Mais uma E3, mas o que retiramos dela?

Com o fim da E3, vários sites fazem o seu resumo e acabam por dar a sua opinião relativamente ao evento. Nós, não somos diferentes.

A equipa do Foxbyte seguiu o evento de uma maneira um pouco variada. Uns viram umas conferências, outros viram todas e alguns acabaram só por ver os resumos. Mas no fim acabamos por nos juntar e decidir avaliar o evento em oito parâmetros: Melhor Conferência; Melhor Jogo; Melhor Trailer; Melhor Gameplay; Maior Surpresa; Melhor Indie; Maior Hype; Momento WTF.

Melhor Conferência

Todos os anos acaba por haver um vencedor recorrente – o jogador. Mas normalmente entre empresas há sempre uma que contribui um pouco mais para isto do que as outras. Embora este ano tenhamos achado que a E3 foi muito “material da aula passada”, não tiramos o mérito ao conteúdo que foi apresentado. A verdade é que o ano passado foi mostrado muito conteúdo para inícios de 2017 (que já passou) e 2018. Este ano acabamos por ver o gameplay daquilo que foi anunciado para 2018, à excepção de alguns jogos espalhados pelas diversas conferências.

Relativamente a quem foi melhor, a decisão da equipa quase que foi renhida entre a Ubisoft e a Sony. Embora a Microsoft nos tenha apresentado muito conteúdo novo, a grande maioria acabou por ser exclusivos temporários e jogos multiplataformas, o que tirou muito teor único à conferência. Mesmo tendo apresentado o hardware novo, a equipa prefere ter um hands-on antes de comentar sobre o mesmo. (até porque se tivessemos feito um drinking game com a palavra 4K, muitos de nós estaria em coma ainda por esta altura). O que acabou por colocar a Sony à frente da Microsoft, nas nossas escolhas, foi a exorbitante quantidade de exclusivos AAA anunciados. Infelizmente todo esse eye-candy por parte da Sony são previsões para 2018, o que faz com que a Ubisoft tenha sido a nossa conferência favorita por ter mostrado a maior quantidade de conteúdo novo e desconhecido, trazendo o “wow factor” para a mesa.

Melhor Jogo

Agora é que isto deu raia…

Neste tema, ninguém da equipa se entende, mas também é o que nos ajuda a diferenciar uns dos outros no conteúdo que trazemos para o site. Quase todos os membros da equipa escolheram um jogo diferente dos outros, à excepção do Louie e do Flávio, que ambos ficaram entusiasmados com o Mario Odyssey. O Gonçalo acabou por escolher o Uncharted: The Lost Legacy porque é mais uma oportunidade de entrarmos numa narrativa da Naughty Dog, que é bastante adorada pelos fãs, enquanto que o Paulo e o Filipe, os tais que já perderam mais de 1000 horas no Destiny, adoraram o aspecto sci-fi de Anthem. Eu, pessoalmente fiquei no meio do Assassin’s Creed Origins e Spider-Man, mas como as votações não me deixam ficar pelo threesome, tenho de puxar um pouco do meu gosto pessoal e tender mais para o lado do aranhiço. No final de contas, o que teve mais votos, foi o Mario Odyssey.

Melhor Trailer

Aqui acabamos por ter um empate. Enquanto que o Louie adorou o aspeto do trailer de Uncharted: The Lost Legacy por dar-nos a conhecer algumas coisas da narrativa do jogo e o Filipe adoro o novo género da série Mario, em Mario & Rabbids, o resto da equipa ficou dividida entre o trailer de Wolfenstein II: The New Colossus e The Crew 2. O Gonçalo e o Paulo adoraram que BJ Blazcowicz continuasse com o seu estilo pure blooded american na sua demanda à ruína do exército nazi, mas eu e o Flávio não resistimos ao puro génio que a Ubisoft é na criação de trailers, como foi o caso do The Crew 2.

Melhor Gameplay

A decisão aqui é muito linear. Tanto eu, como o Paulo e o Flávio ficamos de boca aberta com o gameplay de Spider-Man. Sentimos que a Insomniac Games está finalmente a trazer um jogo que faça jus ao herói. No entanto, o Louie mantém-se firme na sua decisão e parece que o Mario Odyssey o agarrou por completo com as novas mecânicas introduzidas na série. O Gonçalo, fanático por J-RPGs como ele é, demonstrou muito entusiasmo pelo que foi mostrado de Xenoblade 2. O Filipe manteve-se fiel ao seu vício doentio por Destiny e ficou preso com as semelhanças que foram mostradas em Anthem.

Maior Surpresa

Aqui, tal e qual como no melhor jogo, muitos de nós ficamos impressionados com algumas coisas apresentadas nas conferências. Pessoalmente, fiquei surpreendido pelo novo título da Bioware, Anthem, que apresentou um nível gráfico bastante avançado, principalmente depois do que foi feito em Mass Effect Andromeda. O Louie, com a sua veio Nintendista, quase que chorou com a apresentação do Metroid: Samus Returns, por poder voltar a jogar um género de jogo que lhe é muito próximo do coração. O Gonçalo, já meio bêbado cantarolou em sincronia com os piratas de Skull and Bones, maioritariamente por ser um jogo que nos promete trazer a verdadeira experiência pirata. Mas o Paulo, o Flávio e o Filipe estão de acordo que o jogo que mais levantou os fãs da cadeira, e fê-los saltar de alegria foi o Beyond Good and Evil 2.

Melhor Indie

A decisão aqui é praticamente unânime. The Last Night foi o jogo que mais nos deixou de queixo aberto com a sua arte pixelizada soberba e a fluidez das animações da mesma.

Maior Hype

Mais um caso em que nos dividimos todos devido às nossas preferências variadas. Eu fico dividido entre o Assassin’s Creed Origins, Spider-Man e DrangonBall FighterZ, mas o jogo que mais tenho vontade de jogar é o Assassin’s Creed Origins porque parece que adoptou a fórmula “Witcher 3” e acabou por me convencer. Não é que queira jogar o Spider-Man… quero, e muito, mas tenho um passado com o Assassin’s Creed e custa-me largar essa relação. O DragonBall é uma paixão de infância, e os últimos jogos da série não me têm convencido, por isso vou devagar e com calma para não acabar magoado caso as coisas não resultem. O Louie partilha o meu interesse no DragonBall FighterZ, mas de uma forma mais aberta, enquanto que o Flávio tende para um gosto mais pessoal, votando no Star Wars Battlefront 2 (vá-se lá saber porque é que o nick dele é LVader256). O fanático por J-RPGs (Gonçalo) mal pode esperar para por as mãos no Ni No Kuni 2, que para desilusão dele não foi apresentado no show da Sony, e por fim, os nossos queridos Paulo e Filipe, os tais que vos falei que gastaram mais de 1000 horas no Destiny, já estão em pulgas pelo Anthem. Mas no meio disto tudo, a equipa em geral está muito entusiasmada com o que pode sair de DragonBall FighterZ.

 

Momento WTF

Temos um novo empate nas votações, desta vez entre duas situações bastante… diferentes. Enquanto que eu e o Flávio ficamos atónitos com a conferência da Devolver, que levantou muitas questões existenciais, o Gonçalo e o Louie ficaram estupefactos com o nome da nova consola consola da Microsoft, que demonstrou alguma falta de criatividade do departamento de “dar nomes às coisas”, dentro da empresa. O Paulo não gostou do preço proposto para a consola e o Filipe ficou estranhamente perplexo pela constante menção de 4K ao longo das apresentações de jogos indie.

Quanto à opinião do Treuze, fomos ter com ele durante as conferências e apanhamo-lo neste estado:

Achámos por bem deixar o rapaz a descansar um pouco…

Estas são as nossas escolhas, mas podem ainda experimentar o nosso quiz alusivo à E3, para saber se sabem algumas trivias sobre este evento