27 Ago 2018
Análises

Análise – Fast Racing Neo

O F-Zero que nunca chegou à Wii U.

Estávamos no ano de 1992. O campo de batalha, ou melhor, a pista era a já velhinha Super Nintendo, consola de 16-bit da quarta geração da gigante nipónica. O cheiro a futurismo pairava no ar, as corridas eram frenéticas e transportavam-nos para uma realidade onde meio segundo chegava para marcar a diferença. F-Zero apresentou-se como o pai do renovado género das corridas futuristas, e viria a marcar o tom para jogos que apareceriam nas gerações vindouras, como Wipeout. No entanto, ao longo dos anos foram desaparecendo as propostas deste tipo de jogo de corridas e mesmo a saga F-Zero parece já ter dado o triste pio.

Contudo, foi quase como quem escreve uma carta de amor que a germânica Shin’en Multimedia se propôs a lançar Fast Racing Neo, sequela de Fast Racing League (que saiu em 2011 para a WiiWare), com a visão de revigorar o género, dando uma continuação espiritual às linhas deixadas por F-Zero. O resultado está mais do que comprovado. Este é o jogo de corridas futuristas que procuram para a vossa Nintendo Wii U!

Sem grandes pretensões a nível de história, o jogo incluí 16 pistas e 10 veículos, sendo que apenas alguns estarão disponíveis logo ao inicio, ficando à responsabilidade do jogador vencer provas para desbloquear os restantes.

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É impossível não destacar a velocidade com que Fast Racing Neo se desenrola. O jogo é tudo aquilo que os fãs do estilo poderiam desejar, e ainda mais um pouco. Toda a ação é passada a 60 frames por segundo, algo de louvar num jogo tão rápido, e que sem dúvida agradecemos. Existem ainda obstáculos, nativos a cada pista, que muitas vezes nos poderão causar acidentes durante as corridas, mas que apimentam a experiência e a tornam, ao mesmo tempo, mais gratificante. Também nas pistas encontraremos Speed Tracks, que, ao serem usadas pelos nossos veículos, nos transmitem alguns instantes de aceleração extra. Existem também umas orbs espalhadas por cada circuito que, ao serem apanhadas e armazenadas mais tarde poderão ser usadas como turbo.

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Relativamente aos circuitos em si, somos expostos a uma grande variedade de ambientes, tais como desertos, estações espaciais, cidades futuristas ou mesmo o fundo do mar. Cada uma das dezasseis pistas vai-se sentir diferente a todas as outras! O grafismo está, também, louvável. Tanto nos modelos das naves como nos circuitos, Fast Racing Neo cumpre e sobressaí-se.

As faixas sonoras que acompanham as corridas também não foram deixadas ao acaso e servem ao propósito de nos deixarem ainda mais extasiados e acelerados numa experiência onde abrandar não é opção.

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O jogo desdobra-se em vários modos. O Championship, que acaba por se tornar o prato principal nesta experiência de alta velocidade. Existem três ligas que, respetivamente, representam níveis de dificuldade diferentes desde o Novice até ao Expert. Cada liga é, ainda, composta por quatro copas. Por sua vez, estas copas consistem em quatro corridas, todas elas em pistas diferentes, e que nos obrigam a ficar nos três lugares cimeiros da tabela classificativa para avançar para a próxima copa. Temos também o Time Attack, onde tentamos bater, como o próprio nome indica, o tempo estabelecido pelo jogo para cada pista. Existe ainda o Hero Mode, desbloqueado depois de finalizarmos todos as ligas do Championship.

O Single-Player é, por si, muito entretido mas temos ainda a hipotese de jogar com amigos, quer localmente no modo Multiplayer, quer através de uma conexão à internet no modo Online Play, permitindo neste modo até oito jogadores.

Este não é, de todo, um jogo fácil, mas é divertido até mesmo quando perdemos!

Nota: Existe um easter egg no jogo, que acaba por ser um piscar-de-olho para a saga F-Zero. Se o encontrarem, deixem um comentários a dizer-nos quão fácil foi acha-lo.

 

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