02 Abr 2020
PC e Mac

Análise: Metro: Last Light

Foi sobre o ano 2034 que a 4A Games desenvolveu a sequela de Metro 2033 onde nos deparamos na cidade de Moscovo pós-apocalíptica, onde os poucos sobreviventes da raça humana são obrigados a viver em túneis do metro sob a ameaça de criaturas estranhas e uma atmosfera venenosa à superfície. Como se estas já não fossem bons desafios para a sobrevivência da humanidade, ainda existe a eminência de uma Guerra Civil que poderá ditar o fim de todos os sobreviventes do holocausto nuclear.

Como em Metro 2033 nós somos colocados na pele de Artyom, depois da sua má jogada de lançar um ataque devastador sobre a misteriosa raça conhecida como Dark Ones, cujo principal objectivo deste novo título é continuar a manter viva a raça humana, evitando que se inicie uma Guerra que ponha em risco a sobrevivência de todos os que ainda acreditam que existe uma solução para todo o mal criado sobre a Terra. Para isso teremos que encontrar o misteriosos ‘Prisioneiro‘, que supostamente é a chave da sobrevivência, a última luz ao fundo do túnel.

[singlepic id=3203 w=610 float=]

Depois de sabermos o que é que nos espera em termos de história temos o impacto gráfico que não é excelente principalmente nas versões das consolas, mas é suficiente para nos deixar satisfeitos com todo o ambiente que nos rodeia. Em relação ao seu antecessor Metro: The Last Light apresenta uma qualidade de texturas e modelagem melhores, basicamente foram corrigidos alguns dos principais problemas existentes neste campo em Metro 2033. A iluminação continua boa mas é-lhe dada uma maior importância nas situações de infiltração nas zonas inimigas, com a característica de stealth a destacar-se ao confronto directo com os inimigos.

As piores situações que podemos destacar a nível visual é a quebra de frames em algumas partes dos jogo, principalmente nos momentos de maior acção e também no inicio de algumas animações como subir escadas ou começar a correr. As animações em grande parte dos casos não se destacam muito pela positiva, apesar de haver pormenores interessantes existem também muitos problemas com as suas suavidades de transição e mesmo com o seu desempenho em situações como correr, cujas animações se apresentam lentas.

[singlepic id=3205 w=328  float=right]A jogabilidade não é muito afectada por estas pequenas falhas nas animações, mas existem outros problemas que afectam essencialmente no progresso da acção, como por exemplo alguns erros de detecção de pontos de acção, onde não nos é mostrada qualquer tipo de informação de interacção e ficamos um pouco perdidos no cenário, mesmo com a ajuda da nossa bússola. Isso também acontece com alguns do itens que existem no chão ou em caixas, exigem muitas vezes que olhemos para eles directamente e mesmo assim existem uns que obrigam a uma melhor colocação da visão sobre os mesmos. Tirando este pequeno problema de jogabilidade deparamo-nos com outro ao nível da mira, que não é 100% eficaz quando usada sem o foco da arma.

Contudo a jogabilidade não tem só problemas até é por si só bem particular e interessante, visto termos várias funções à nossa disposição, como o uso essencial da mascara de gás quando nos encontramos em algum local com acesso ao exterior, a necessidade de apagar todas as fontes de luz para que não tenhamos de gastar balas, visto existir uma quantidade reduzida de recursos que nos fornecem esse tipo de materiais. Apesar de existirem sempre inimigos com armas, as quais podemos apanhar, os tiroteios são bastante frenéticos não dando muito tempo para andarmos a apanhar armas cada vez que matamos um dos inimigos, tendo em conta que as criaturas que vagueiam pelo mundo de Metro não deixarem qualquer tipo de objecto após a sua morte, e também estes se apresentam em números bastante consideráveis no que toca aos recursos proporcionados pelo jogo.

[singlepic id=3204 w=610 float=]

O desafio sobre este jogo é sem dúvida grande, não se compara a alguns dos títulos do género que nos facilitam bastante a nossa progressão, Metro: Last Light parece que usa propositadamente os seus bugs para tornar ainda mais difícil a nossa caminhada por este mundo pós-apocalíptico, onde cada recurso é uma dádiva dos céus. Uma das maiores dádivas que podemos procurar é filtros de ar para a nossa mascara, porque sem eles ficamos incapazes de respirar na superfície um obstáculo que se complica quando temos que vaguear pela superfície com um tempo limitado à capacidade da duração de cada filtro e ainda explorar os cantos todos em busca de qualquer tipo de recurso perdido.

Uma das principais características da jogabilidade em relação ao som são as armas com silenciador, que dão bastante jeito para apagar lâmpadas que não sejam acessíveis, de modo a não sermos detectados pelos inimigos. Caso exista algum barulho detectável como sendo de uma arma o alarme é activado e aí as coisas complicam. Apesar disso não existem grandes produções de sons que possam ser descritos para este efeito, mas sim para nós sabermos o que nos rodeia, como inimigos que se destacam por sons característicos. O ambiente em torno de cada cidade é muito bem realizado, com constantes conversas entre os seus habitantes que dá uma boa noção de vida, onde existe a destruição.

[singlepic id=3202 w=328 float=left]Os diálogos também são uma forte componente do jogo, pois são essencialmente eles que te vão indicando o teu caminho e te vão esclarecendo e envolvendo em toda a trama do jogo. Por várias vezes que nos vamos encontrar com companheiros que nos vão dar dicas do que é que temos de fazer e caso não estejamos atentos ao que eles dizem podemos ficar sem saber o que fazer ou mesmo piorar uma situação que poderia ser simples de passar. Um pequeno destaque também para a forma usada de resumir o que acabamos de passar e o que nos espera, nos momentos de carregamento onde uma voz nos lê o texto que vai aparecendo e que nos introduz melhor na história do jogo.

Apesar dos momentos em que podemos perder à procura de suplementos não existe nada mais que umas notas para ir recolhendo em cada capitulo sem a existência de qualquer recompensa, apenas melhora a nossa informação em volta da história do jogo. Apesar disso este título pode-se extender durante umas largas horas no mínimo 8 até cerca de 11 horas dependendo essencialmente do jogador, das suas habilidades e acções que tomar durante o seu desenvolvimento, sem contar com os pequenos erros que podem ocorrer e assim atrasar a nossa progressão.

[singlepic id=3206 w=610 float=]

As melhorias deste título em relação ao seu antecessor é notável em todos os aspectos, apesar dos seus erros principalmente na sua jogabilidade tudo o resto completa estas pequenas lacunas que poderemos encontrar durante a acção. Os pequenos pormenores que foram colocados no título tornam este shooter único, uma história que nos envolve praticamente desde o primeiro minuto de jogo, a vivacidade dada aos pequenos esconderijos dos que lutam pela sobrevivência, a acção em volta do nosso personagem entre outras características já referidas em cima.

Versão testada: Xbox 360

Video Análise:

Related posts