Ação militar em verdadeira primeira pessoa!

Bravo Team é um jogo produzido pela Supermassive Games, conhecida por nos ter trazido outros títulos como o Until Dawn, Until Dawn: Rush of Blood, Hidden Agenda e The Impatient. Com isto, o estúdio demonstra que já tem alguma experiência a produzir jogos para o PlayStation VR, mas desta vez, com Bravo Team, leva-nos a uma experiência de um cover based shooter, em primeira pessoa.

Em Bravo Team tomamos o papel de um soldado Americano e, tal como qualquer outro first person shooter, teremos de lutar por uma centena de soldados inimigos até um objetivo final. A narrativa não é o seu ponto forte, visto que é bastante limitada e pouco original. Começamos por acompanhar uma representante num país de leste, sofremos uma emboscada e lá pelo fim o jogo acaba por ter um pequeno plot twist. Não vamos encontrar momentos com grande climax a meio da campanha que nos façam ficar intrigados com a mesma.

Quanto ao gameplay, pode-se dizer que é bastante imersivo, até termos de mover até à primeira cobertura. O jogo é todo feito em redor de mover de cobertura em cobertura, mas quando transitamos de uma para a outra, o jogo coloca-nos numa vista em terceira pessoa. O mesmo quando efetuamos uma melee kill ou arrombamos uma porta. Infelizmente isto acabou por tirar grande parte da imersão do jogo, sendo que temos estes pequenos cortes quando fazemos algo que não seja apontar e disparar.

O jogo por vezes tem secções furtivas, no entanto são coisas pequenas e por vezes que não nos levam a lado nenhum. Em vez de dar ao jogador um segmento em que o mesmo tem de gerir a forma como vai navegar no mapa, temos uma breve instância furtiva onde depois somos automaticamente descobertos sem razão nenhuma.

A precisão da PlayStation VR Aim Controller é muito boa, tal como foi no Farpoint, e muito bem conseguida na sua totalidade. Temos até a opção de carregar no touchpad, onde a nossa arma se torna num “manual de instruções” dinâmico para percebermos os botões do jogo. A mira requer um pouco de adaptação, mas quando perceberem como funciona torna-se segunda natureza (espero que o Donald Trump não use isto como argumento). A pistola é que já é diferente. Requer ainda mais precisão e grande parte das vezes os tiros vão falhar.

O jogo para além da campanha apresenta o modo Score Attack, que resume-se à mesma coisa, mas tal como no mesmo modo, no Farpoint, temos de chegar ao fim do nível o mais rápido possível, fazendo o máximo de pontos possíveis.

Se quiserem uma experiência em equipa, poderão jogar online com um amigo vosso, o que acaba por tornar a experiência muito mais dinâmica. A jogar sozinho o A.I. só lá está para servir de apoio caso necessitemos de ser “ressuscitados”, mas com outro jogador, podemos tornar a dinâmica muito mais interessante, e até completar os objetivos com melhor coordenação.

Em suma, Bravo Team é uma experiência em VR bastante interessante, mas que não tem conteúdo para o tornar de certa forma relevante ou memorável. Durante várias vezes comparei o jogo ao Time Crisis, sendo do mesmo género, mas acabando por ser mais dinâmico pela questão do VR. O jogabilidade é muito boa, mas não é suficiente para compensar o mundo sem vida, a inteligência artificial burra e a narrativa curta e sem sal.

7.0
Score

Bom
7

Final Verdict

Bravo Team é uma experiência divertida e diferente em VR que acaba por cair no esquecimento devido à campanha fraca, ambiente morto e inteligência artificial burra.