18 Mai 2020
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Crónicas de Quarentena #11 – Yakuza Kiwami 2

Revisitei Kamurocho e Sõtenbori.

Yakuza tem sido uma série que iniciei há 2 anos e tenho jogado um por ano. Cada um dos jogos é enorme, pois para além de dezenas de horas em cutscenes, existe muita coisa para fazer Kamurocho. Tenho vindo a jogar pela ordem cronológica, por isso depois de Yakuza 0 e Yakuza Kiwami (remake do original), lá chegou a vez de Kiwami 2, que já utiliza o motor de jogo de Yakuza 6.

A história começa 1 ano após os acontecimentos do primeiro jogo, com Kiryu e Haruka a visitar as campas dos que caíram no jogo anterior. Depois de uma série de eventos, Kiryu vê-se obrigado a voltar ao centro da guerra entre clãs da mafia, depois de se ter reformado dessa vida.

Existe todo um leque de novas personagens que encaixam bem na história, história essa que continua série, negra e com muitas reviravoltas. Apesar de ter gostado, achei que o final teve demasiadas reviravoltas e que algumas delas já começam a ser previsíveis. Ainda bem que joguei Yakuza 0 antes deste, pois para além de eu achar esse título importante para compreender tanto Kiryu como Majima, Kiwami 2 marca também o regresso a Sõtenbori, e com ele o mini-jogo do cabaret.

Para além desse mini-jogo, existe também um de estratégia onde temos que comandar unidades e defender pontos. Não vou adiantar muito sobre ele, pois o contexto iria spoilar alguns aspectos importantes da história. Tanto em Kamurocho como em Sõtenbori existem dezenas de pequenas histórias opcionais, maior parte delas completamente absurdas para contrastar com a história mais séria. É algo que me faz perder horas e horas em Yakuza, pois tanto temos uma história forte, rica em emoções e lore, mas também temos um combate arcade, completamente descontraído e com side quests e mini-jogos que nunca mais acabam.

A nível gráfico está muito bom, principalmente nas cutscenes com os personagens mais revelantes, mas nota-se um descuido nos mais figurantes. Outro aspecto em que Yakuza nunca desilude é na banda sonora.  O som da cidade também está no ponto. Joguei muitas das vezes com headset, e achei incríveis alguns pormenores nos sons de fundo.

Se procuram um bom jogo, com história que nos prende completamente, Yakuza é a série para vocês.

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