Pew, pew, pew…

Starblood Arena foi produzido pela SIE Studios San Diego, exclusivamente para o PlayStation VR, da PlayStation 4. O jogo é um arena-based shooter onde controlamos uma nave e tentamos sobreviver à carnificina dos nossos inimigos na arena.

O jogo na sua base é extremamente simples de entender. Pilotamos uma nave com diferentes tipos de armas e tempos de cumprir os objetivos nos diferentes modos de jogo. Pode-se dizer que o jogo pega numa estrutura parecida à de Overwatch, onde cada personagem e a sua respetiva nave têm os seus pros e contras.

Iremos entrar em torneios ao longo da galáxia, competindo por fama, fortuna e sobrevivência, de modo a podermos desbloquear novas peças e artigos estéticos para a nossa nave. A maneira como desbloqueamos os conteúdos é longa e cansativa, pois não se foca no formato de level-up. Pelo contrário, foca-se no elemento aleatório, levando o jogador a ter de comprar loot boxes, e rezar que saia uma peça em condições.

Relativamente às personagens, cada uma é única à sua maneira, assim como as suas naves, contudo a diferença de performance de cada uma delas não parece variar muito, a não ser no desempenho das armas e da habilidade especial.

O gameplay tem alguma complexidade, mas é facilmente dominável. Pode levar a alguns enjoos, visto que a ação é muito rápida e exige movimentos rápidos da cabeça. O ajuste ainda demora algum tempo, sendo que pessoalmente não costumo enjoar muito com o PlayStation VR, mas no Starblood Arena, ainda demorei dois ou três jogos a conseguir orientar-me. No comando controlamos a nave e as armas, a cabeça é a nossa mira, daí os movimentos rápidos e bruscos, pois nos jogos está tudo a lutar pela sua sobrevivência.

As arenas são bem diversificadas, no entanto acabam por cansar ao fim de um certo tempo, porque parecem tudo o interior da mesma nave, apenas decorada por tripulantes diferentes. Em determinadas alturas iremos ter acesso a power ups que aparecem no centro da arena, mas caso não tenhamos essa sorte, consoante a nossa prestação, iremos aumentar a nossa barra da arma pesada, que podemos ativar durante um certo tempo.

O jogo apresenta-nos quatro modos de jogo – Carnage, Team Carnage, Gridiron e Invaders. Carnage e Team Carnage, baseiam-se nos típicos Deathmatch e Team Deathmatch, com o pequeno twist de a meio do jogo aparecerem modifiers que podem ser benéficos ou prejudiciais para o nosso desempenho. Gridiron é o modo “desportivo” do jogo, onde duas equipas lutam por agarrar uma bola e trazê-la para o seu portal (um pouco ao estilo futebol humano, mas com armas e lasers). Por fim o modo Invaders é um modo cooperativo onde quatro jogadores lutam contra hordas de inimigos.

A solo temos o Burn Circuit, onde somos desafiados em doze jogos contra bots, com a dificuldade a aumentar regularmente. Quando completamos o sexto jogo, os seis seguintes são exatamente iguais, mas em dificuldades ainda superiores.

No modo online…

No modo online temos um problema. Não há jogadores. Por mais que tenha procurado e esperado, chega ao ponto em que estamos vinte e cinco minutos em queue e nos fartamos.

Starblood Arena tem bastante potencial na sua raiz, no entanto perde muito do seu propósito quando o jogo se foca maioritariamente no online (que não tem ninguém). O gameplay é divertido, desafiante e desorientante (no bom sentido), cheio de ação e explosões. A personalização puxa pelo jogador por se focar num sistema de loot, estilo Overwatch, mas devido à falta de variedade causada pela falta de jogadores online, perdemos facilmente a motivação para continuar o grind extensivo para ganhar coisas novas.

Se por acaso tiverem o Starblood Arena e tiverem interesse em jogar, falem connosco porque gostaríamos muito de ir ao online do jogo.