27 Ago 2018
Wii U

Análise Bayonetta Wii U

Temos o prazer de testar um dos melhores jogos da geração passada, agora disponível na Wii U.

Bayonetta não é estranho a nenhum de nós, especialmente por ser considerado um dos títulos de ação mais admiráveis da 7ª geração de videojogos. Resta agora saber se o trabalho de Hideki Kamiya mantém a sua qualidade nas consolas da Nintendo, e é por isso que reanalisamos Bayonetta, desta vez focando-nos no seu desempenho na Wii U, e nos extras que esta versão traz.

Bayonetta é um jogo de ação em terceira pessoa, inicialmente produzido para a PlayStation 3 e Xbox 360, juntando-se agora à Wii U, produzido pela Platinum Games. O jogo traz-nos muita ação e um combate fácil de aprender, mas difícil de dominar, onde o jogador tem de planear a sua ofensiva e coordená-la com uma boa defesa. Ao esquivar-se de ataques no momento exacto, poderá castigar os inimigos da melhor forma com o Witch Time. Quando estamos em Witch Time, o tempo e os inimigos param, permitindo ao jogador encaixar uma série de ataques com dano extra.

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Combates épicos

Quem for fã dos jogos da Platinum Games, saberá que estes não são feitos de modo a que o jogador possa sobrecarregar o inimigo ofensivamente, e que caso o faça, poderá vir a ser penalizado por isso mesmo. É aí então que o jogador começa a por em prática a evasão, de modo a tentar sempre entrar em Witch Time, para poder encaixar uma boa quantidade de dano nos inimigos, sem correr o risco de levar dano. Note-se que a vida também é extremamente limitada nas dificuldades mais altas, levando a que o jogador se torne cada vez mais evasivo, ao contrário de ofensivo. Este sistema de combate traz uma dinâmica diferente a este tipo de jogos e, juntamente, com um sistema de avaliação no final de cada capítulo, onde o jogador é avaliado conforme a maneira que joga. Os jogadores mais compleccionistas sentirão uma vontade de melhorar a maneira como jogam, para tentarem ter os níveis todos avaliados em Pure Platinum, a nota mais alta.

A estória de jogo leva-nos a Vigrid, uma cidade fictícia na Europa, onde controlamos Bayonetta, uma Umbra Witch que usa uma variedade de armas, dando preferência às Scarborough Fair, um set de quatro pistolas que, juntamente, com os seus poderes mágicos, ela manipula o seu cabelo para invocar demónios para eliminar os inimigos. Após quinhentos anos adormecida, Bayonetta acorda num mundo desconhecido e sem memórias de quem ela é. À medida que avançamos na estória, Bayonetta vai-se lembrando de pequenos excertos do seu passado, e vamos descobrindo que há quinhentos anos havia duas fações que preservavam o equilíbrio entre a escuridão e a luz. As Umbra Witches, que seguiam a Darkness, e os Lumen Sages, que seguiam a Light partilhavam dois tesouros, que lhes permitia controlar a passagem do tempo.

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Ação constante

Ao longo da sua aventura, Bayonetta irá cruzar-se com Luka, um jornalista que procura uma justificação pela morte do seu pai, Rodin que é o dono do bar Gates of Hell, onde poderemos comprar uma vasta variedade de upgrades, items e armas, Cereza, uma rapariga jovem que se cruza com Bayonetta no início do jogo, e Jeanne, outra Umbra Witch que irá provocar vários problemas a Bayonetta. Cada personagem é memorável e muito bem aprofundada, de modo a que o jogador se sinta interessado sempre que vê uma cinemática de jogo.

Quanto a upgrades, items e consumíveis, o jogo tem uma enorme variedade, sendo praticamente impossível o jogador ter acesso a todos através de apenas uma passagem. O jogador pode adquirir objectos que activam habilidades passivas, upgrades para as armas, combos novos, tesouros e chupa-chupas. Sim, os consumíveis em Bayonetta são chupa-chupas, com três “sabores” (cor) diferentes: Vermelho, que aumenta o dano, amarelo, que aumenta a resistência, e verde, que restaura parte da vida da personagem. Mas como tudo, nada é de graça, sendo que a moeda de troca são as auréolas que apanhamos após derrotar os inimigos. O facto de haver esta grande variedade traz muito valor ao jogo, pois a cada passagem por este poderá testar outros objectos e combos.

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Um exemplo de uma excelente jogabilidade

A nível de desempenho na Wii U, Bayonetta sofre de algumas quedas nas frames por segundo, normalmente em situações com muitas animações a decorrerem ao mesmo tempo, mas nunca aconteceu durante um momento crítico, como um quick time event ou cinemática. O combate mantém a sua fluidez, os visuais continuam deslumbrantes e tudo funciona sem problemas, excepto o pequeno, quase inexistente, problema já mencionado. E sim, 60 frames por segundo em toda a sua glória!

Tal como noutros títulos, a Nintendo gosta sempre de meter algo das suas franchises nos jogos multiplataformas, como um pequeno incentivo extra para se adquirir a versão para as suas consolas. Em Bayonetta, tal como em Tekken Tag Tournament 2, temos “skins” de personagens exclusivas da Nintendo, sendo estes os fatos de Peach, Daisy, Samus e Link. Cada fato tem características únicas e alteram em parte vários elementos do jogo, tirando o fato da Peach e da Daisy, pois tratam-se de uma série de jogos em comum. As alterações que estes trazem são puramente estéticas, e podem ser vistas nas auréolas, nos murros e pontapés climax (presentes no fim de cada combo mais avançado), efeitos sonoros, e alteração do aspecto da arma.

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Pequenos goodies que a Nintendo oferece aos fãs

A grande pergunta fica para o gamepad. Como é jogar com o gamepad da Wii U? Relativamente boa, para quem já tem algum uso do mesmo, mas os jogadores que ainda não se habituaram ao gamepad poderão sentir alguma dificuldade, principalmente porque Bayonetta tem uma jogabilidade que requer reflexos rápidos no meio de tanta ação. O único problema está nos motion controls, por quebrarem completamente o ritmo do jogo durante o momento em que aparecem. Estão mal calibrados, o que faz com que não haja um “centro”, apenas virar para a esquerda ou direita, tornando os segmentos que necessitam dos mesmos uma dor de cabeça. Mas tudo se resolve se o jogador trocar para o Wii U Pro Controller, fazendo o jogo correr como é suposto e sem nos atrapalhar. O jogador se quiser ainda pode escolher jogar com a stylus e o touch do gamepad, contudo, estes tornam o jogo demasiado fácil e automático, perdendo a sua essência.

Em suma, Bayonetta é um jogo que vale todos os cêntimos gastos nele, principalmente por ser a melhor conversão deste até ao momento, embora não por muito. A diferença de performance que existe entre o jogo na Xbox 360 e na Wii U, são menos quedas de frames por segundo. É uma experiência que aguentou quatro anos e que só veio a melhorar a sua qualidade, trazendo aos fãs da Nintendo um excelente jogo de ação em terceira pessoa, bem como uns extras exclusivos à empresa. Bayonetta, torna-se assim, mais um título para a Wii U obrigatório de se ter… Mas só para maiores de 18!

[display_label style=success]Pontos Positivos[/display_label]

  • Possivelmente o melhor porte do jogo até à data
  • Combate fácil de aprender, mas difícil de dominar
  • Narrativa sublime
  • Personagens memoráveis
  • Desafiante
  • Rejogabilidade

[display_label style=negativo]Pontos Negativos[/display_label]

  • Ainda alguns frame drops
  • Motion controls

 

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