Com o seu título original de Title Fight e agora com o seu nome final de Playstation All-Stars Battle Royale, temos um título com um conceito semelhante ao do já conhecido Super Smash Bros. e de outros brawlers mas será uma simples cópia ou tem o seu próprio charme?

O modelo básico do jogo é o de colocar 4 personagens num campo de 2 dimensões em que têm de eliminar o adversário. Este meio é personalizável com a possibilidade de fazer combates de 1 contra 1, 2 contra 2 ou até todos contra todos com 3 ou 4 jogadores. Os combates podem ser dentro de um tempo limite com o vencedor com mais pontos a ganhar ou lutar para chegar a um número de pontos específico ou até mesmo lutar com vidas limitadas. O meio para ganhar pontos em combate é que vai ser diferente de outros títulos do género, onde ninguém tem uma barra de vida ou uma percentagem a dizer os danos que sofreram, temos então uma barra de AP, que junta energia que ganhamos com ataques contra o adversário e quando se encher até um certo nível, podemos descarregar um ataque especial (R2) que se acertar num ou mais adversários vai contar como pontos positivos para nós e pontos negativos para o adversário.

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A estratégia criada por este sistema de combate é mais focada e não é limitada como pode aparentar de início, a existência de diferentes níveis de ataques especiais causam um estilo mais ofensivo em que tens de estar sempre em combate para encher a tua barra de AP. Não só tens de te preocupar com a tua barra de AP mas também com a do teu adversário, porque ele também te pode apanhar no momento certo e ganhar a vantagem. Os teus ataques especiais são o foco para a vitória mas para os teres, tens de os merecer com ataques básicos e esses são realizados com as teclas do quadrado, triangulo e circulo que permitem ter modificações com a adição de uma tecla de direcção e a sua junção pode criar um sistema de combos para ganhar um bónus de AP. Ao acumulares AP, vais notar que tens diferentes níveis de especial e são 3 ao certo, o primeiro nível é o mais fácil de realizar mas pode ser facilmente evitado ou até mesmo cancelado se fores atingido enquanto o estás a realizar, o nível 2 já é mais fácil de executar pois não és interrompido a não ser por um outro ataque especial, o nível final é o 3 e é o mais explosivo em que permite cancelar qualquer outro ataque menos um de nível 3, este especial pode ser uma sequência de vídeo em que limpas todos os personagens do ecrã ou ganhas um poder extra e terás de perseguir os teus adversários e mostrar quem manda.

O combate é agressivo mas também é necessário jogar esperto e para tal tens o botão L1 que para todos os personagens expecto um será o botão de defesa, que bloqueia todos os ataques básicos e assim reduzindo o AP ganho pelo adversário. Com o botão L1 no ar ou no chão com uma direcção  vais ter a possibilidade de desviar de ataques, até mesmo os especiais, o que faz com que timing seja algo muito importante a ter em conta.

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Após toda esta informação, dá para ver que não falamos só de um título de festa mas sim um título de luta mas com mecânicas fora do comum. Toda esta fórmula vem misturada com um mundo da Playstation que qualquer fã vai reconhecer diferentes dos elementos usados, desde o elenco de 20 personagens, às 14 arenas ou então aos variados itens que podem ser usados, todos eles pertencem à história da Playstation, desde o seu início até ao futuro.

As personagens são o ponto forte de qualquer título de luta e aqui não são excepção  temos 20 deles para escolher e todos são únicos e especiais, é uma pena termos dois Coles da série InFamous, que apesar de serem bastante diferentes em termos de personalidade e com ataques variados, continuam a ser parecidos a “clones”. Os restantes personagens representam diversas séries únicas da história da Playstation, que vão dos seus primórdios até à actualidade, temos personagens mais esquecidas como Spike de Ape Escape ou Sir Daniel Fortesque de MediEvil, grandes nomes como Jak and Daxter ou Kratos durante a Playstation 2 e para a mais recente geração, temos Nathan Drake ou Sackboy como algumas das estrelas. Como a Playstation sempre teve um grande apoio de outras companhias para os seus títulos, somos apresentados a alguns fora da Sony mas que têm ou vão ter história na Playstation, como Big Daddy de Bioshock que veio a pedido de Ken Levine para fazer presença ou Raiden e Dante que já apareceram em títulos anteriores mas estão apresentados no seu novo visual de jogos que estão para vir. Mesmo com a falta de algumas estrelas importantes, a Superbot já disse que todos são bem-vindos, interessa é que a outra empresa esteja disposta a deixar a sua entrada como estrela neste título, talvez em breve teremos Crash de Crash Bandicoot ou Cloud de Final Fantasy VII. Para as estrelas que estão presentes, não existem queixas de como estão representadas, a maioria dos seus ataques estão presentes tal como nos seus jogos, as combos de Kratos são bastantes semelhantes às de God of War ou jogar como Sly em que ele usa o L1 para se tornar invisível em vez de bloquear, permitindo uma táctica totalmente diferente das dos outros. Os meus preferidos de momento são Spike e Drake para jogar e acredito que todos vão encontrar um ou mais personagens que rapidamente ganharão o seu coração.

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As arenas são tão importantes como os personagens e estão muito bem representadas, temos um total de 14 arenas, com mais 6 para usar como treino. As arenas usam um sistema interessante, fazendo a junção de dois mundos da Playstation, onde podemos estar a combater no submundo de God of War com Hades no meio a atacar e de repente temos um exército de Patapons que estão a mandar abaixo o Deus do Submundo com setas que também nos podem atingir ou então ver o mundo de Killzone com bastantes tons cinzentos de betão a ser invadido pelos macacos de Ape Escape e tornar o mundo colorido, é uma óptima experiência para os olhos. Todos os níveis têm um ou mais perigos além das paredes que podem ser usadas para atirar os nossos adversários contra e aumentar o potencial de uma combo, existem secções em que podes cair do nível mas só és penalizado por perda de AP. Para quem não desejar ter de sofrer com os perigos da arena, podem sempre desligar essa opção.

Durante o combate por estas arenas, vão aparecer itens e estes também vêm em diversas formas e feitios, cada um tem a sua função, que pode ser um escudo de WipEout para nos proteger de qualquer ataque, ou então as Razor Claws de Ratchet and Clank que permitem atacar o adversário e fazê-lo perder AP com cada golpe consecutivo.

Fora dos combates, somos apresentados com menus simples mas com um visual não muito apelativo mas com a ideia engraçada de apresentar um tema único para cada personagem, infelizmente, o tema é aleatório para cada vez que ligas o jogo e não podes mudar para o teu preferido, mas é um ponto que não afecta muito. Os restantes dos visuais no jogo são sempre bons de olhar, competentes na sua apresentação com um estilo não demasiado detalhado para não fazer conflito com a versão PSVita. O contraste entre algumas séries mais animadas com algumas mais realistas é óbvio em certas situações mas não me incomodou e é uma boa maneira de mostrar o quão diversificado o universo Playstation se encontra, com estilos para tudo e todos.

Para quem navegar pelos menus vai ver diferentes secções a explorar, desde tutoriais até trials que te vão trazer desafios únicos. Estes modos são aconselhados a passar para aprender o jogo ou então o modo arcada que tem 3 diferentes dificuldades e são todas bastante acessíveis. Não temos modo de história, só mesmo o modo arcada que apresenta algo parecido com uma história com um slideshow que indica que personagem X tem de ir lutar contra uma força estranha que apareceu a desafiar as estrelas Playstation. Durante o modo arcada chegamos a encontrar um rival pré-definido pelo jogo que aí apresenta uma sequência breve com alguns momentos que vão deliciar os fãs como Sly e Drake a verem quem é o melhor caçador de tesouros ou Kratos e Sweet Tooth a lutarem por um simples gelado. Infelizmente, após a vitória sobre o teu rival não tens nem um vídeo ou imagem sobre a vitória de um contra o outro passando logo para o Boss Final que é o Polygon Man, este ser é bastante obscuro, vindo de uma campanha de marketing falhada na América mas que aparece do nada neste jogo e nem somos informados da sua existência, uma biografia ou algo ajudaria a quem o vê pela primeira vez ou até mesmo uma razão para tentar controlar o mundo da Playstation.

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Visto que a campanha não é o ponto mais forte, podemos contar com o modo Multiplayer que pode ser jogado tanto offline como online, juntas 4 amigos em casa e podem fazer todos festa ou então os convidas online para fazer combates épicos. O único problema de jogar em offline é a utilização de um único perfil, o do primeiro jogador, e só ele pode receber os extra e fazer a personalização para os seus personagens o que não é um grande impacto negativo mas existem diversos extras associados que podem ser usados e os restantes jogadores não podem. No modo online temos combates especiais em tempo de todos contra todos ou em equipas que contam para o rank que é determinado por um cinturão que vai até ao negro para mostrares que têm de ter cuidado contigo. O combate online é quase perfeito, em que raramente se apanha lag mas alguns bugs ainda aparecem em que o jogo escolhe outra personagem por ti o que é de estranhar. O de louvar é a conexão entre a PS3 e a PSVita em que nem reconheces que tiveste a jogar com alguém num sistema diferente.

Existem extras para coleccionar  em quantidade mas não variam muito. Com o uso de um personagem, vais ganhar níveis de experiência que te vão dar acesso a novos conteúdos, que vão desde a coisas pequenas como imagens de fundo e ícones para o teu perfil ou as de maior importância como fatos alternativos ou música de vitória para o teu personagem entrar em estilo para o combate. Tens incluído um sistema de minions em que existe um para cada personagem e são pequenos cheerleaders que te dão os parabéns sempre que acertas com um ataque especial em grande escala, é um pormenor mínimo mas vejo que todos gostam de escolher o seu preferido para mostrar aos outros.

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Para os fãs dos títulos Playstation que são cuidados com uma dobragem portuguesa, eis que a Sony mantêm essa tradição mas os personagens que nunca tiveram dobragem continuam sem ela, o que pode criar um elemento estranho ver o Drake a falar casualmente em português contra o Heihachi em Japonês e depois contra o Raiden em inglês. Preferi manter as vozes originais para esta versão. Não esquecer que com a PS3 vem o Cross-Buy em que ganhas a versão PSVita grátis e podes transferir a informação de uma para a outra, um grande extra para quem tem ambas as consolas.

Em conclusão, não posso dizer que Playstation All-Stars Battle Royale seja um título superior a Super Smash Bros. pois até são diferentes em alguns estilos e porque existem algumas falhas, algumas aceitáveis para o primeiro título da série, outras não tanto. No entanto, adorei cada momento a jogar este jogo, diverti-me a jogar sozinho ou com amigos e esse ponto foi o mais importante. Com personagens DLC a caminho que vão ser grátis nas primeiras duas semanas e com mais a vir no futuro, espero que este título possa crescer e aprender a corrigir alguns dos seus erros para melhorar ainda mais a experiência para criar uma rivalidade positiva com o título da Nintendo e poder satisfazer os fãs de ambas as plataformas.

Versão Testada : Playstation 3