19 Ago 2018
Xbox 360

Análise: Gunstringer

Criado pela Twisted Pixel GamesThe Gunstringer, vem mostrar que o estúdio não sabe apenas desenvolver jogos arcade, mas também sabe trabalhar com o dispositivo de deteção de movimentos da Xbox 360Kinect. Mas como saber fazer e fazer bem são coisas diferentes, será que a Twisted Pixel conseguiu colocar The Gunstringer ao mesmo nível dos seus famosos jogos arcade? È isso que vamos verificar já ao continuar.

O próprio The Gunstringer é o que dá nome ao jogo, jogo este que se foca na vingança da nossa marioneta cowboy esqueleto por ter sido enterrado e deixado para morrer pelos seus próprios homens. Com apenas uma pistola e confiança iremos controlar The Gunstringer na sua busca de vingança, ao encontro dos principais culpados da traição, por planícies, pântanos, montanhas e até nas profundezas do submundo. Em diferentes locais do mundo, o nosso personagem irá viajar de canto a canto do mundo até que a sua vingança seja concluída, tudo com um toque de comédia, e sem deixar o ambiente de teatro de marionetas.

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Visualmente temos uma sensação muito agradável, tanto a nível dos cenários, como ao nível das personagens, praticamente tudo fica bem envolvido com o estilo do jogo, ambientes que têm uma característica notórias de serem passadas num plano de teatro de marionetas. O pormenor da disposição do personagem nos cenários é fantástico, pois ficamos mesmo com a sensação de que estamos a controla-lo num plano estático e que o plano à nossa frente é que se movimenta. A introdução de ações humanas também é um pormenor bastante engraçado incutido no desenrolar das ações, mas por incrível que pareça foram incutidas de maneira a terem sentido, daí a sua prática humorística, pois usam as ações humanas para criar os ‘efeitos’ que teriam que ser criados em algo que acontecesse num cenário real, como explosões e por consequente a destruição causada.

Toda a ação também é envolvida por sons característicos, não muito elaborados mas sim com uma funcionalidade de envolvência da ação num cenário cómico/humorístico. O que também nos dá a ideia de que tudo o que está a acontecer está a ser controlado por alguma coisa, é a constante narração e também a interação de um publico, que se mostra a nível sonoro mas também a nível visual.

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Os controlos no inicio podem fazer confusão, pois é necessário um nível de coordenação motora razoável, para que se consiga controlar o The Gunstringer, apontar para os alvos e disparar, tudo relativamente ao mesmo tempo, e com um limite de seis alvos selecionados. O limite de alvos que poderão ser selecionados podem tornar a tarefa um pouco mais complicada em alguns momentos, visto que no cenário podem aparecer mais de seis inimigos que irão disparar contra o nosso personagem que também terá que se desviar de alguns objectos espalhados pelo cenário, obrigando aqui a uma coordenação e rapidez no ‘gatilho’.

Mas a sua ação não se resume apenas em desviar, selecionar e disparar, também irão existir momentos de plataformas, onde a visão sobre o personagem é apresentada sobre a lateral, irão existir momentos em teremos em mãos duas armas, que irão estar a disparar automaticamente e de forma constante, e teremos que conseguir aniquilar todos os inúmeros adversários com que nos deparamos. Também momentos de cover ou de ‘limpeza’ estão presentes, estes momentos colocam-nos parados num local e aí teremos que ir matando os inimigos que vão aparecendo em determinados pontos do cenário, algo como os antigos jogos de tiros, que nos colocavam em frente a uma casa ou algo do género e depois iam aparecendo inimigos ou civis em janelas, portas, etc.

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Um jogo que tem muitas maneiras de abordar a ação, ação esta bastante envolvente, desejando-nos a querer mais por ser bastante curta, são necessárias cerca de 4 horas ou menos, depende muito do jogador para terminar a história. Mas com o dinheiro que ganhámos na campanha podemos comprar várias concept art, vídeos de cenas por detrás do cenário do jogo, desbloquear novos modos de jogo e comprar um achievement. Algo que não irá trazer nada realmente de novo mas que irá dar mais um novo incentivo de ganhar dinheiro para desbloquear os itens que ainda se encontrem bloqueados. Algo que nos irá proporcionar mais umas horas de jogo, é passar esta história com um amigo, a senão deste modo co-op é notar-se que foi adicionado de uma maneira um pouco forçada, principalmente porque apenas nós é que iremos controlar a marioneta, o nosso amigo apenas irá controlar a segunda mira do jogo. Isto poderá não ser muito interessante para ambos os jogadores, principalmente para o segundo jogador que poderá ter uma sensação de monotonia.

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Apesar de poder ter algumas falhas de deteção e de não ser um jogo que brilhe pela quantidade de horas de campanha, toda a envolvência e experiencia obtida através do jogo é o suficiente para o consideramos um grande jogo, original, único, divertido e acima de tudo revolucionário, mostrando que o Kinect pode dar muito mais à industria dos videojogos. Mas também não podemos deixar de parte e dar os parabéns à Twisted Pixel que nos tem disponibilizado jogos arcade de qualidade, sempre com o seu toque de humor e originalidade, e apresentando agora o seu primeiro jogo para o Kinect.

The Gunstringer vem também com um código que nos permite fazer download de uma cópia do jogo Fruit Ninja Kinect.

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