Depois da 3DS, a luta por medalhas entre Mario e Sonic continua na consola caseira. Será que vale a pena?

Depois de me ter surpreendido pela positiva na sua versão portátil, finalmente consegui meter as mãos na versão Wii U, que à partida iria elevar essa experiência a um novo patamar. Mario e Sonic continuam na corrida por medalhas olímpicas no Rio de Janeiro, mas infelizmente, desta vez não me convenceu.mario-sonic-63

Começando por falar na maior diferença entre as duas versões, o grafismo. Como na versão portátil, o jogo está com uma excelente apresentação mas claro, em HD. O jogo consegue recriar o ambiente festivo que se viveu no Rio de Janeiro durante as olimpíadas e como é habitual dos jogos da Wii U onde aparecem as mascotes, tudo à sua volta é bonito, cheio de cor e os menus continuam a ter uma construção bastante apelativa. A nível sonoro não foge ao que foi apresentado na 3DS, com músicas que assentam que nem uma luva.

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O grande problema do jogo são os controlos e os modos de jogo. Na 3DS gostei bastante dos controlos, por ser uma versão portátil achei bem que fossem simplificados, mas aqui nem tanto. Todas as modalidades continuam com os controlos bastante parecidos, onde não são utilizados muito mais de 2 botões por jogo. Os controlos de movimento foram deixados de parte, mesmo na modalidade de Arco e Flecha. Uma oportunidade perdida de recriarem uma espécie de Wii Sports temático.

No geral, as modalidades continuam simples e divertidas de se jogar com amigos, infelizmente e ao contrário da versão portátil, o jogo falha em oferecer uma boa experiência a solo. Para progredir no  jogo, apenas temos que repetir séries de modalidades contra Miis de outros jogadores, na esperança de eventualmente conquistarmos as medalhas. O mais parecido que encontramos a um modo de história é o Heroes Showdown, onde escolhemos uma de duas equipas (Mario ou Sonic) e competimos numa série de modalidades, escolhendo para cada uma delas os personagens que melhor se adequam e mesmo assim, este modo de jogo é desbloqueado após conquistarmos um certo número de medalhas.

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Nesta versão temos acesso à praia de Copacabana que funciona como praça central. É aqui que temos acesso a tudo o que o jogo nos oferece, desde iniciar os jogos, torneios, loja de itens e onde podemos interagir com outros jogadores. A interacção é básica e alguns Miis podem nos dar novos coleccionáveis que podem ser dicas de modalidades e curiosidades acerca do seu país de origem e as suas respectivas bandeiras.

Se me perguntarem qual a versão a comprar, certamente que irei recomendar a versão portátil por ser muito mais completa. Apesar de terem o mesmo número de modalidades e uma boa quantidade de personagens jogáveis, a versão da Wii U não tem aquelas dezenas de mini-jogos que a versão portátil tinha através do modo de história. Em relação às diferentes modalidades entre elas, na Wii U temos o Rugby como exclusivo e na 3DS os 100m barreiras que era das minhas favoritas.

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O jogo não é mau, mas farta bastante depressa. A ausência do modo de história é bastante sentida mas os controlos de movimento, algo que no passado podia ser bastante criticado, também teria sido uma excelente adição dando maior diversão aos jogadores de sofá. Esperemos que a Nintendo se aplique mais daqui a 4 anos com o Tokyo 2020.