27 Ago 2018
Wii U

Análise Bayonetta 2

O que pode ser melhor que Bayonetta? Bayonetta 2 obviamente.

Bayonetta 2 é um título do género hack n’ slash na terceira pessoa, onde o jogador encarna o papel de Bayonetta, uma Umbra Witch. O jogo é produzido pela Platinum Games, contando com Hideki Kamiya (criador original da franchise) para supervisionar o projecto, e publicado pela Nintendo. O jogo é uma sequela direta ao título de 2010, Bayonetta, que foi altamente aclamado pela crítica pela sua jogabilidade fluida, com uma grande variedade de combos e narrativa interessante. Em 2010, o primeiro jogo teve lançamento para a PlayStation 3 e Xbox 360, mas agora junta-se à coleção da Wii U, juntamente com uma sequela bombástica. Podem ler a nossa análise da versão Wii U de Bayonetta aqui. Um dos problemas que falamos na versão Wii U de Bayonetta foi o “motion control” do jogo. Em Bayonetta 2 o jogador tem a opção de ligar e desligar o “motion control”, contudo não conseguimos encontrar uma compatibilidade com o Pro Controller.

Após os acontecimentos do primeiro jogo, durante um dia normal de compras de natal, Bayonetta e Jeanne vêm-se a lutar contra uma horda de inimigos que lança um ataque sobre elas. Durante esse ataque, Bayonetta tem um lapso e deixa um dos seus demónios fugir, o que levou a que a alma de Jeanne fosse recolhida pelas forças do Inferno. Rodin explica que a única maneira de salvar a alma da sua amiga é unindo o coração de uma bruxa, com a sua alma. Após receber informação de Enzo, Bayonetta parte em direção à montanha Fimbulvetr, onde irá encontrar os portões para o Inferno e salvar a sua amiga. Durante a sua viagem, Bayonetta irá reencontrar caras conhecidas, como a de Luca, cujos dotes jornalísticos nos ajudarão na busca dos portões do inferno, a de Rodin, que nos acompanhará constantemente para nos trazer novos tesouros, items e armas novas, e por fim um rapaz misterioso, com um poder único e misterioso.

Analise

O novo look das Umbra Witches

Tal como no primeiro jogo, Bayonetta 2 brilha na sua jogabilidade. Todos os combos do título original estão presentes neste, dando assim uma familiaridade a quem jogou vezes sem conta o primeiro e uma grande variedade para os novatos explorarem. A fluidez do combate mantém-se, continuando a dar um grande foco ao Witch Time, que para o tempo por uns instantes, permitindo ao jogador encaixar alguns golpes nos inimigos sem se por em risco. No primeiro jogo tínhamos a opção de acabar os inimigos com uma tortura, mas agora, a escolha entre tortura ou “umbran climax”. A tortura elimina apenas um inimigo enquanto o umbran climax permite ao jogador continuar o seu combo existente, aumentando o dano e alcance dos mesmos. Isto permite o jogador escolher a melhor opção para cada situação em que se encontra. Pessoalmente, dado à quantidade de inimigos que por vezes pode enfrentamos, achei o “umbran climax” a forma mais eficaz de “limpar a casa”. Tal como no primeiro jogo, o jogador pode apanhar algumas armas dos inimigos, mas desta vez a produtora decidiu atribuir um botão específico para as armas que o jogador apanha dos inimigos, permitindo assim um melhor controlo do combate.

Ao contrário de outros jogos, em que de sequela para sequela o protagonista parece levar um “reset” nas suas habilidades e armas, em Bayonetta 2 a Platinum Games simplesmente elevou o nível dos inimigos. Neste título já não iremos encontrar com tanta frequência os anjos mais fracos, mas sim inimigos mais fortes e poderosos que esses. Algumas sequências levam a crer que o jogador apenas luta contra os inimigos de topo, o que pode uma sensação de poder quando tudo corre bem, mas se nos distrairmos, a morte é inevitável. Isto foi um elemento que desperta imenso interesse no jogo, porque se o jogador estiver a jogar na dificuldade máxima uma distração pode ser fatal, levando a que todos os ataques sejam pensados. Pode-se até comparar o combate de Bayonetta 2 e o da série Dark Souls por serem ambos impiedosos quando o jogador comete erros.

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Combates intensos

Tal como no primeiro jogo, no fim de cada capítulo somos avaliados conforme o nosso desempenho. Podemos receber uma avaliação de pedra, bronze, prata, ouro, “Platinum” e “Pure Platinum”. Esta nota final é o que vai trazer ao jogador uma nova vontade de pegar no jogo e tentar melhorar a sua avaliação, desbloqueando armas, “upgrades” e acessórios novos, para cada vez mais conseguir uma melhor pontuação. O jogo mantém o sistema de capítulos, dividido por sequências, sendo algumas destas secretas.

Algumas novidades que podemos ver em Bayonetta 2 começam pelo óbvio corte de cabelo que a protagonista teve. Mari Shimazaki, character designer do jogo, disse que Bayonetta não é a típica mulher que apareceria com o mesmo penteado numa sequela. Contudo não foi apenas a protagonista que sofreu alterações, tendo Jeanne agora um cabelo branco e longo e Luka uma mudança de roupa para algo que represente melhor a sua personalidade.

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Sequências em grande escala

Poderemos encontrar as armas a que nos habituámos no primeiro jogo, com um design novo, juntamente com umas novidades. Agora o jogador pode escolher as armas para as pernas e braços, mas algumas têm fatos únicos que o jogador pode ativar depois de os comprar. Quanto a estes, o jogador pode encontrar os que a Nintendo implementou também no primeiro jogo, juntamente com uma nova variedade nos tesouros de Rodin. E sim, iremos encontrar algumas referências a outros títulos da Nintendo e SEGA para além destas.

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Combates épicos

A novidade que merece mais destaque é sem dúvida o modo cooperativo. À medida que o jogador completa a campanha, irá desbloquear “Verse Cards”, que permitem acesso a desafios exclusivos para o modo “co-op”. Estes desafios são muito semelhantes aos muspelheim que podemos encontrar durante a campanha, mas sem objetivos específicos. Neste modo o jogador pode escolher entre um parceiro online ou um AI para o acompanhar durante os desafios. Entre cada desafio os jogadores fazem uma aposta, onde quem tiver a melhor prestação durante o mesmo receberá a totalidade do pote. No “co-op” podemos escolher e personalizar a nossa personagem antes de desafiarmos alguém, de modo a podermos dar o nosso melhor durante os desafios. Os halos que ganhamos neste modo podem depois ser usados para comprar armas, acessórios e habilidades.

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Novo modo co-op

Em suma, Bayonetta 2 é a prova viva de como uma jogabilidade sólida e narrativa interessante são a fórmula para criar um jogo perfeito. Podia tentar criticar algo no jogo, mas diriam que estaria a implicar com coisas mínimas ou insignificantes, mas a realidade é que custa-me encontrar defeitos no jogo. É apresentado um design lindo, desde paisagens até aos mais pequenos detalhes, personagens extremamente memoráveis e uma jogabilidade viciante. Bayonetta 2 é mais um forte candidato a jogo do ano, e uma adição de luxo à lista de jogos da Wii U. Se ainda não têm a consola da Nintendo, a série Bayonetta, por si só, já é uma razão forte para a adquirir.

[display_label style=success]Pontos Positivos[/display_label]

  • Personagens memoráveis
  • Combate fluido
  • Narrativa interessante
  • Lista de combos
  • Co-op
  • Design das personagens
  • Design dos níveis
  • Rejogabilidade

[display_label style=negativo]Pontos Negativos[/display_label]

  • Nada a apontar

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