevistas.

No que toca a espaços de Merchandise, uma coisa que o ano passado foi em excesso, este ano foi mais contido, mas dividido. Embora faça sentido haver estas bancas em ambos os pavilhões, não faz sentido estarem distribuídos 80%-20% entre pavilhões. Notou-se mais fluxo de pessoas a ir para um pavilhão, visto assumir-se que a zona de Merchandise era só num. Este ano sentiu-se a falta dos artistas, sendo que o pouco que houve foram umas bancas perdidas no canto mais afastado do pavilhão 1.

Seria de esperar muita atenção para espaços competitivos e de eSports, e foi o que se acabou por ver. Várias marcas de hardware e de PC Gaming trouxeram espaços para os seus produtos servirem de base para quatro dias cheios de espírito competitivo. A Worten seguiu o exemplo e montou um palco com a mesma temática.

No que toca à moda de Youtubers, Streamers e Influencers, este ano foram muito menos evidentes, havendo destaques específicos para cada um deles em diversas zonas. Continua a haver o espaço dedicado para os autógrafos, que não criou grandes problemas de “trânsito humano”, mas obviamente que sempre que eles apareciam num banca dos seus patrocinadores, havia vias bloqueadas. Notou-se também alguma preocupação em colocar pessoas mais dedicadas a gaming.

Em suma, podemos afirmar que o Lisboa Games Week está cada vez mais próximo de ajudar Portugal a ser um ponto de referência para a indústria dos videojogos, permitindo ao público experimentar coisas novas, interagir com produtores e ficas a conhecer o melhor que a indústria tem para oferecer, desde o retro ao moderno. O espaço, em geral, está a ser muito melhor aproveitado e é um luxo podermos ver as três grandes empresas no evento.

Ficamos a aguardar a edição de 2019.

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