As raposas invadiram a Nintendo Portugal e andaram a brincar com a Nintendo Switch.

A equipa do Foxbyte foi convidada a visitar a sede da Nintendo Portugal, para podermos dar uma olhada na Nintendo Switch, a sua próxima consola.

Antes de mais, queremos tirar esta dúvida do ar: A Nintendo Switch é uma consola caseira. A Nintendo Switch é uma consola portátil. Por isso, faz sentido chamar-lhe uma consola híbrida, que se adapta ao nosso dia-a-dia.

Com a orientação de Jorge Vieira, pudemos ver a consola de todos os ângulos, perceber as suas funcionalidades e a utilização da mesma.

Falando do aspecto da consola, o mais importante a mencionar em primeiro lugar é o “tablet” que acaba por ser a consola em si. O stand limita-se apenas a permitir que a consola possa correr à sua máxima potência quando a colocamos no stand e claro, a transmitir a imagem para a nossa TV. No stand encontramos um compartimento secreto, onde ligamos os cabos de potência e HDMI, criando um espaço organizado para os cabos. Vamos encontrar algumas diferenças entre o modo portátil e o modo caseiro (obviamente), sendo as resoluções 720p 60fps e 1080p 60fps, respetivamente, pelo menos para os exclusivos da consola, depois cabe às editoras third party tirar partido desta funcionalidade.

Relativamente aos comandos temos os Joy-Cons, que encaixam na Switch, mas também funcionam sem estarem ligados ao mesmo. Ao contrário dos comandos a que estamos habituados, os Joy-Cons acabam por ser extremamente versáteis. A equipa teve a oportunidade de jogar de quatro maneiras diferentes, com os comandos. O mais interessante é quando queremos jogar algo com os nossos amigos cada um dos Joy-Cons tem a possibilidade de se tornar um comando individual. Uma das grandes inovações é o HD Rumble que pudemos, literalmente, sentir. E para esclarecer qualquer dúvida que tenha ficado, o sistema NFC estará presente na Switch, por isso podem tirar o pó aos vossos Amiibos e prepará-los para uma nova etapa, assim como um sensor IR para usos variados.

 

Ficámos bastante satisfeitos com a facilidade que tivemos em trocar as peças de um lado para o outro, mas ficámos ainda mais impressionados com os jogos apresentados.

 

Em primeiro lugar, fomos submetidos a experiências duvidosas com o 1 2 Switch. O jogo está previsto ser lançado com vinte e oito mini jogos, mas apenas tivemos oportunidade de jogar três, maioritariamente para nos demonstrar o potencial dos Joy-Cons. Um dos mini jogos simulava uma caixa de madeira com berlindes onde deu para sentir a funcionalidade e precisão do HD Rumble. Nos outros dois, onde tínhamos de ordenhar uma vaca e fazer um duelo de pistolas permitiu ver a precisão e a reação do giroscópio e acelerómetro. Possivelmente vai reinventar o conceito que temos de um party game, ao mesmo tempo que nos traz a diversão única que tínhamos neste género, na era da Wii.

Depois das experiências, fomos ver algo mais tradicional da Nintendo, onde pudemos experimentar o Splatoon 2, Mario Kart 8 Deluxe e Fast RMX, que trazem a fórmula utilizada na Wii U para a Switch, adaptando-a ao potencial da última.

Passando a algo mais clássico, pudemos experimentar o Sonic Mania, Ultra Street Fighter II: The Final Challengers e Super Bomberman R. Todos eles são uma reinvenção dos títulos clássicos, adaptados aos dias de hoje, sem perder a essência original de cada um. O Sonic Mania trouxe-nos um jogo clássico com todos os elementos refeitos, desde a arte e o áudio, modernizando os mesmos. O Ultra Street Fighter II traz-nos o jogo que ficou imortalizado na Nintendo, com o mesmo gameplay, mas com uma arte modernizada e o Super Bomberman R relembra-nos do elemento competitivo entre amigos sentados a olhar para o mesmo ecrã.

Duas das grandes surpresas foram os exclusivos Arms e Snipperclips. Snipperclips, embora eu pessoalmente não o tenha jogado, sei que foi difícil tirar o Filipe e o Flávio de lá. Parece um jogo extremamente interessante onde ambos os jogadores têm de se coordenar para fazer recortes um ao outro para fazerem formas específicas, entre outro tipo de puzzles. Arms levou-nos de volta aos tempos da Wii com os motion controls, aproveitando o potencial dos Joy-Cons, para trazer um jogo de luta, fácil de perceber mas complexo o suficiente para nos agarrar horas a fio… ou até ficarmos sem energia.

Por fim, a cereja no topo do bolo. Jogamos The Legend of Zelda: Breath of the Wild durante trinta minutos e soube a muito pouco. O tempo não chegou para sentir quase nada daquilo que o jogo parece ser na sua totalidade. A vontade de explorar, correr até ao fim do mundo, trepar tudo, apanhar tudo, personalizar tudo é demasiada e certamente que a Nintendo nos preparou um novo jogo da série com muitas horas para explorar.

Uma coisa que vale muito a pena mencionar é o regresso dos apoios third party. Até agora já tinham conhecimento do FIFA 18 e The Elder Scrolls: Skyrim, mas outros títulos já confirmados para a consola incluem nomes como Disgaea 4 Complete, DragonBall Xenoverse 2, Farming Simulator, Just Dance 2017, LEGO City Undercover, Minecraft, NBA 2k, Project Sonic 2017, Rayman Legends Definitive Edition, RiME, Skylanders Imaginators, Steep, Syberia 3, entre muitos outros.

Até ao final do ano poderão contar com pelo menos um a dois títulos, exclusivos, novos por mês na consola. Para estes jogos todos a consola terá 32GB de memória interna, contudo este espaço é dedicado a saves, atualizações ou conteúdo digital, não havendo necessidade de instalação caso tenhamos a versão física do jogo. Se optarem pelo método digital, poderão expandir a memória até 2TB com cartões micro SDXC.

De um ponto de vista geral, a equipa do Foxbyte fico bastante impressionada com a consola. Não entramos em grandes detalhes relativos ao hardware, nem temos muita informação do mesmo, mas a Nintendo já nos tem provado que não é preciso um canhão para disparar uma bala. A Nintendo Switch vem substituir a Wii U no mercado das consolas caseiras, mas ao mesmo tempo vem dar apoio à Nintendo 3DS, dando oportunidade a que os grandes títulos da Nintendo ganhem alguma portabilidade. Não conseguimos entrar em muitos mais detalhes, visto que não pudemos ficar mais tempo no evento (bem tentamos), mas se nos perguntassem

Foxbyte, recomendam-me comprar uma Nintendo Switch?

A nossa resposta estende-se para além de um sim ou de um não. Tal como as outras consolas da Nintendo, o seu foco primário será a diversão, principalmente em grupo. Se forem do tipo de pessoas que estão constantemente com amigos em casa (ou a ir ter com amigos, também dá com a Switch), ou têm um familiar com quem jogar, esta é a consola ideal. Mesmo para experiências mais individuais, a consola está apta para isso e com o regresso do apoio dos third party, poderemos contar com um lineup mais rico na consola.

A Nintendo Switch está prevista ser lançada a 3 de Março de 2017.

Fica aqui o nosso vídeo a cobrir o evento: