Need for Speed está de volta este ano, mas mais próximo dos fãs.

A EA e a Ghost Games preparam-se para lançar mais um Need for Speed, contudo, este ano a tendência é virada os pedidos dos fãs.

Desde o ano 2004 que os fãs de Need for Speed têm pedido mais um jogo da sub-série Underground. Embora o Most Wanted e Carbon ainda estivessem dentro do tema, a série já estava a tomar um rumo que levaria a jogos como o reboot do Most Wanted e Undercover.

Neste caso podemos afirmar que o Need for Speed 2015 é um sucessor espiritual da série underground, dando grande foco ao tuning, corridas noturnas e eventos de drift.

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Do que pudemos experimentar do jogo, ficámos a conhecer a estrutura geral entre a campanha e os eventos espalhados no mapa. O jogador é o novo “recruta” num grupo de tuners, tendo agora de aumentar a sua reputação através dos vários eventos que encontramos pela cidade.

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No modo campanha não temos as típicas CGI (Computer Generated Images) de outros jogos. Temos um FMV (Full Motion Video) com atores a interpretarem os papeis do grupo de tuners. Contudo o formato FMV pode trazer alguns problemas, neste caso refiro-me à incoerência das nossas ações. A dado ponto tinha de chegar a um restaurante antes que os outros jogadores, mas como o Honda Civic é muito limitado de origem, acabei por ficar em último. Na cinemática depois da corrida, um dos tuners disse que eu tinha vencido. Isto pode ser apenas um problema por o jogo ainda estar em fase Beta e não estar totalmente acabado, ou então significa que a Ghost Games não criou clipes para todas as possiblidades.

Juntamente com o FMV, temos CGI incorporado. Por outras palavras, 95% dos carros que vêm nas cinemáticas são 3D, e é muito fácil identificá-los. A nível gráfico, este jogo poderá ser o mais surpreendente, mas quando se mistura FMV com CGI, o resultado não é o melhor.

PS: Durante as cinemáticas irão ver tanto “fist bump”, que sentirão a necessidade de fazer o mesmo com o vosso comando. Fist Bump Simulator 2015 GoTY Edition.

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Falando do que interessa, os carros são o verdadeiro interesse no jogo. Por muito estranho que pareça, pessoalmente já estava farto de jogos de Super Carros. Noutros títulos da série Need for Speed, começamos num carro desportivo para ganhar dinheiro para um Super Carro. Um dos elementos que dava gosto no Need for Speed Underground 1 e 2 era a progressão de chasso a máquina. Neste título podemos ter essa mesma sensação. Com um leque de carros clássicos, modernos e um ou outro super carro, este jogo promete ao jogador uma experiência mais rústica. O único abuso, de momento, parece ser na quantidade de BMWs que o jogo traz.

Estacionando o carro na garagem, abrimos o capô e pomos a mão na massa. O carro poder ser totalmente personalizado, desde a sua performance, aspecto visual e alguns detalhes no interior. Para desbloquearmos mais peças teremos de ir fazendo as corridas da campanha, ao mesmo tempo que ganhamos reputação, pontos de drift, pontos de destruição e andar a velocidades altas. Ao total são cinco fatores que nos vão desbloqueando todo o tipo de peças para o carro. E sim, podemos personalizar a bagageira com um sistema de som!

Para além de encaixar peças, ainda podemos fazer um soft tuning ao carro, através de uns sliders, que permitem alterar o tipo de condução e o desempenho do carro.

Os tipos de corridas são aquilo que se esperaria de um ambiento noturno, tendo os Sprints, Time Trials, Drifts e Circuitos, contudo, o jogador tem muita liberdade para andar pelas ruas as descobrir Donut Spots, Vista Points e até mesmo encontrar peças para os carros. Se o tempo é limitado, temos sempre a opação de nos teletransportar até pontos específicos no mapa, mas a beleza do jogo vem mesmo pela condução tranquila (ou não) que podemos ter.

Contudo o jogo não é um mar de rosas, e há coisas que nos fazem torcer o nariz. Para começar temos uma constante sobrecarga de chamadas telefónicas inconvenientes por parte dos tuners. Tudo bem, somos a nova estrela em ação, mas não se pode atender chamadas enquanto conduzimos, muitos menos quando estamos a meio de uma corrida.

Mas o maior erro do Need for Speed é o formato Always Online. Com os erros de Driveclub e The Crew, parece que a EA ignorou o conhecimento de que este formato pode trazer graves problemas. Neste caso, se tiverem a jogar online, seja a fazer uma corrida contra amigos, missões da campanha ou a trabalhar no vosso carro, se faltar a internet, são totalmente desconectados do jogo. E, sim, mesmo que estejam a meio de uma corrida de campanha, são desconetados.

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A nossa conclusão final é que este Need for Speed vai ser uma lufada de ar fresco, comparativamente ao que tem saído ultimamente no mercado. Vamos voltar a sentir emoções semelhantes às que sentímos há mais de dez anos, mas com o tempo, junta-se a evolução, e em algunas situações, é preocupante. Os gráficos do jogo deixaram-nos extremamente surpreendidas, mas a verdade é que a surpresa foi mesmo a opção de podermos personalizar o nosso carro como bem entendermos. Acreditamos que o jogo terá um bom impacto com a comunidade, mas fazemos a advertência para quem teve más experiências com jogos Always On.