24 Set 2018
Especial

Reportagem – Comic Con Portugal 2018

A Comic Con Portugal estreou-se com uma nova apresentação e num espaço diferente.

Antes de escrever a minha opinião sobre a Comic Com Portugal deste ano, é importante referir que esta foi a primeira vez que estive presente neste evento. Assim, não poderei fazer comparações com as edições anteriores que decorreram na Exponor em Matosinhos. Trata-se precisamente da análise daquilo que vi e experimentei nesta edição.

A Comic Con Portugal, um evento que reúne vários espaços relacionados com a cultura pop, decorreu pela primeira vez no Passeio Marítimo de Algés depois de quatro edições no norte do país. Creio que a principal diferença em termos de espaço passa por termos tido este ano um recinto ao ar livre com as “tendas” e pavilhões cobertos. Contudo, acho que o recinto ficou demasiado grande para a quantidade de espaço ocupado. Existiam imensas zonas livres onde se poderia ter concentrado mais as bancas e tenda de forma a facilitar a exploração do espaço. Apesar disso, e tendo sido a minha estreia, vou-vos dizer aquilo que achei do evento em si.

Como não dou muita importância a toda a questão em torno de autógrafos a autores, actores e outros famosos, apesar de reconhecer que existiam alguns nomes interessantes, tentei ao máximo explorar a oferta do evento no que toca a novidades ou experiências.

Um dos pontos positivos que destaco foi a presença de várias editoras de banda-desenhada com preços bastante convidativos e muita oferta de títulos e géneros. É bom perceber que este género literário investe neste tipo de eventos e que se aproxima mais dos seus leitores ao mesmo tempo que tenta cativar novos públicos.

No que toca aos videojogos, a oferta não era tão grande. Apesar de não ser o principal foco deste evento, soube a pouco ter apenas Spider-Man na zona da PlayStation (que costuma ter vários jogos para demonstração noutros eventos). A Nintendo tinha mais oferta mas o espaço era algo apertado e reduzido. Foi interessante ver um espaço dedicado a Dakar 2018, um título português bastante aguardado, bem como outros títulos indie. Contudo, digamos que os videojogos ocupam apenas uns 10% ou 15% da oferta do evento o que, por um lado, não é nenhuma vergonha pois não se trata de um evento dedicado apenas a videojogos mas por outro esperava ver mais e melhor num evento que, afinal, reúne cada vez mais pessoas nesta altura do ano.

No geral, gostei do evento mas creio que existe ainda imenso por melhorar, quer a nível de gestão e organização do espaço bem como melhorar a oferta em algumas áreas como os videojogos, cinema ou série, e que não se resuma ao convite de celebridades para autógrafos. Esperamos ansiosamente pela próxima edição e que melhore cada vez mais para podermos ter na Comic Con Portugal uma referência europeia.

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