25 Abr 2019
Especial

Jogo do Ano – The Last of Us

Estamos na recta final. Foi o opus da Naughty Dog o nosso segundo classificado. Eis porquê:

Luís Magalhães:

A Naughty Dog encontrou alguma coisa mágica enquanto trabalhava nas aventuras de Nathan Drake. Em retrospectiva, é tentador dizer que os jogos do explorador e aventureiro foram o trabalho que lhes permitiu encontrar a maturidade, conquistar a experiência necessária para criar The Last of Us.

Podia dizer muito sobre as mecânicas de jogo, mas não vou. Basta saberem que ele é, no mínimo, competente em todos os aspectos que um jogo deve ser, e, muitas vezes, excelente.

Aquilo que o destaca é a mistura – que até agora apenas a Naughty Dog conseguiu alcançar – de actuação digital, diálogo, animação, ambiente sonoro que, quando aplicada aos momentos interactivos, no ritmo adequado, ao longo de tempo suficiente, nos leva a criar uma relação com as personagens.

De repente, o nosso avatar virtual já não é uma máquina de matar como em tantos outros jogos. Já não é uma peça num tabuleiro de jogo. É o Joel, e identificamo-nos com o Joel por isto e aquilo e estamos acompanhados da Ellie, e se não chegamos a encarnar estas personagens, ganhamos-lhes simpatia e empatia.

Preocupamo-nos com elas, sofremos com elas e por elas, e entendemos – quando foi a ultima vez que podem, realmente, dizer que percebem porque é que alguma personagem de video jogo age como age? – aquilo que lhes vai na alma.

Isto é uma conquista que poucas produtoras de video jogos alcançaram.

Ricardo Passos:

É de se esperar um grande jogo da Naughty Dog, e The Last of Us não foge à regra, sendo possívelmente o melhor jogo lançado pelo estúdio esta geração. Desde as personagens memoráveis, à intensidade da jogabilidade, temos um jogo que torna a experiência imersiva à medida que progredimos nele.

joel_ellie

Bruno Nunes:

É das melhores experiências jogáveis que tive este ano. Apesar de ser um jogo com alguns problemas na IA e ser bastante linear, o enredo e execução técnicas são tão bons que é impossível parar de o jogar.

Uma ultima nota positiva também para a positiva tradução no nosso Português, que não está perfeita mas é das melhores feitas até hoje.

PS: agora voltem com o Jak and Daxter.

Bruno Costa:

Bem antes de embarcares numa aventura cheia de surpresas, acção, violência e esperança, The Last Os Us coloca-te uma simples questão: Se as decisões de vida ou morte fossem uma realidade do quotidiano, o que serias capaz de fazer para permanecer vivo?.

Este é um daqueles jogos que será recordado por várias gerações como um dos títulos mais emocionantes de sempre e talvez o melhor jogo da PlayStation 3.

Jorge Relhas:

Num ambiente comercial já algo saturado de zombies, o jogo introduz-nos o conceito de Clickers com um visual e comportamento interessantes. Considero a não abundância de mantimentos como desafiante e a combinação de itens/armas um dos aspectos fortes da respectiva jogabilidade.

A narrativa é acompanhada por diálogos competentes e os acontecimentos do jogo estão construídos de forma a manter o nosso interesse e motivação sem interrupções ao longo de toda a campanha.

confronto

André Henriques:

Zombies, zombies e mais zombies foi o que nos marcou outra vez este ano, mas com The Last of Us, estes zombies fizeram sentido.

The Last of Us, a minha escolha para jogo do ano, foi das melhores experiencia que tive nesta geração. Uma história pesada e credível, onde todas as personagens, mesmo secundarias, transportaram-me para um cenário pós-apocalíptico, onde me coloquei facilmente na pele de cada uma delas. Fiquei agarrado desde o primeiro instante, onde mais uma vez a interação entre duas personagens, revelou ser um ponto-chave no jogo; este ano é o ano dos duos e trios.

Com um ambiente tenso e que faz com avancemos com precaução, de forma a evitar encontros inesperados, fazendo com que a jogabilidade seja idêntica ao de um Dead Space, mas num universo um pouco mais credível.

Tudo se interliga e espero sem dúvida que a Naughty Dog nos presenteie com um segundo jogo, com ou sem Joe e Elie, mas que me faça mais uma vez pensar “Porra isto é muito melhor que muitos dos filmes nomeados para óscares”.

Naturalmente, convido-vos a ler a nossa análise a The Last of Us. E já adivinharam qual é o número 1?

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