Vemos o fim da quarta edição do Lisboa Games Week, e agora deixamos rescaldo do evento.

Entre os dias 16 e 19 de Novembro tivemos quatro dias intensos para respirar, viver e jogar videojogos. A cada ano que passa a equipa do Foxbyte gosta de fazer um resumo do evento, levantando algumas questões que gostaríamos ver revistas para melhorar a qualidade do evento, e a verdade é que a cada ano que passa a organização do Lisboa Games Week parece andar atenta ao feedback, o que é bastante positivo.

Este ano contámos com dois pavilhões completos, juntamente com o mini-pavilhão que está colado ao pavilhão 3 da FIL, o que permitiu distribuir todas as atrações de modo a que a os participantes pudessem usufruir das diversas bancas sem haver grandes concentrações de pessoas.

No que toca aos diferentes espaços, começamos por falar do da PlayStation, sendo que a Sony não olhou a meias medidas no que toca a despesas. A empresa trouxe o Detroit: Become Human, Days Gone, God of War, Ni No Kuni 2 e DragonBall FighterZ para os jogadores terem uma ideia do que está para vir. Para o VR vimos o The Impatient e Bravo Team como as grandes novidades, enquanto que com o PlayLink tínhamos o Hidden Agenda, Saber é Poder, SingStar Celebration, Frantics e Erica.

Fora estas novidades a empresa trouxe bastantes jogos para o pavilhão, nomeadamente o Gran Turismo Sport, Horizon Zero Dawn com a sua expansão, Uncharted: The Lost Legacy, Wolfenstein II, Pro Evolution Soccer 2018, The Evil Within 2, Destiny 2, Crash Bandicoot, Knack II, Tekken 7, Project Cars 2, Ark, Call of Duty: WW2 e FIFA 18, o que fez com que muitos jogadores investissem o seu tempo no espaço azul.

Os únicos que não tiveram direito a gameplay foram o Days Gone e God of War, que contaram com uma apresentação à porta fechada, à qual os participantes poderiam assistir a cada meia hora.

Como não podia faltar, os Prémios PlayStation estiveram de volta, apresentando dez novos projetos que poderão vir a ser produzidos para a plataforma da Sony. Contamos com o Strikers Edge e VRock que foram os vencedores de 2015 e 2016, respetivamente, e também com o Intruders: Hide and Seek, vencedor dos prémios espanhóis do ano passado. Strikers Edge voltou a colar a equipa do Foxbyte aos comandos, sendo que não houve um único dia em que não tenhamos passado pelo jogo para um pouco de vício. O VRock infelizmente esteve um pouco apagado, sendo que apenas num dia é que foi possível ver o jogo em ação e foi apenas de passagem.

Tivemos oportunidade de dar a volta por alguns dos jogos que estavam a concorrer para os Prémios PlayStation, entrevistando os responsáveis dos mesmos. Fiquem atentos ao nosso site, pois iremos trazer muito conteúdo relativo a isto em breve.

Ainda no tópico dos indies, o Indie Dome fez um excelente trabalho em expôr vários projetos nacionais e internacionais ao público português. O público tinha a possibilidade de ter um contacto mais direto com os produtores, expondo um feedback instantâneo enquanto experimentavam os diversos projetos nesta área. E por muito surpreendente que seja, a zona estava muito bem localizada, o que ajudou a puxar muito público para a mesma.

A PlayStation Portugal conseguiu trazer dois três convidados especiais, que a equipa teve a oportunidade de entrevistar: Jack Attridge, CEO da FlavourWorks, que está a produzir o Erica, um jogo que funcionará com o PlayLink; Adam Williams, Lead Writer de Detroit: Become Human e Paulo Gomes da BigMoon Studios, que produziram o Syndrome VR, Demon’s Age e responsáveis pela licença do Dakar 2018. Fiquem atentos ao nosso, pois iremos trazer estas entrevistas em breve.

Por fim, a zona PlayStation não seria a mesma sem o Teatro PlayStation, onde contamos com torneios, eventos e passatempos com o público, com o grande Gonçalo Morais a levantar os ânimos do público.

Do outro lado, no pavilhão 4, tivemos a Nintendo que se apresentou em peso, criando também o espaço mais family friendly. A empresa não se deixou ficar a apresentou todos os seus exclusivos de peso tanto para se jogar, assim como uma série de mini-torneios com direito a vários prémios. Esses torneios decorreram no palco Nintendo que contou com a presença do Ricardo Araújo da Aeon Link/Poké Center Blog e do youtuber e streamer Daniel Oni Guerreiro. Para além de torneios e jogos de exibição, contámos com várias palestras com figuras dos meios nacionais, que apresentaram um pouco sobre o passado, presente e futuro da Nintendo Switch. A Nintendo fez um excelente trabalho em demonstrar o porquê de a sua marca e consola não ser algo a ignorar e que pode ser competitiva tanto no mercado como nos jogos, e foi apenas na zona da mesmo que vi crianças perto dos seus 5 anos agarradas às consola, ou adultos e crianças misturadas em equipa a jogar Splatoon 2.

Ainda no tópico do Splatoon 2, quando tive um tempo para parar e jogar algo para descontrair, optei por este jogo, no entanto a menina que estava a tratar do espaço perguntou-me se tinha idade para jogar… Eu deixei crescer a barba para não acontecer estas coisas! No entanto, este é um ponto que queria levantar, pois este ano reparei que havia mais atenção a isso, sendo que nos diversos espaços havia sempre voluntários a controlar se não haviam crianças a jogar algo que não deviam por causa do limite de idade. Por pouco que possa parecer ser é um elemento bastante importante naquilo que considero o respeito e cumprimento das avaliações PEGI, pois são feitas para criar uma responsabilidade no consumidor, mas sendo isto um evento publico, foi bom ver as empresas estarem mais atentas a isso.

Quanto à Xbox… As únicas vistas no evento foram no espaço do 1UP Gaming Lounge, na Worten Game Ring e na zona da UpLoad Distribution, maioritariamente devido à parceria com o bar e com o Shadow of War, que faz com que o mesmo seja sempre exposto na consola da Microsoft. Um pouco vergonhoso tendo em conta o grande lançamento que a marca teve este ano com a Xbox One X, e o Lisboa Games Week seria o local perfeito para expôr a consola e pô-la nas mãos dos jogadores. Noutros anos ainda contamos com um espaço pequeno com alguns exclusivos para experimentar, mas este ano nem Forza 7, Super Lucky’s Tale, Halo Wars 2 e Cuphead. Apenas umas Xbox One X com FIFA 18 e Shadow of War. Pessoalmente faz-me desejar os tempos em que o Alexandre Mestre tratava da marca nos primeiros LGW e fazia o esforço para fazer a marca Xbox ser relevante num país dominado pela concorrência.

A UpLoad Distribution e a Capital Jogos também marcaram presença, dando um espaço onde os jogadores pudessem experimentar os jogos atuais.

Fora as grandes marcas o evento contou com a presença de outros meios, que acabaram por trazer o seu próprio entretenimento, como foi o caso da Worten, com o Worten Game Ring, onde vimos desafios e torneios durante os quatro dias do evento. A Blue, CTT, WTF, Cigala, Fox Life, KitKat e a Bounce estiveram presentes com um espaço com atividades interativas, pouco relacionadas com videojogos, no entanto divertidas para quem participou.

O Exército Português marcou presença no evento para demonstrar as diferentes áreas de serviço, o que faz algum sentido, sendo que era um local indicado para “pescarem” por recrutas novos. Até tinham uma televisão com o Bravo Team para a PlayStation VR, no entanto, podiam ter um pouco mais de calma com as sirenes, visto que é muito engraçado para quem vai lá, mas para os diferentes espaços em volta era perturbador. Mesmo estando noutra ponta do pavilhão e a entrevistar alguns produtores, tivemos de recorrer a espaços exteriores por causa disso.

E como não podia faltar, as diferentes marcas como a LG, ASUS, Lenovo, HP, Alientech, PC Diga, Globaldata e a própria Worten estiveram presentes com espaços para o público jogar ou comprar produtos relacionados com a marca. No entanto, a ASUS continua a ter o seu palco dedicado a eSports onde podemos ver várias competições ao longo dos quatro dias. No entanto não foram os únicos a apresentar um espaço dedicado a eSports. A FPF eSports e o Sporting Clube de Portugal estiveram presentes no evento, demonstrando aos jogadores algumas saídas mais profissionais no mundo do gaming, e também fornecendo um espaço para torneios de FIFA 18.

Agora a questão que todos levantam é… e os Youtubers?

Em 1300 palavras ainda não fiz menção a eles. E há uma razão muito boa para isso: porque nem se deu conta deles este ano.

Provavelmente por o evento estar distribuído por dois pavilhões, os youtubers e a sua enchente de fãs passaram quase despercebidos durante os quatro dias. O espaço para os mesmos encontrava-se no fundo e no canto do pavilhão 4,o que fez com que qualquer fila para a sessão de autógrafos não comprometesse muito a navegação no evento, mesmo no sábado que foi o dia com mais afluência. Volta e meia havia um que ia para uma das lojas que o patrocina e juntava-se uma multidão à volta, mas nem isso foi o suficiente para tornar a navegação totalmente desagradável.

Falando em zonas dedicadas para meios, os youtubers tiveram direito ao seu espaço para poderem fazer as suas pausas e descansar, mas para os meios noticiários e os especializados em videojogos este ano contaram com… um painel, que só apareceu no sábado.

Sendo que houve meios que vieram de norte a sul do país, não percebo como não foi possível criar um espaço para os mesmos poderem parar um pouco e poderem trabalhar, sendo que o seu principal foco seria dar cobertura do evento. Havendo um espaço como houve apenas no primeiro Lisboa Games Week, os meios poderiam parar para abrir o portátil, trabalhar nas fotografias que andaram a tirar, fazer publicações nas redes sociais a incentivar mais público a vir, trabalhar nas entrevistas que fizeram ou até mesmo no artigo a dar cobertura do próprio evento, como o que estão a ler. Falando pessoalmente, houve muitos tempos mortos nos quais a nossa equipa poderia ter-se sentado um pouco a trabalhar na cobertura do evento, mas tivemos que adiar isso para depois, visto que muitas vezes o cansaço de ter estado o dia todo a trabalhar falava mais que nós.

Por fim, a parte menos interessante, mas onde os visitantes passavam mais tempo era as bancas de venda, havendo imensa variedade de t-shirts, pósters , jogos e muita memorabilia à mistura. A única critica que levanto é a quantidade de bancas que eram praticamente iguais, limitando a variedade dos produtos, mas calculo que isso permita que haja uma competição de preços mais interessante para os clientes. Também é de se louvar o espaço dado a artistas portugueses, sendo que conhecemos pessoas interessantes e deu para ver o trabalho de velhos amigos e colegas.

Em suma, estamos bastante satisfeitos com o Lisboa Games Week 2017. O espaço foi muito maior que nos anos anteriores, permitindo mais conteúdo e melhor organização ao mesmo tempo que resolveu o “problema” dos youtubers que houve noutros anos (filas que quebravam acesso a certas bancas). Um problema a notar no evento é a falta de comunicação interna para lidar com a press/media sendo que muitas vezes fomos barrados numa entrada, porque supostamente “tínhamos de ir para a fila”, para apenas dar uma volta mais longa e entrar normalmente. Isso porque em vez de credencial foi fornecido um bilhete com o texto “Press” a diferenciar de um bilhete normal, mas pouco ou nada vez para os seguranças da entrada ao pé do pavilhão 4 perceberem que não era um bilhete normal. E claro, como mencionei, uma zona para os meios poderem parar um pouco e adiantar um pouco o trabalho de cobertura do evento. Umas mesas e cadeiras chegam…

Fora isso, o que gostaríamos na próxima edição do evento seria a presença efetiva da Xbox, um pouco mais de organização no que toca a credenciais e uma maneira de chamar pessoas para as coisas marcadas nos auditórios, sendo que muitas workshops e palestras estavam às moscas.

A equipa do Foxbyte quer agradecer às entidades presentes pela oportunidade e experiência que tivemos nestes quatro dias. Gostaríamos apenas de terminar este artigo dizendo que os jogos que mais nos ficaram na cabeça foram o DragonBall FighterZ, Strikers Edge, Detroit: Become Human e Erica. Até gravamos algum gameplay:

Podem ver a galeria de fotos completa na nossa página do Facebook.