24 Abr 2019
Xbox One

Revisitando Halo: CE Anniversary

Quase 18 anos depois do lançamento de Halo: Combat Evolved, será que a primeira aventura de Master Chief sobreviveu ao teste do tempo?

Como qualquer jogador, tenho uma enorme lista de jogos que gostaria de terminar, e os jogos da saga Halo estão incluídos nela. Apesar de já ter começado Halo: Combat Evolved duas vezes (uma no PC e outra na XBOX 360 em Halo Anniversary), decidi adquirir a Master Chief Collection na XBOX ONE para terminar o primeiro jogo de uma vez por todas e aventurar-me nos restante jogos da saga.

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Decidimos voltar à primeira aventura de Master Chief.

Halo: CE abre com um pequeno tutorial, bastante básico, onde apenas temos de olhar para umas luzes e movimentarmo-nos um pouco pela sala. É um tutorial que hoje em dia não faz grande sentido, pois os movimentos que nos “ensinam” já são inatos para qualquer pessoa que já tenha pegado num comando no passado, mas estávamos em 2001 quando ele foi desenhado, numa altura ainda verde no que tocava a shooters 3D. De seguida, somos logo colocados no meio de um conflito entre humanos e Covenants, a bordo da nave Pillar of Autumn. Jacob Keys, capitão da Autumn, deixa-nos encarregue de Cortana, inteligência artificial da nave e dá-nos a missão de não deixar que os alienígenas Covenant descubram a localização do planeta Terra.

O jogo passa-se no século XXVI, numa altura em que os humanos já conseguem colonizar outros planetas, e em Halo: Combat Evolved acabamos por aterrar num planeta com um estranho anel à sua volta. Acabamos por descobrir que este anel, Halo, poderá ser uma arma extremamente perigosa, capaz de aniquilar grande parte da galáxia, e o que era apenas uma simples tarefa de protecção de dados, acaba por ser evitar um enorme desastre.

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Alguns cenários bastante claustrofóbicos.

A história é bastante simples e a narrativa não é muito trabalhada, mas serve para introduzir os jogadores a este universo. Em termos de jogabilidade, pode causar um pouco de confusão a alguns jogadores. Hoje em dia, ADS é algo comum em qualquer shooter, mas na altura não. Apenas uma selecção reduzida de armas permitem ao jogador fazer zoom. Também não existe botão para correr, mas os mapas por norma têm secções curtas, e nas maiores existem sempre veículos. Tanto em armas, como em veículos, a selecção é muito reduzida. Existem armas de fabrico humano e de fabrico alienígena, e a diferença entre elas é que as dos humanos têm balas, e as alienígenas são de energia que vão sobre aquecendo se utilizarmos de forma continua. Estas também são alimentadas por bateria e quando essa bateria se acaba, temos de apanhar uma nova.

Graficamente, esta versão anniversary levou texturas actualizadas (para 2011 quando foi lançado na XBOX 360), mas com a opção de jogar com os gráficos clássicos (mas em resolução HD) pressionando simplesmente o Select. Esta transição entre texturas é instantânea, o que é bastante interessante se quisermos comparar as duas versões, ou se forem puristas e ter uma experiência mais próxima com o original.

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Podemos alterar entre o original e remasterização a qualquer momento.

O facto da história ser muito básica e existir pouca diversidade de inimigos, armas e veículos não é o que me chateia em Halo: Combat Evolved, mas sim o design dos níveis. Existem cenários bastante bonitos e estruturas alienígenas que com os gráficos remasterizados são um autêntico regalo à vista, mas que infelizmente são bastante repetitivos. Existem níveis que duram entre 30 minutos a 1 hora para serem completados, e são corredores e salas repetidos, matando hordas de inimigos pelo meio. Por muito divertido que seja o combate, acaba por cansar a meio.

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Alguns cenários são únicos…

O facto da jogabilidade ser clássica não me faz confusão, até me deu uma certa nostalgia, mas o que realmente me irritou é a condução dos veículos dos humanos. Eu sei que a versão Anniversary apenas teve como objectivo manter a essência original, mas neste ponto podiam ter dado um toque especial. Os controlos são tão maus que tornam a secção final do jogo um autêntico inferno!

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…mas a maioria são secções repetidas vezes sem conta.

Em suma, vale a pena jogar Halo: Combat Evolved nos dias de hoje? Devo admitir que para um novato no mundo gaming, talvez não seja o melhor título para se introduzirem à série, mas para Old School Gamers, é de facto um excelente jogo para passarem num fim de semana. A história não é muito aprofundada, mas o que conta, conta bem, e deixa com aquele bichinho de querermos saber o que reserva ao futuro de Master Chief. Apesar de datados, os controlos são sólidos (tirando nos veículos) e dão uma sensação nostálgica que poucos jogos hoje em dia o conseguem fazer. O grande senão do jogo, é o fraco level design, que até por vezes nos fazem sentir perdidos nos mapas.

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