26 Ago 2018
Wii U

Análise – Splatoon

Já chegou às lojas um novo motivo para terem uma Wii U: Splatoon! Com o seu estilo cartoon e uma explosão de cores à mistura, Splatoon é um claro produto da criatividade da Nintendo com um estilo original e uma lufada de ar fresco no mundo dos video jogos.

Splatoon é uma experiência na terceira-pessoa onde na pele de um Inkling, um habitante de Inkopolis, embarcamos numa aventura fora do normal: pintar sem qualquer controlo, tudo o que nos aparece à frente.

O jogo divide-se em duas experiências, de um lado temos o modo campanha, para apenas um jogador onde teremos que atravessar uma série de níveis, do outro lado temos o modo online, onde se concentra a grande experiência de Splatoon.

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Antes de aterrarmos em Inkopolis temos que personalizar o nosso Inkling. As opções logo à partida não são muitas, grande parte dos items vão desbloquear à medida que ganham experiência e sobem de nível. À partida começamos logo com sede de desbloquear novas armas e novas peças para equiparmos o nosso personagem a rigor.

Inkopolis é uma área simples e que rapidamente ficamos a conhecer. Seja através do GamePad ou explorando a pé, rapidamente ficam a conhecer os cantos à cidade de Inkopolis. Nesta área temos uma praça social onde podemos encontrar outros jogadores que estão a jogar Splatoon, ir às lojas de roupa personalizar o personagem, avançar na campanha, partir para o online ou comprar novo arsenal.

Partido para a campanha, num formato que nos faz lembrar os jogos Super Mario, temos diferentes áreas desbloqueadas que só ficam disponíveis depois de apanharmos um certo número de coleccionáveis.

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Os níveis são desafiantes e apesar de se tratar um jogo com uma temática que parece ser infantil, tudo está bem equilibrado. Consegue fazer os jogadores mais ágeis puxarem pelas suas capacidades como nos dá uma ajuda quando estamos com muitas dificuldades. Os checkpoints são diversos e passado uma hora a jogar, já estamos calejados nos controlos e diferentes mecânicas.

E qual é a grande mecânica, a mecânica que torna Splatoon um jogo diferente dos restantes? Em Splatoon o objectivo chave é dar uso à nossa arma de tinta e colorir tudo o que aparece à nossa frente. A grande mecânica que referimos permite-nos transformar numa lula, sim leram bem, numa lula e através desta transformação, conseguimos mergulhar na tinta – desde que seja a da nossa cor e atravessar assim as diferentes plataformas e desafios que possam surgir ou na pior das hipóteses, podemos mergulhar para nos escondermos dos ataques inimigos.

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Isto pode parecer estranho à primeira vista e sim, é mesmo estranho. Mas a verdade é que é este factor que faz com que Splatoon seja uma experiência viciante e alegre. Os tons fortes das cores, as sempre estáveis, 60 frames por segundo, os efeitos sonoros enquanto mergulhamos na pinta e toda a mobilidade que ganhamos torna tudo novo, tudo melhor.

As batalhas contra os bosses também não fogem ao género de jogo de plataformas, cada um na sua temática e com uma caracterização fantástica. As mecânicas de combate vão variando e os desafios dos mapas também são ajustados conforme os adversários.

Idealmente vamos sempre intercalando a campanha com o modo competitivo online, é onde está o maior vício de Splatoon e onde vamos investir mais horas, só assim conseguimos aquelas armas que a equipa adversária já tem e que muita cobiça nos provoca.

Inicialmente temos apenas um modo de jogo para o online: Turf War. Ao todo, 8 jogadores lutam entre si, 4 contra 4 onde o vencedor é quem conseguir pintar mais que o adversário. Apesar de se tratar de um shooter, podem deixar de lado qualquer parte agressiva ou até um modo competitivo que vos deixe chateados por terem perdido. O jogo é TÃO divertido e corre a um ritmo tão rápido que tanto podem ganhar como perder que as horas vão passando e no final o que conta é a diversão e o conquistar de mais pontos já com os olhos vidrados na nova arma ou personalização para o personagem.

Quando referimos que inicialmente apenas temos um modo de jogo, não significa que vão desbloquear mais modos à medida que jogam. Para o lançamento do jogo existe apenas o Turf War (onde temos ao todo cinco mapas), no entanto, a Nintendo já assegurou mais conteúdos para Splatoon como por exemplo novos modos de jogo, novas armas, novos mapas e novas peças de personalização. Ao que parece está aqui uma aposta certa e a Nintendo conta manter a chama viva adicionado mais e mais conteúdos a Splatoon.

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Como estamos na Wii U o GamePad aproveita e ganha o seu destaque. O sistema de mira inicial é feito com o próprio GamePad. Basicamente usamos o GamePad como mira enquanto nos deslocamos com o analógico. Para mim isto foi algo impensável e tornava-me um autêntico desastre. Ou não conseguia apontar para onde queria, ou batia contra o sofá a virar o GamePad, ou em que precisava de ser mais rápido, perdia-me às voltas com a câmera…não não e não. Felizmente podemos desactivar isto e passar toda a experiência para os analógicos – old school.

Se possuem uma Wii U deviam mesmo dar uma oportunidade a Splatoon, de preferência procurem outros jogadores nacionais ou convidem amigos a juntar-se à festa. Se gostam de jogar a solo podem também aproveitar uma campanha que dura cerca de 6, 7 horas, conforme a vossa destreza nas transformações entre Inkling e lula.

Nós vamos voltar às pinturas e ficar aguardar o conteúdo que está prometido pela Nintendo. Splatoon é o novo IP que promete escorrer muita tinta e que na nossa opinião, nunca vos conseguirá desapontar, dos mais novos aos mais velhos.

Pontuação: Muito Bom

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