02 Out 2018
PS4

Análise Firewall: Zero Hour

Fomos para a realidade virtual explorar o mundo dos shooters competitivos e cooperativos.

Firewall: Zero Hour é um first person shooter desenvolvido pela First Contact Entertainment Inc para o sistema de realidade virtual da Sony, o PlayStation VR.

O jogo usa o Controlo de Mira VR, mas dá a oportunidade de jogar com o Dualshock 4, para um dos gameplays mais simples que poderá haver no que toca a este género de jogos. O estúdio pensou em tudo o que seria essencial para criar a estrutura de um first person shooter e tentar adaptar isso para uma experiência VR imersiva e cativante. O gameplay ideal será com o Controlo de Mira VR, pois tal como no Bravo Team, o Dualshock 4 tende a substituir o mesmo, e acabamos por ter de fazer mira da mesma forma.

Num ponto de vista geral, conseguiram a imersão, no entanto houve muitos compromissos no que toca a conteúdo.

No que toca a conteúdo, Firewall: Zero Hour não nos traz uma campanha convencional, sendo que o que podemos esperar são cerca de oito contratos diferentes, dos quais o jogador pode estar na equipa atacante ou defensiva. O jogo quase que pode ser comparado ao recém-sucesso da Ubisoft, Rainbow Six Siege, pela sua simplicidade. No entanto, em Firewall: Zero Hour, não encontramos tanta variedade de objetivos. Em todos os mapas, temos de atacar ou defender um portátil, que por sua vez, se chama Firewall.

Cada jogo é um combate de 4v4, onde o jogador pode escolher entre 12 mercenários diferentes, sendo que cada um terá uma habilidade única que poderá funcionar em prol da sua equipa. No entanto, se optarem por jogar o modo solo, não terão a ajuda dos vossos companheiros. Isto porque o jogo é feito a pensar no modo online e na experiência imersiva de jogar juntamente com outros jogadores em realidade virtual.

Uma das coisas que mais me chateou em Firewall: Zero Hour foi o pico de dificuldade. Se jogarmos a solo, parece que a nossa personagem é filha de um colete de kevlar com um escudo de balística, e dificilmente iremos ter problemas a completar os objetivos. Se formos para o modo online, a dificuldade dispara para níveis absurdos, e o que a nossa personagem aguentava a solo, foi dividido em quatro. Para mim é problemático, pois torna-se difícil tentar perceber os limites e riscos que podemos tomar sem que a inteligência artificial acabe por levar a melhor de nós todos.

No entanto, é um pico de dificuldade que conseguem ultrapassar ao fim de umas horas de jogo e depois se entregarem à mecânica principal – comunicação. Mesmo que não tenham um headset com microfone, não é desculpa pois todos os PlayStation VRs têm um pequeno microfone embutido. Terão de comunicar com os outros jogadores, planear o que vão fazer e nunca tentarem ir a solo. Há um grande foco nesta vertente e acho que é por isso que o jogo merece ser comparado ao Rainbow Six Siege.

No modo online contra outros jogadores, as coisas tornam-se muito mais interessantes, pois agora mais que nunca a comunicação toma um papel ainda mais importante, nomeadamente quando um jogador morre. Quando morremos tomamos controlo das CCTV e podemos dar indicações aos nossos colegas sobre a posição dos inimigos. Isto é bastante importante para tentar dar uma vantagem no jogo, pois por vezes, ser eliminado logo ao início do jogo, não significa que seja mau.

A nível de progresso o jogo não traz a melhor experiência, pois é muito difícil ganhar experiência e dinheiro, que iremos precisar para comprar armas novas, texturas novas e acessórios. Teremos de perder bastante tempo a jogar, o que parece pouco provável, pois se o jogador não sentir algum progresso, não vai sentir motivação para continuar a jogar. E não é propriamente um tipo de jogo em que se consegue reunir com facilidade 4 amigos, pois há sempre a necessidade de ter o dispositivo VR.

Em suma, Firewall: Zero Hour firnalmente é um jogo digno para a biblioteca de jogos das pessoas que têm o PlayStation VR. Melhora em bastantes aspectos o que o Bravo Team não acerto, tornando-se assim possivelmente a melhor experiência de um shooter em realidade virtual. O jogo peca em vários aspectos, nomeadamente no que toca a diversidade de conteúdo e sensação de progressão, mas é um jogo em que podemos ligar ocasionalmente e fazer umas rondas online.

Firewall: Zero Hour
8 / 10 Pontuação
Resumo
Firewall: Zero Hour traz-nos a derradeira experiência VR de um first-person shooter, no entanto está longe de perfeito. O jogo embora tenha falta de conteúdo e não dê uma boa sensação de progressão, é um excelente meio para se perder umas boas horas a jogar.
Rating8

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