29 Ago 2018
Especial

Jogo do Ano – Bioshock Infinite

A nova obra da Irrational estava fadada ao estrelato, e aparece bem alta na nossa lista. Eis o que a equipa achou:

André Henriques:

Um mundo diferente, no Universo de Bioshock que a Irrational Games nos tem vindo a habituar. Em vez da pouca luz de Rapture somos irradiados por cores nos céus de Columbia, que torna o ambiente menos “pesado” em comparação aos jogos anteriores da série.

Foi um dos melhores títulos que tive oportunidade de jogar este ano, todo o ambiente difere do que já tínhamos visto anteriormente, e a interação entre Elizabeth e Booker é genial, por vezes fazendo-nos questionar, se a pequena rapariga de cabelos negros não será a personagem principal.

Pena o sistema de combate não ser tão belo como Columbia, em vez disso temos presente um sistema de tiros aborrecido, lento e muito mas muito repetitivo, assemelhando-se a um on rails shooter.

Apesar das suas falhas é um título que todos devem experimentar pois no final somos presenteados com um dos melhores “mind blown moment” que algumas vezes tive oportunidade de observar num vídeo jogo.

 

Rodrigo Gama:

Uma forma exímia de estragar o legado de uma das franchises mais hábeis da história dos videojogos, que selava os géneros de FPS, terror e RPG de maneira fantástica, transformando-a num modelo linear e “bonitinho” com uma história com mais buracos que um queijo suíço, personagens que não fazem sentido, e uma jogabilidade que retira toda a estratégia e criatividade de títulos passados, dando muitos passos atrás em termos de design de níveis, AI, design de inimigos, e muito mais.

A verdadeira definição de “jogo burro para nos fazer sentir inteligentes”.

5

Luís Magalhães:

Não gostei tanto do ambiente como gostei do dos Bioshock anteriores, e achei o jogo muito menos interessante, devido a ser muito mais linear.

Mas depois há Elizabeth. Uma princesa Disney aprisionada num mundo maluco, racista, sem ética. O André pergunta se ela não será a personagem principal. Eu não tenho dúvidas de que é. Nada diz que a personagem principal de um jogo tem que ser aquela com que se joga!

Há os Lutece, com os seus comentários acerca da fatalidade do destino. E há aquela frase – “Bring us the girl, and wipe away the debt.” Quanto mais tempo passa, e mais tempo penso na narrativa de Infinite, menos gosto dela. Mas as personagens, e o desenvolvimento das mesmas, é fantástico. São cativantes, mesmo que todo o intelectualismo por volta das circunstâncias em que se encontram não sobreviva ao escrutínio.

E mesmo ignorando tudo isto, temos um shooter competente, colorido, com armas e poderes dinâmicos e interessantes. Perdemos o clima de tensão e os níveis mais abertos de Rapture, mas ganhámos um mundo de possibilidades.

 

Jorge Relhas:

A dinâmica ímpar da interacção entre Elizabeth e Booker proporciona-nos uma das mais relevantes experiências jogáveis deste ano. As oportunas linhas de diálogo entre os referidos personagens enriquecem o gameplay intuitivo e interessante que foi herdado das entregas anteriores da série Bioshock.

 

Paulo Gomes:

Este foi o mais belo jogo que experimentei este ano. Pode não ter o motor gráfico mais avançado e é notório as suas limitações, no entanto o design do jogo é lindissimo.

A história gira apenas à volta de paradoxos temporais e espaciais, o que resulta num exercício mental interessante, mas nada mais.

O seu grande problema é o sistema de combate, que é bastante limitado e limitativo. Tem algumas ideias curiosas, mas acaba por ser apenas um shooter mediano.

 

Aqui está a nossa análise a Bioshock Infinite. E vamos entrar em 2014 com o nosso Top 3…

 

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