30 Ago 2018
PS3

Análise Spelunky

Depois do seu lançamento freeware para Windows em 2009, e dos subsequentes lançamentos para plataformas como Steam e Xbox Live Arcade, eis que chega a vez das consolas Sony receberem o êxito de aventuras sidescrolling. Spelunky, uma homenagem a jogos como Spelunker e La-Mulana, dá a possibilidade do jogador incarnar um de diversos aventureiros, e partir para a exploração em templos e masmorras cheios de tesouro e perigos diversos, armadilhas e criaturas.

O criador do jogo, Derek Yu, é já uma estrela na comunidade de jogos freeware para PC, criando jogos como Eternal Daughter e I’m O.K., entre outros. Com a experiência que ganhou nesses títulos, foi-lhe possível criar um clássico de aventura, seguindo a base indie retro dos dias de hoje, onde a dificuldade e o desafio tem o papel principal. Spelunky é fácil de se começar, difícil de dominar. na pele do personagem principal, o jogador encontra-se numa gigantesca rede de cavernas, armado com apenas o seu fiel chicote (numa boa tradição Indiana Jones). Os níveis são gerados automaticamente consoante a dificuldade escolhida, que dá mais ou menos pontos a cada jogador segundo a sua performance e o tempo que leva a chegar à saída, bem como os tesouros obtidos em cada passagem. Os leaderboards são populados, e as combinações quase infindáveis, o que torna a longevidade deste título bastante invejável.

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A jogabilidade de Spelunky tem base em jogos de plataformas 2D, desde ao tamanho da personagem ao design labiríntico dos níveis,. Mas cada item recebido e equipado ao longo do jogo expande o arsenal do explorador com habilidades como rebentar com paredes, subir a áreas inexploradas com uma corda, ou ultrapassar inimigos com diferentes armas, que provocam elevados níveis de dano. Items mais avançados chegam a dar ao jogador capacidades sobrenaturais, mudando ainda mais a experiência.

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Spelunky segue o estilo de um Roguelike, como Shiren ou Binding of Isaac. Cada vez que perde, a personagem volta ao início, e o elevado nível de dificuldade significa que o jogador vai acabar por perder muitas vezes antes de conseguir dominar verdadeiramente este jogo. É de notar que esta versão do jogo contém um modo multiplayer cooperativo e deathmatch, mas a atracção principal continuam a ser os leaderboards, para a caça ao maior score.

No fundo, Spelunky é um jogo com adaptação difícil, mas grandes recompensas. Recomendado para todos os que gostam de clássicos, e para os que não têm medo de grandes desafios.

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