28 Ago 2018
PS4

Análise – Towerfall: Ascension

Um regresso ao passado, às tardes com os amigos e às disputas sobre quem tem o maior e mais poderoso arco do bairro.

Saúdo-vos para este magnífico jogo que é Towerfall: Ascension (Achenchon). Logo à partida consegui perceber uma coisa, afinal este é um jogo para anti-sociais, solitários e para os The Ultimate Nerd, se é que isso ainda existe.

Towerfall ficou conhecido inicialmente como a killer app da consola Android  OUYA em Junho de 2013, um título original da equipa de Matt Makes Games. Este é um jogo de combate plataforma 2D, onde as nossas armas são unicamente um arco e algumas flechas. No mesmo ecrã podem-se defrontar até 4 jogadores em simultâneo, originando épicas partidas, viciantes, desafiantes e sem dúvida alguma muito divertidas.

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Comecei esta análise com “Um regresso ao passado” por uma boa razão. Para quem tem irmãos, familiares ou amigos com quem jogam diariamente por vezes falta aquele videojogo que nos possa entreter durante horas a fio. Recordo-me perfeitamente de ter a minha primeira consola Mega-Drive e juntar os meus amigos em casa para partidas de Micro-Machines, Golden Axe, Mortal Kombat 3, entre muitos outros. É claro que há medida que crescemos perdemos o contacto com as pessoas ou o nosso modo de vida, convida-nos a simplesmente usufruir sozinhos de outras experiências. Esta é a minha situação actual. Triste? Não, mas sinto por vezes falta desses velhos tempos e tardes, hipnotizado por cores e formas pixelizadas na companhia de bons e competitivos amigos.

Towerfall: Ascension faz-me recordar esses bons velhos tempos. Quando iniciei este jogo a primeira coisa que me agradou foi toda a sua arte. Pixelizada, inspirada pela era 8-bits, sons, cores e jogabilidade encaixam na perfeição. Mas antes de passar já para a parte artística e gráfica, vou abordar o tema principal a super acessível jogabilidade de Towerfall: Ascension.

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Tal como em muitos outros excelentes jogos aqui não existem uma narrativa elaborada, não existem reis nem rainhas, apenas dezenas de dungeons apinhadas de sorrateiros e variados inimigos para derrotar. No que diz respeito a heróis temos vários à escolha. Numa primeira fase apenas 4 estão disponíveis mas à medida que jogamos e ultrapassamos os vários desafios, outras 4 serão desbloqueadas. Towerfall: Ascension dá-nos três opções para nos divertir: Quest, Versus e Trials.

  • Quest: Aqui, tal como o nome indica, é a nossa primeira abordagem ao jogo e onde podemos explorar as várias dungeons pelo mundo de Towerfall. A novidade face ao jogo original, aqui podemos jogar em cooperação com mais um amigo que nos vai dar uma mãozinha nas diferentes batalhas.
  • Trials: É uma excelente forma de aprimorarem as vossas habilidades nestes 24 desafios sem inimigos reais (dummies imóveis) onde o objectivo é os derrotar o mais rapidamente possível.
  • Versus: Este modo de jogo merece ser catalogado como a cereja em cima do bolo. A verdadeira diversão acontece aqui, no mínimo 2 jogadores são necessários, até um máximo de 4. Entre as 120 arenas e diferentes personalizações do estilo e tipo de jogo, aqui encontramos uma infinidade de horas de gameplay e competição.

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Os controlos são também eles bastante simples, setas ou analog para mover, X para saltar, L1/L2/R1 e R2 para desviar/bloquear alguns ataques e Quadrado ou Círculo para disparar em 8 movimentos direccionais. Acessível é a palavra correcta para descrever a forma como nos é apresentado o jogo e qualquer pessoa mesmo não habituada a este tipo de adrenalina e velocidade, ficará confortável depois de jogadas várias partidas. O que nada nos prepara numa fase onde os inimigos são mais astutos, é a forma como as várias arenas são construídas. Os vários poços no fundo de cada arena funcionam na verdade como portais que nos permitem cair de seguida a partir do tecto. Não só o chão funciona desta forma como também as várias entradas laterais por vezes ignoradas pelo jogador. Isto irá obrigar a uma maior concentração seja para eliminarmos o nossos inimigos ou para não sermos alvo das nossas próprias flechas.

A arte deste jogo é mais uma das razões pela qual me deixa nostálgico, um mundo bastante colorido, animado onde nos proporcionam vários modos de jogo diurnos, nocturnos, assombrados, mágicos e sempre ricos em detalhe, apesar da sua arte pixelizada. Em conjunto com este design junta-se uma relaxante banda sonora, completamente adequada para as várias batalhas entre amigos ou contra a inteligência artificial. O Dualshock 4 não foi esquecido onde através da coluna integrada recebemos um cómico aviso quando morremos pelas flechas ou ataques mais empolgados dos nossos adversários.

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Em toda a minha experiência sinto realmente falta de uma funcionalidade, o modo online. A nossa vida por vezes não nos permite o encontro com amigos e a internet é a melhor forma de o fazermos à distância. Não teria propriamente que estar presente um modo online até 4 jogadores (que fazia todo sentido, graficamente não é nada stressante para o hardware em questão), mas pelo menos um modo online cooperativo até 2 jogadores. Uma excelente forma de combatermos com até um amigo online e ajudar-nos na nossa principal aventura.

Towerfall: Ascension acerta em cheio no que significa um jogo multijogador. O alvo principal será os jogadores ansiosos por se tornarem no melhor arqueiro(a) do grupo de amigos e vangloriarem-se perante todos. O sentimento de conquista depois de enfrentarmos vagas e vagas de inimigos sem perdermos uma vida, deixa-nos de peito cheio e o botão Share permite partilhar com todos os nossos feitos. Infelizmente ficou esquecida o que para mim tornava este jogo independente perfeito, um modo de competição online. Volto a utilizar uma frase presente nesta análise, “afinal este é um jogo para anti-sociais, solitários e para os The Ultimate Nerd”. Se adoram videojogos, têm uma PlayStation 4 e/ou PC, agarrem nos vossos colegas, amigos, socializem e não se vão arrepender de viver esta experiência com um ser humano ao vosso lado.

[display_label style=success]Pontos Positivos[/display_label]

  • Competitivo

  • Personalização de partidas

  • Repetibilidade

  • Visuais eternos

  • Diversão ao cubo

[display_label style=negativo]Pontos Negativos[/display_label]

  • Falta de modo cooperação/competição online
Esta análise foi feita com base na versão PlayStation 4, que foi fornecida ao autor pela Sony PlayStation Portugal.

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