3 anos após o seu lançamento, será que ainda vale a pena entrar em Theftopolis?

Provando que o 8-bits ainda tem cartas para dar, em 2012 chega a várias plataformas virtuais Retro City Rampage, um jogo onde acompanhamos “The Player”, um bandido mercenário que durante um assalto a um banco que corre mal, depara-se com uma máquina do tempo que tem a forma de uma cabine telefónica azul (clara referência à TARDIS de Doctor Who) e como um bom bandido que é, decide roubá-la. Sem querer viaja no tempo e é atirado para o ano de 20XX ,onde encontra Doc Choc e o seu delorean que nos confunde com o herói do tempo e nos dá a tarefa de recolher componentes para o arranjo da cabine.

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Muitas referências à cultura pop só na sinopse? Então preparem-se pois é raro haver momentos no jogo sem que apareça uma. Não se admirem de estarem no meio da rua e as Tartarugas Ninja saírem dos esgotos para vos darem pancada, ou aprenderem a lutar com um indivíduo com a aparência de Solid Snake. Das mais óbvias às mais subtis, elas estão lá para nos fazer soltar uma gargalhada de vez em quando. Apesar do turbilhão de referências e nonsense, a história de Retro City Rampage é bastante divertida se não for levada a sério, pois no fim de contas, é uma sátira a tudo de bom e mau que se fez na década de 80 e 90.

Muitos são os indies que nos prendem, mas poucos como Retro City Rampage.

Se gostam de Grand Theft Auto, então certamente vão adorar Retro City Rampage, pois se eu tivesse que resumir o jogo a uma frase, ela seria: “Primeiros Gtas em 8-bits“. Trata-se de um sandbox na cidade fictícia de Theftopolis onde para além de completar missões sejam elas de história ou secundárias, também existem outras actividades para passar o tempo: Mudar o visual do personagem, casino, rampages à lá GTA 2 e mini jogos, sendo esta uma das minhas actividades preferidas do jogo. Algumas missões são inspiradas por jogos retro e existem ainda mini-jogos que podem ser jogados na loja de arcades que além de serem bem divertidos, ainda nos dão brindes caso os completemos.

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No departamento da jogabilidade devo dizer que os controlos são bastante simples e apelativos. Os movimentos são bastante fluídos, tanto a pé como em veículos e o combate conta com algumas mecânicas interessantes, como por exemplo a cobertura atrás de objectos. O som é outro ponto forte do jogo. Além dos efeitos sonoros que se adequam, ainda temos rádios com ao todo mais de 100 melodias 8-bits!

Para além de tudo o que já disse que o jogo tinha, ainda me falta referir que existem modos challenge, dezenas de “skins”, mods que alteram os modelos dos veículos e dos NPCs, filtros gráficos e bordas para o ecrã. Maior parte deste conteúdo vem apenas na versão DX, que é a versão definitiva do jogo.

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Retro City Rampage é certamente a experiência 8-bits mais completa que podem encontrar, contando com cerca de 8 horas de jogo caso explorem todos os cantos, algo que nem alguns AAA de hoje em dia conseguem fornecer. Dentro do 8-bits é uma obra prima, e um tributo aos anos 80 e 90. Um título obrigatório para qualquer veterano dos videojogos, e uma óptima introdução ao retro para jogadores mais novos. O melhor de tudo é que o podem adquirir por menos de 15€. Se forem coleccionadores, tenho muita pena, pois o hoje em dia o preço das versões físicas excedem o valor do preço retail dos jogos New Gen.

Felizmente o público reconheceu o valor deste título, e a sua produtora também visto que a sua sequela Shakedown Hawaii já foi confirmada. O segundo título vai nos vai levar para uma zona mais exótica e desta vez com um aspecto 16-bits. Se ainda não o jogaram, de que estão à espera? Corram para a vossa loja virtual de eleição e adquiram este futuro clássico e explorem todos os cantos à caça de easter eggs, pois vale bem a pena.