Simplesmente Tomb Raider foi o título escolhido pela Square Enix e Cristal Dynamics para pela primeira vez na história da série retratarem a primeira aventura feita pela nossa famosa exploradora Lara Croft, cuja missão principal é salvar a sua própria vida numa ilha cuja posição fica algures situada no Triângulo do Dragão. Lara Croft queria encontrar uma nova aventura, mas parece que a aventura é que a encontrou a ela.

Com apenas 21 anos Lara termina a sua formação na universidade e parte para o seu primeiro trabalho numa viagem em busca de descobertas arqueológicas, no qual a leva para uma ilha depois de uma tempestade que destrói por completo o Endurance, navio onde Lara viajava, naufragando-o nas águas do Triângulo do Dragão e levando-a a ela e aos restantes companheiros para a costa da ilha na qual Lara Croft irá ter que sobreviver a várias aventuras perigosas. O principal objectivo da nossa exploradora é encontrar os seus companheiros depois de ser aprisionada e ter que fugir dos rebeldes que exploram aquelas terras, enquanto segredos e artefactos vai encontrando durante a sua caminhada.

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É durante essa caminhada que vamos descobrir toda a fantástica fauna e flora que envolve a ilha, assim como as marcas de civilização que nela se encontram, envolvendo tudo num fantástico mundo de exploração e sobrevivência bastante convincente. As estações climatéricas, os lugares mais inóspitos e todos os sinais de uma antiga civilização tornam esta ilha num cenário ideal no desenvolvimento de toda a acção. O visual que temos de cada lugar é simplesmente singular de zona para zona, contando com diferentes tipos de iluminações e ambientes, que podem ir do grotesco às perigosas florestas e altas montanhas, tudo visualmente atractivo.

[singlepic id=2505 w=328 float=left]Gráficamente apresentado-nos com uma boa qualidade, para um jogo cujo funcionamento é quase o de um open world, mas poderiam estar um pouco melhor no que toca aos modelos dos personagens, existindo alguns pequenos pormenores que necessitavam um pouco mais de detalhe, mas no geral ficamos bastante satisfeitos com a harmonia visual que o jogo nos proporciona, juntamente com todo o ambiente sonoro que envolve a ação e os ambientes que nos rodeiam, bastante usada para nos dar a noção do que nos está a acontecer e por aquilo que estamos a passar. O som também é utilizado de forma activa durante a acção do jogo, podendo ser usado para distrair os nossos inimigos ou ao em vez disso para eles nos encontrarem, um importante recurso utilizado ao longo de todo o jogo sem falar da excelente banda sonora.

Tanto o instinto de Lara como os recursos simplistas e primitivos marcam uma forte presença ao longo de toda a acção do título, apesar de estarem inseridos vários objectos que fazem referencia à modernidade do homem actual, o jogo gira muito em torno dos simples recursos como o fogo, um arco e flecha e um pequeno machado, que rapidamente evolui, mas é uma ferramenta de constante uso. É nesta simplicidade e escassez de recursos modernos que o jogo se baseia para dar a Lara uma constante sensação de sobrevivência  sendo o fogo o recurso mais utilizado pela nossa exploradora, estando assim assinalado como uma importante fonte de recursos em qualquer caso existente de sobrevivência  E Lara Croft também está muito bem retratada como uma principiante neste tipo de aventuras, realçando as suas emoções ao longo de toda a sua aventura pela ilha realçando os seus momentos de medo, insegurança e apesar do seu instinto natural de sobrevivência a sua inexperiência em matar seja o que for para ter que sobreviver.

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Apesar de existir vários momentos de automatismo da nossa personagem e de um grande realce em momentos de quick time events, que tira um pouco a sensação de controlo sobre a acção em desenvolvimento, em alguns deles podemos sentir como se estivéssemos realmente a sobreviver, um instinto de sobrevivência que é natural à nossa personagem, acções para além da consciência  Consistência essa que é um pouco fraca nos nossos inimigos, sendo que não têm uma grande noção de perigo ou em muitos casos não sentem qualquer tipo de ameaça relativamente ao nosso personagem, avançando sem qualquer tipo de protecção e num passo lento, tornando-os em alvos fáceis, assim como os que se escondem não representam grande ameaça, a inteligência não é o seu forte de todo, e a noção dos que os rodeia também não.

[singlepic id=2506 w=328 float=right]Com uma campanha com cerca de 15 horas, onde todas as emoções de Lara serão revelados, toda a sua experiência vai subindo ao longo de toda a ação, evoluindo ao fim de cada “missão” ou em cada acção de sobrevivência que façamos, caracterizado por um contador de XP que nos indicará o nível de experiência que a nossa personagem está, a busca de caixas e baús com objectos em forma de pontos para melhorar o nosso arsenal, são uma forma de necessária de gastar o nosso tempo a fim de melhorar as nossas armas que serão cada vez mais modernas e eficazes.

Um mundo à parte do Singleplayer do título, e mais uma estreia nos títulos da série Tomb Raider é o Multiplayer, que adiciona um pouco mais de longevidade ao jogo mas nem sempre é a melhor opção para manter os jogadores agarrados ao comando. Contudo este não é dos piores multiplayers feitos até ao momento, apesar de se notar algumas funcionalidades mal polidas e de um desenvolvimento simples no que toca ao seu arsenal disponível  podemos perder aqui umas boas horas a matar e a cumprir os objectivos que nos são propostos em dois tipos de jogos existentes.

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Temos à nossa disposição dois tipos de equipas a dos Survivors e a dos Solarii cada um deles com a possibilidade de escolher um dos 12 personagens disponíveis e cada um dos lados com o seu tipo de arsenal. Temos à nossa disposição quatro modos de jogos que são o RescueTeam DeathmatchCry For Help e o Free for All, onde estão retratados dois tipos de desafios, o ver quem mata mais e os que possuem objectivos para vencer, é neste último que nos vamos basear mais pela diferença que existe nos mais diversos multiplayers existentes. O modo Rescue pega na ideia do capture de flag, substituindo-a por um kit médico, cujo objectivo é pegar em cinco kits e levar até um determinado local definido para os sobreviventes enquanto os rebeldes têm como objectivo matar vinte dos sobreviventes, isto à melhor de três em que ambas as equipas passam pelos dois lados da facções. No Cry For Help a ideia é conseguir colocar três dispositivos de rádio a funcionar, necessitando que se fique durante algum tempo numa determinada área definida, para que isso seja possível para os s sobrevivente o objectivo dos rebeldes neste caso é matar 20 rebeldes e apanhar as suas baterias.

[singlepic id=2507 w=328 float=left]De frisar que este multiplayer para além de simples está muito interessante, falhando ligeiramente apenas em algumas das suas acções  onde necessitava de ter uma mecânica mais apropriada para o multiplayer e uma melhor qualidade dos servidores visto existir alguns problemas de latência  mas sem duvida que esta aposta foi um ponto positivo para a série, não estragando de todo a experiência singleplayer e adicionando assim mais motivos para nos mantermos agarrados ao universo Tomb Raider.

Podemos terminar assim com a conclusão de que esta prequela da série foi uma boa aposta por parte da Square Enix e um bom trabalho por parte da Crystal Dynamic, que conseguiram trazer uma boa história, com grandes aspectos de sobrevivência, brutalidade, enredo em torno da inexperiência da nossa Lara Croft, várias emoções enchem toda a caminhada do jogo, tornando-o um título que sem duvida merece o nosso agrado e satisfação.

Versão testada: Xbox 360