30 Ago 2018
PC e Mac

Análise: Marlow Briggs and the Mask of Death

Marlow Briggs and the Mask of Death é o novo título da 505 Games que nos coloca na pele de Marlow Briggs, num hack and slash na terceira pessoa onde o nosso personagem morre, e depois de morto usa a arma que lhe tirou a vida para se vingar do vilão Fu Manchu, que depois de matar o nosso personagem raptou a sua namorada. Pois é, são estas as primeiras cenas que iniciam a acção deste título.

O nosso personagem, Marlow Briggs, é deixado morto com a arma que lhe retirou a vida cravada no peito, a mesma que lhe volta a dar vida por estar possuída por um Espírito da Morte Maia que lhe dá poderes e habilidades para ultrapassar todas as dificuldades que poderá encontrar ao longo da sua jornada de vingança e destruição de todo o império industrial criado por Fu.

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Para isso precisa da ajuda do Espírito da Morte que o acompanha na mascara Maia que se encontra na arma de Marlow, arma essa que se vai transformando ao longo da nossa aventura até quatro tipos diferentes de formas, acompanhado também de quatro poderes sobrenaturais derivados da companhia do nosso amigo Espírito. Esta evolução de armas e descobrimento de novos poderes vai sendo desbloqueado ao longo da aventura, e cada um deles tem até três evoluções, que melhoram o dano efectuado pelas nossas armas e poderes sobrenaturais.

Graficamente não temos um videojogo incrível, mas também não é dos piores que já se viram e encontram por aí. Os ambientes estão bem conseguidos, com diferentes tipos de cenários que nos vão conseguindo dar uma ideia de que estamos sempre a evoluir na nossa jornada, que gira muito à volta de ambientes industriais cheios de máquinas e por outro lado temos os ambientes mais selvagens, com a presença de arquitecturas Maias, assim como ambientes mistos, com as duas características.

[singlepic id=4824 w=328  float=left]Uma das características que o estúdio da ZootFly decidiu colocar foi a sua maneira de representar pequenos momentos da acção, com uma forma única e inovadora para avançar na situação mas também uma forma sem nexo, tendo em conta que algumas dessa acções não têm qualquer tipo de voz a contar a história do nosso personagem, apenas uma cutscene que vai avançando no terreno enquanto os personagens se mantêm imóveis mas em movimento ao mesmo tempo. No entanto estas cenas são bastante interessante de ser ver. O mesmo não se pode falar dos diálogos, que tirando os pequenos comentários sarcásticos Mascara da Morte, as falas dos restantes não se mostra tão natural.

O que também não se mostra tão natural e fluída é a grande parte das animações e acções, com bruscas mudanças de acções e movimentações presas entre outras acções com as quais nos deparamos ao longo do jogo. Apesar disso o que ainda se safa ligeiramente são os combates que já fluem de uma forma melhor e que trazem outro desafio para toda a acção. Para além dos combates também foram colocadas algumas zonas de plataformas, onde temos que saltar, agarrar, desviar, resolver pequenos enigmas nada complicados entre outros desafios que nos são colocados individualmente.

[singlepic id=4823 w=328 float=right]Cada zona, vamos dizer assim, parece que foi criada individualmente, porque ou temos uma situação quando passamos uma porta ou temos outra, é esta a sensação que este jogo nos dá, de tudo ter sido feito por camadas, agora fazes isto e depois fazes aquilo, não podes fazer uma sequência de plataformas para depois entrares num combate renhido, ou saíres de um combate e apanhares na sua sequência um desafio. Estas situações realmente existem mas apresentam-se sempre como uma passagem de cena e nunca num conjunto de acções.

Este título pode-nos dar até seis horas de diversão, apesar dos seu problemas, mas não nos dá muito mais, apesar de haver um modo Challenge que apenas serve para repetir os desafios que nos são pedidos no desenvolver da própria história e nada mais. É um tíutlo que nos dá alguma diversão no inicio e que se vai desgastando ao logo do seu desenvolvimento, porque encontramos praticamente sempre os mesmo desafios. Contudo é um jogo que se joga bem, e que pode dar para passar umas boas horas de entretenimento, enquanto esperamos pela chegada de um outro título ou mesmo quando quisermos perder um pouco de tempo a jogar.

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Momentos pouco realistas, gráficos nada impressionantes, animações pouco desenvolvidas, um problemas de scripts em algumas das falas dos personagens, uma história que não nos deixa agarrados ao sofá, são pequenas coisas que todas juntas dão uma má imagem a este título, fazendo com que não seja dos que mais queiramos jogar, mas por outro lado temos uma boa diversão e dificuldade nas lutas, cenários bem estruturados e boas ideias acima de tudo. Pois neste título podemos ver ideias que foram muito pouco limadas e que se apresentam como uma pedra em bruto. Uma delas foi a movimentação automática da câmara que segue o nosso personagem, cuja movimentação em algumas das situações não é a melhor, mas que dá ao jogador uma sensação de dependência da IA do jogo, o que por um lado pode ser lido como um bom desafio. Marlow Briggs and the Mask of Death é um título que não é completamente excluído do roll de jogos a jogar, mas que não valerá os 14.39€ que está estipulado por ele.

Pontos positivos:

  • Boas ideias
  • Combates

Pontos negativos

  • Animações
  • Falas dos personagens

Versão testada: Xbox 360

 

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