Um dos principais exclusivos da Microsoft, Halo 5: Guardians chegou finalmente à Xbox One, fiquem com a nossa opinião da nova aventura de Chief e companhia.

Os tempos da Bungie com a série Halo já fazem parte do passado e agora cabe à 343 Industries a exigente tarefa de manter a fasquia da série o mais alto possível. Depois de Halo 4 ter cumprido com grande parte das expectativas (tirando no campo do online), Halo 5 chega-nos agora, passados três anos com algumas novidades que vão ser do vosso agrado.

A premissa de Halo 5 começa com o desaparecimento da equipa de Master Chief que viram rogue ao deixarem de respeitar as ordens da UNSC. Locke e a sua equipa Osiris são depois enviados com a única missão de capturar ou convencer Master Chief e a sua equipa a voltarem à base.

Com a equipa Osiris ao barulho, a campanha de Halo 5: Guardians divide-se com uma forma diferente da que estamos habituados com dois pontos de vista da mesma história a desenrolarem-se em simultâneo, ou estamos no controlo de Master Chief ou de John Locke.

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Toda a campanha é realizada em equipa, em qualquer ponto se vão sentir muito sozinhos, se ficarem feridos podem ser “re-animados” por um dos vossos colegas de equipa (estes até dão a vida por vocês se assim os comandarem) e podem ainda dar comandos específicos como por exemplo mandar a equipa focar-se numa zona do mapa, tomar de assalto uma torre de combate ou ocuparem um veículo específico. Este sentido de estratégia ajuda-nos a direccionar a acção durante as missões e é uma das agradáveis novidades em Halo 5. A inteligência artificial consegue cumprir com o necessário num jogo deste género e não vão sentir-se frustrados com a vossa equipa. Por norma ficam sempre próximos do nosso personagem e prontos para dar suporte sempre que necessário.

Os mapas estão maiores e incrivelmente detalhados – Halo 5 é um brio para os olhos dos espectadores. A correr a 60 frames por segundo, é uma das melhores experiências visuais que conseguem ter na Xbox One, com uns visuais limpos, iluminação fantástica e uma jogabilidade rápida. Muitos dos cenários que se encontram são de fazer cair o queixo e mesmo não carregando no excesso de elementos no mapa (em prol da sua performance), Halo 5 consegue ser uma experiência muito agradável de se jogar pelo seu campo visual.

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O grande partido dos mapas é alcançado quando damos uso a duas fortes novidades: a funcionalidade de escalar e os belos propulsores que nos ajudam a atingir outras distâncias bem como a desviar dos ataques inimigos na altura certa. Uma nova carga de ombro torna a acção ainda mais feroz e é também outra novidade na jogabilidade. O destino é sempre o mesmo e apesar de não se tratar de um mapa em mundo aberto, algumas secções podem ser abordadas de forma diferente, partindo portas ou paredes mais instáveis, podemos atingir pontos de vantagem sobre as forças inimigas. A dinâmicas das forças inimigas torna-se um pouco repetitiva passado algum tempo, uma vez que nos atacavam sempre vindo do mesmo sentido do mapa, era um simples entrar na área, matar tudo, próxima área, matar tudo, etc., um pouco mais de exploração e abordagens diferentes tinha sido mais interessante, como por exemplo emboscadas das forças inimigas e inimigos “soltos” em áreas do mapa mais vazias. A exploração está lá (até porque existem coleccionáveis associados), mas é pouca, dá para respirar um pouco antes do próximo assalto.

A correr a 60 frames por segundo, é uma das melhores experiências visuais que conseguem ter na Xbox One

O arsenal de armas em Halo 5 é um dos aspectos que mais gozo me deu em toda a campanha. No final de cada ronda dava por mim a varrer as armas largadas pelos inimigos à procura da minha nova peça de destruição. A variedade é bastante e o design das mesmas está muito bom, futurista como seria de esperar e bem ao estilo de excelente qualidade a que a série nos habituou, umas mais fantásticas que as outras. O facto das armas sofrerem muita rotatividade pode não agradar a todos os jogadores que estejam mais presos a um tipo de arma mas Halo 5 procura refrescar sempre a jogabilidade até porque os inimigos que encontramos pelo caminho também vão exigindo armas diferentes à medida que se tornam mais exigentes. Esta rotatividade traz uma constante frescura ao jogo e é na nossa opinião, bem-vinda.

O modo campanha está dentro da duração razoável e a história em si promete dividir opiniões com novas portas a serem abertas no seu desenrolar. Grande fatia de jogo é passada na pele de John Locke ao invés do nosso sempre favorito, Master Chief.

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No online tudo melhorou em relação ao seu antecessor, Halo 4. A 343 Industries ouviu a comunidade e nota-se um claro empenho em trazer algo mais perto da experiência original de Halo. Algumas funcionalidades como os “spawn instantâneos” e os “ordenance drops”, opções que tinham ficado muito bem de fora em Halo 4, estão agora finalmente, fora de Halo 5. Toda a experiência que atravessei no online foi sempre agradável (incluindo as tareias que levei). Sentia-se um equilíbrio nas equipas e na disposição das armas pelos mapas e até um simples aspecto como auto-aim que em jogos como Destiny é algo de muito forte, aqui passa muito despercebido.

A revolução pelo modo online também afectou os modos de jogo com algumas novidades a surgirem. Para além dos novos modos, uma das novidades é um sistema de cartas, não, não estamos a falar nas cartas do FUT, falamos de umas cartas que desbloqueiam conforme ganham pontos. Estas cartas podem ser items a usar nos mapas como novas armas, aumento de experiência ou veículos e até mesmo cartas com objectos de personalização para o nosso personagem, capacetes, cores, uma série de apetrechos.

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A 343 Industries afina o caminho em direcção à qualidade estabelecida pela Bungie e depois de terem recebido as opiniões de Halo 4, refinaram a fórmula com Halo 5: Guardians com uma boa campanha dividida entre duas perspectivas e um modo online que se prepara para trazer muitas horas de jogo aos jogadores Xbox One. É bom ter-te de volta Chief!