04 Set 2018
PS4

Sim, este jogo ainda se joga. Análise a Destiny: House of Wolves

“A Bungie ouviu os seus fãs e isso vê-se neste novo DLC…”

Começo com esta citação de nenhum sítio em específico, mas a realidade é que já foi dita várias vezes e só ia estar a repetir.

Dia 19 de maio foi finalmente lançada a 2ª expansão de Destiny, chamada House of Wolves. Uma expansão inúmeras vezes adiada mas que conseguiu redimir-se depois da anterior, Dark Below, ter sido um fiasco.
Pegando então nos novos conteúdos desta expansão, digo já que não há raid nova.

O QUÊ?! NÃO HÁ RAID NOVA?? COMO É POSSÍVEL?! ESTE GAJOS ESTÃO A GOZAR CONNOSCO!!!1!1!!ELEVEN!!!1

Não, não traz raid nova. Não é necessariamente uma má notícia, mas já lá vamos.

Comecemos então pelo principio, a história, que sempre foi o calcanhar de Aquiles de Destiny. Mais uma vez, a história falha no alcance ao jogador, com pequenas missões onde pouco traz de novo, fazendo até uma reciclagem de mapas anteriores desta feita de trás para a frente e onde se perde muito tempo para começar cada missão.

Para dar início a esse conteúdo temos de ir à nova zona social, o Vestian Outpost, localizado no Reef. Em comparação com a Tower, esta nova zona social fica um bocado aquém das possibilidades que parece demonstrar, sendo uma zona pequena sem grande hipótese de exploração. Existe também a dúvida se irão dar mais concentração a este espaço, visto ter inúmeras portas que podem dar acesso a outras áreas (onde o Xür até apareceu numa destas semanas, com o seu cubículo próprio) e ainda uma misteriosa vendor em grande destaque (ainda?) sem possível interacção.

No Reef vamos encontrar a emissária da Queen, Petra Venj, que para além de dar início à história traz novas bounties semanais. Essas bounties funcionam todas à volta da eliminação de alvos e é aqui que têm aparecido algumas novidades. De uma semana para a outra, alguns desses alvos foram diferentes, entre explorações de mapas e a espera dos novos eventos dos Wolves na Terra, Lua e Vénus à la Blades of Crota. Houve até um alvo que foi acrescentado com uma, pequena, nova missão (uma curiosidade nessa nova missão é a introdução de um novo elemento nunca explorado no mundo de Destiny, uma machine gun. Será que irão dar mais uso esse novo brinquedo no futuro?).

Outra falha é também com os strike. Não, não é gaffe, porque é mesmo só um strike acrescentado e não um par deles. Apesar de The Shadow Thief ser um strike algo engraçado, peca pela facilidade com que consegue ser terminado, inovando pouco nos desafios apresentados. Neste departamento, outra coisa nova a acrescentar é a nova dificuldade máxima na lista, com DRAGON (de nível 28) a substituir o ROC (de nível 26). Só muda mesmo a dificuldade, visto não terem acrescentado mais nada de novo, mas onde acaba por ser uma das únicas ocasiões onde se visita Marte, já que foi deixado para o lado nesta continuação da história, ou então num dos novos mapas do PVP.

Falando em PVP, foram acrescentados quatro novos mapas ao Crucible normal e foi também acrescentado um novo desafio semanal, o Trial of Osiris. O objectivo aqui é completar um cartão entregue pelo Brother Vance no Reef, o vendor deste modo. Cada cartão é completado ou com 9 vitórias ou com 3 derrotas, sendo que a cada vitória aumenta a possibilidade da compra de equipamentos e armas, que mudam a cada semana, e de pacotes de prémios aleatórios nesse mesmo vendor. Quanto mais vitórias, melhores os prémios. Para atingir uma vitória nesse cartão, uma fireteam de três jogadores defronta outra numa espécie de Team Deathmatch, onde só ganha a equipa que derrotar os outros três jogadores ao mesmo tempo. Havendo a hipótese de fazer revives aos elementos da equipa (não tem respawn, não confundir) e da possibilidade de anti-jogo, cada ronda tem apenas a duração de 2 minutos e se ao fim desses 2 minutos nenhuma equipa tiver ganho, começa uma ronda de captura, onde ganha a equipa que capturar a zona no centro do mapa. Se ainda ao fim de isso tudo ninguém ganhar, o jogo termina com a vitória para a equipa que tiver o jogador mais próximo dessa tal zona de captura. Isto tudo é repetido até concluir cinco jogos vencidos.

O grande desafio a atingir no Trial of Osiris é mesmo completar um cartão sem nenhuma derrota, havendo a hipótese de ter algumas ajudas para isso comprando buffs no Brother Vance (começar um novo cartão já com uma vitória, ter uma derrota perdoada e a próxima vitória contar como duas) conquistando assim o Flawless. Com esse cartão com as 9 vitórias sem derrotas, temos direito à entrada de um novo espaço chamado Lighthouse, situado em Mercúrio, uma espécie de clube secreto só para os melhores. Esse espaço está também pouco explorado em termos de conteúdos, onde tem apenas um cofre para o vencedor, ficando a dúvida dos planos da Bungie para o seu futuro.

E a jóia da coroa neste novo DLC, é o novo modo que vem substituir as raids, a(/s) arena(/s) de Prison of Elders.
Neste novo modo, com reset semanal e pequenas diferenças entre cada semana, vamos defrontar várias vagas dos diferentes inimigos do jogo. Inimigos como os Hive, os Cabal, os Vex e por fim os Fallen, raça essa que dá o mote a esta expansão. Quanto a este modo, o que posso dizer depois de três semanas de jogo é que a Bungie está a controlar este novo conteúdo de uma forma muito mais inteligente do que tem feito com o anterior. Este novo modo consiste em 5 rondas divididas por 3 vagas ou de 1, no caso de um boss, nas dificuldades de 28, 32 e 34, sendo que a de 35 consiste em 6 rondas. Em cada uma das dificuldades deste PoE podemos encontrar desafios diferentes, com rondas para derrotar só um boss ou com rondas de três vagas de inimigos com objectivos pelo meio (desmantelar ou destruir minas, eliminar target), para evitar o camping de outrora. A movimentação é rei, numa arena semi circular onde os inimigos podem spawnar em qualquer lugar, fazendo com que parar num sítio é morrer. Tudo isto para ganhar um Armor Core a nível 32 (para comprar uma peça de armadura no Reef); um Weapon Core (para comprar uma arma no Reef) e Etheric Light a nível 34 (para evoluir armadura e armas); um Armor Core, Weapon Core e Etheric Light a nível 35 e a oportunidade de abrir um chest especial, que dropa sempre uma arma lendária e por vezes algo exótico. Para abrir esse chest é preciso uma das adições novas a este mundo, as Treasure Keys. Essas Keys podem dropar nos dois chests mais pequenos que dão para abrir sempre no final do PoE ou ainda nos tais novos eventos dos Wolves durante a patrulha.

Destiny ainda vai dando cartas, com a adição de novo equipamento e armas tanto lendárias como exóticas para nos ocupar o pouco espaço que temos, outra vez, no Vault mas mesmo assim, não foi desta que apareceu algo que consiga tirar o destaque da Gjahjjalhaljrhojrn. Quanto à Bungie dar ouvidos aos fãs, tem tanto de bom como de mau. Como por exemplo, nota-se nesta expansão um aumento considerável de loot, com engrams a cair a torto e a direito – Bom. Já na evolução do novo equipamento ou mesmo o caminho para chegar ao novo nível máximo (34 de light) está super facilitado, com equipamento a cair já no nível máximo, tendo só que evoluir os perks (e mesmo isso, onde antes eram 7, agora são só 3) – Mau. Alguns aqui devem discordar, tal como em tudo, mas a verdade é que o facto de num dia se conseguir chegar ao nivel máximo de um guardião, cansa muito mais rapidamente o jogo e perde aquele desafio durante semanas dos anteriores. Outra coisa boa introduzida é o facto de podermos evoluir qualquer equipamento ou arma para o nível máximo do jogo, usando a nova moeda Etheric Light. Com isso, todo o equipamento antigo deixa de estar obsoleto, deixando nas mãos do jogador o que prefere. E ainda poder alterar os perks (aleatoriamente) de algumas das novas armas da expansão, bastando ir ao Gunsmith na Tower.

Com a adição deste novo conteúdo, dei por mim a pensar que o que não faltam agora é coisas para fazer, entre as várias dificuldades de Prison of Elders, as novas bounties e o Trial of Osiris semanais, o Iron Banner de tempos a tempos e tudo o resto menos feito mas que de vez em quando dão nostalgia.

Resumindo:

História, com meia horita de missões onde o tempo que se perde mais é a voltar ao Reef para entregar cada missão.

Strike: “Outra vez este aranhiço…”

Trial of Osiris: “Sniper!”, “Sniper!”, “Sniper!”

Prison of Elders: “Eish, estou a soro.”, “Espera aí, estou em cooldown.”

– Os prémios no final de cada jogo de Crucible continuam miseráveis.

Destiny volta a conseguir conquistar o lugar de um dos jogos mais jogados de momento, tomando algumas escolhas certas com este novo conteúdo para voltar a prender os jogadores que perdeu na expansão anterior. Temos um jogo a conseguir evoluir a cada semana que passa e já correm rumores sobre o próximo grande update, com uma nova raid à mistura, etc.

A Bungie já confirmou a presença de Destiny na E3, ficamos a aguardar então por novidades deste mundo que nos tomou por assalto.

Jogo jogado na PS4

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