01 Set 2018
Xbox 360

Análise: Fable III

Depois de crescer, evoluir e lutar para nos definirmos como bons ou maus homens, chegamos a príncipe em Fable III. Nesta história a Lionhead com o apoio da Microsoft colocaram-nos pela primeira vez numa boa posição social, a posição de um príncipe.
Este é o primeiro jogo da franquia onde a nossa infância não é relatada, a história arranca no inicio da revolução industrial, seguindo a continuação do segundo jogo, cinquenta anos depois dos acontecimentos de Fable II. Começamos logo a ocupar o lugar do trono, e apenas teremos de fazer as melhores escolhas para o nosso povo. Mas isso não será por muito tempo, pois no mundo de Albion as coisas vão dar uma volta de 180º, e vamos já saber o porquê.
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Começamos a história do jogo como príncipes do reino de Albion, um reino onde o nosso irmão Logan reina através de uma tirania que inflinge uma opressão sobre o reinado, sendo ele um tirano que controla as lojas das ruas escuras de Bowestone. Logo no início do jogo temos de escolher se somos o filho ou a filha do personagem de Fable II, e uma das primeiras decisões que temos que tomar é se queremos proteger a mulher/homem que amamos ou a população do reino. Esta decisão irá iniciar a nossa revolução contra o nosso irmão.

O grande desafio é conseguir construir um grupo de revolucionários, para se iniciar uma revolução contra o Rei Logan e assim acabar com as suas leis, e com isto ficarmos nós com o poder do reino, governando-o à nossa própria imagem e regras, pois quando lá chegarmos teremos que cumprir as promessas que iremos fazendo ao longo da nossa caminhada revolucionária.

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Graficamente o jogo teve uma ligeira evolução em relação a Fable II, continua com o seu estilo animado característico, as texturas estão mais detalhadas, o que dá um ar mais limpo ao jogo,  sofrendo apenas em algumas partes do jogo umas falhas ligeiras, mas no geral e tendo em conta o estilo que o jogo aborda graficamente está bastante agradável à vista.

Os menus de interação também mudaram, o ecrã ficou muito mais limpo, já não contendo alguns dos ícones que costumavam estar constantemente presentes, como os da vida, que se nota que está perto do fim quando começamos a ver tudo a perder a cor, ficando em tons de cinzento. Dantes, quando tentávamos falar com alguém na rua tínhamos de lhe fazer lock on, e depois para interagir abríamos um menu e escolhíamos o que queríamos fazer. Agora para além de já não precisarmos de fazer lock on, as acções vão aparecendo ao pé do personagem e apenas temos de escolher entre as opções dadas. A evolução que estamos a ter na conversa aparece numa pequena barra ao fundo do ecrã, ficando assim o ecrã fica mais limpo e com uma melhor visualização.

As animações são um aspecto que falham em alguns pontos do jogo, principalmente na animação de escavar itens enterrados, onde se notam bastante as falhas. Em algumas cutscenes, existem coisas que aparecem do nada e mesmo o nosso personagem demora um pouco a aparecer. As principais cutscenes são elaboradas através dos gráficos do jogo e não são feitas por CGI.

A nível sonoro, Fable III consegue acompanhar perfeitamente toda a envolvência da história, cada personagem tem uma voz que se encaixa perfeitamente, e os sons ambientes continuam a dar vida aos cenários, quando não existe grande acção. Existe sempre algum sinal de vida, com as falas constantes dos personagens que vagueiam pelas ruas.
Todos os sons das armas, explosões e magias estão bem conseguidos, dão sempre a noção do que são, e conseguem dar a real sensação do que estamos a ver e a usar.

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Os combates continuam bastante simples, o X para atacar com a espada e defender, o Y para disparar com a arma de fogo, o B para usar as magias, e o A serve para interagir com tudo o que queremos e para sprintar. A câmara do jogo consegue dar sempre uma boa visão da acção, como já tinha referido acima, a interação dos menús está facilitada e mais intuitiva, estando também o modo de viagem muito mais facilitado. Temos a visão da cidade numa maqueta, onde estão colocadas as casas que dão para interagir, e os personagens que têm missões exteriores às da história. Esta maqueta está colocada no novo local criado para se ver os prémios, roupas, armas e estatísticas do nosso personagem. Este local é denominado Santuário, e para além disto também temos acesso a um local onde temos baús que podemos abrir mediante os pontos que apanhamos das mortes dos nosso inimigos.

Tudo o que fizermos à vista dos habitantes da cidade afectará a visão deles acerca da nossa pessoa, e para criarmos uma maior ligação com alguém, podemos interagir com elas fisicamente ou fazer figuras mais animadas e parvas. Podemos também dar presentes a quem estiver disponível para os aceitar de modo a torná-los nossos amigos, e  quem  sabe, conseguirmos que se apaixonem por nós e possamos casar e ter filhos. Tudo isto pode ser feito juntamente com um amigo em co-op, e este amigo não terá que estar numa Xbox 360, pois Fable III está preparado para crossplatform, um sistema que permite que jogadores de outra plataforma que não a Xbox 360, possam entrar no universo de Fable III, neste caso tornando assim possível aos jogadores PC jogarem em conjunto com o pessoal da Xbox 360.

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Muitas horas em frente à televisão, é o que este jogo poderá trazer à maioria dos jogadores, pois existem inúmeras coisas para fazer. Por exemplo, trabalhos para ganhar dinheiro, algo necessário para comprar muitas coisas que estarão a um preço bastante alto, o que não acontecia nos anteriores, em que a determinada altura o dinheiro já não servia para grande coisa e já nem pensávamos que tínhamos que poupar dinheiro para isto ou aquilo. Neste as coisas já são diferentes, vamos ter coisas desafiantes para comprar até o final do jogo.

Este jogo foi e continua a ser um grande jogo, o terceiro que vem trazer mais coisas novas. Muitos dizem que é o último, mas penso que este jogo terá sempre uma história aberta para continuar a ser contada.
As modificações que o jogo sofreu em relação ao anterior foram as suficientes para o tornar um jogo completamente diferente do anterior mas ao mesmo tempo, o mesmo. Através desta mistura conseguiram fazer deste jogo uma nova descoberta, mesmo para quem jogou o anterior. A história não é muito original, mas o desenrolar da mesma é que a faz diferente e interessante, devido aos novos personagens que vamos conhecendo.

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