Malicious Fallen é mais um remake, mas será que vale a pena? Vamos descobrir.

Malicious Fallen é um remake mas ao mesmo tempo é uma sequela, pois no mesmo pacote encontramos os dois primeiros jogos remasterizados, técnicamente melhorados para a nova geração e ainda 2 episódios novos exclusivos para esta versão. O primeiro jogo Malicious saiu em exclusivo para a PS3 em 2010, o segundo em 2012 para a PSVita com o nome Maliciouis Rebirth, estão ambos intactos com os seus 4 cenários iniciais e boss final. Alvion a produtora não teve além desta série outros jogos marcantes, mas enquanto estúdio de apoio para outras companhias, participou na produção de vários jogos como Madworld, Bayonetta 1 e 2, Metal Gear Rising Revengance, Wonderfull 101 e até Siren Blood Curse.

A história e permissa de Malicious é muito simples, nós (Spirit Vessel) somos escolhidos pelos grandes profetas para salvar o mundo combatendo os varios Malicious que encontramos nos variados cenários, com isto enfraquece-mos a sua força o que nos permite desafiar o boss final. A cada Malicious que derrotamos ganhamos uma nova habilidade que ao estilo de mega-man nos vai ajudar no próximo embate, tudo isto com um sistema de combate que apensar de detalhado não é muito dificil de se dominar, contudo não é um sistema de combate que nos traga muita satisfação, os combos iniciais têm quase tanta potência como os ultimos, o que para um sistema tão detalhado torna-se uma desilusão.

 

O combate como referimos esta dividido por cenários onde encontramos um boss e vários inimigos mais fracos. O objectivo é derrotar o boss, mas nem sempre é tão simples como parece, por vezes tem algo que temos de fazer para podermos dar dano ou algum local especifico para o atacar-mos, esta parte é quase sempre diferente e divertida. Durante o combate temos no canto superior esquerdo Aura, que é um elemento crucial para tudo o que fazemos, usamos aura para aumentar o nosso dano nos inimigos, para fazer combos e para recuperar os membros do nosso corpo que perdemos á medida que perdemos vida. Como ganhamos aura? A derrotar os inumeros inimigos que estão espalhados pelo cenário, quanto mais derrotamos em cadeia mais é a Aura que ganhamos. Para derrotar os nossos inimigos temos 4 armas diferentes e vários combos, temos desde os punhos, projécteis, uma lança e uma espada enorme, estas podemos mudar sempre que quiseremos usando o d-pad, apesar da variedade o dano que cada arma nos permite fazer não difere muito, tornando a escolha da arma um pouco irrelevante e mais um caso de qual se adapta melhor á nossa forma de jogar. Algo a notar também é a camera que tem uma tedência absurda em escolher os piores angulos o que nos complica imenso o combate e muitas vezes encontrar pontos de referência ou os inimigos, algo que poderia ter sido melhorado…mas pareceu-nos que em comparação com os originais não foi mexido.

Os gráficos são medianos, não surpreendem e podem por vezes parecer básicos, mas pode ser desculpado devido á quantidade de inimigos ao mesmo tempo que se encontram no ecrãn, os projecteis, os raios, as pequenas explosões, o ambiente dinamico…contudo achamos desapontante pois mesmo com os gráficos simples por vezes o jogo tem abrandamentos significativos. Apesar dos gráficos medianos a direção gráfica é bastante interessante, com  ambientes sempre diferentes e catiantes, bosses únicos e com um aspecto completamente demente.

O audio do jogo é uma mistura, a banda sonora acompanha bem os momentos épicos e a acção fernética mas tudo o resto torna-se muito básico e sem grande detalhe, os inimigos têm todos um som idêntico, há muito poucas vozes durante todo o jogo, os efeitos sonoros parecem não ter grande impacto, um murro básico e um combo de 20 ataques parecem ter o mesmo impacto sonoro, parece mais uma vez algo que não foi mexido do original.

Com isto dito, a diversão que tivemos com o jogo foi muito pouca, a dificuldade alta não foi motivo de preocuparação, mas sim a falta de satisfação quando finalmente, passados 10 ou mais minutos a atacar, derrota-mos o boss. Parece que foi apenas um boss com demasiada vida onde estivemos inúmeros minutos a fazer button mash ou os nossos ataques são muito fracos ou simplesmente não estão a acertar no boss, isto melhora ligeiramente na segunda parte do jogo, mas a sensação de satisfação mesmo assim não está presente.

Resumindo e concluindo Malicious Fallen é um jogo com um sistema de combate extremamente detalhado e com uma boa ideia que acaba por não ser bem aproveitada, isto aliado a uns gráficos e audio medianos acaba por ser um pacote que trás pouca satisfação ao jogador e apesar de ser um conjunto de três jogos ou dois jogos e meio acaba por ser curto. Para quem gostou dos jogos passados não vemos razão para voltar a pegar no jogo pois é simplesmente passar todos os jogos novamente com um muito ligeiro melhoramento visual e mecânico.