30 Ago 2018
PS4

Análise: LEGO Marvel Super Heroes

O que acontece quando se mistura um dos brinquedos mais famosos do mundo com uma das melhores marcas de super-heróis? Um super jogo. Vejam a nossa análise a LEGO Marvel Super Heroes.

LEGO Marvel Super Heroes é um jogo produzido com a TT Games e publicado pela Warner Bros. Interactive Entertainment, sendo o primeiro jogo da LEGO com o franchise da Marvel.

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Em LEGO Marvel Super Heroes começamos com o Silver Surfer a ser perseguido pelo Homem de Ferro, onde Dr. Doom intervém e destrói a prancha do Silver Surfer em pedaços chamados Blocos Cósmicos. Dr. Doom rouba os Blocos Cósmicos, e juntamente com Magneto, Loki e outros vilões do universo da Marvel, irá planear o seu plano maquiavélico de dominar o mundo. Cabe então aos nossos heróis favoritos impedir que Dr. Doom realize o seu plano, derrotando os vários inimigos e completando os diversos puzzles ao longo dos níveis, mas Dr. Doom descobre no fim que não se pode confiar em vilões, dando um final muito interessante para um jogo de super heróis. Falando em geral sobre a estória do jogo, é uma narrativa simples mas agradável ao mesmo tempo, pois a equipa da TT Games representou na perfeição todas as personagens da Marvel, desde a personalidade e a versão LEGO de cada um deles. Infelizmente não temos as vozes dos atores de cinema, mas podemos contar com vários nomes famosos como Troy Baker, Roger Craig Smith e Nolan North. Não tendo as vozes a que muitos estão habituados, a TT Games não se deixou ficar e tentou implementar vários elementos que podem ser facilmente reconhecidos, tal como a cena cómica do filme dos Avengers onde o Hulk atira com o Loki de um lado para o outro, em LEGO Marvel Super Heroes é um dos ataques personalizados do Hulk.

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A quantidade de personagens que LEGO Marvel Super Heroes nos apresenta é capaz de ser das maiores que já vimos. Podemos contar com cerca de 140 personagens jogáveis, estando incluídos os Avengers, XMen, Quarteto Fantástico, e muito muito mais. Cada personagem tem as suas características e ataques únicos, e é isso um ponto que vale a pena elogiar nestes jogos. Existe vários tipos de personagens para interagir com elementos diferentes nos níveis, ou seja, para peças douradas é preciso uma personagem que tenha raios de calor como por exemplo o Cyclops, mas caso não se goste desse, podemos escolher o Homem de Ferro. Peças verdes precisam de personagens de força bruta, como o Hulk ou o Coisa, peças roxas precisam de personagens com poderes telequinéticos, como a Jean Grey ou a Mulher Invisível, peças cinzentas são destruídas através de explosivos, podendo-se usar o Homem de Ferro. Para além das peças existem outros objectos que precisam de personagens específicas, como o Capitão América que atira o escudo para uma alavanca ou para fazer ricochete a um raio, ou o Thor para fornecer energia a um mecanismo. Algo que pode ser problemático para alguns é a confusão visual que pode haver no ecrã, pois por vezes é preciso destruir peças específicas para se ganhar umas peças que poderão ser montadas para abrir caminho, mas nem sempre se apercebe que essas peças estão lá. Aconteceu nalgumas ocasiões ter andado às voltas à procura da peça que faltava para poder avançar, mas com o avançar do jogo tornou-se mais fácil localizar todos os objetos.

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Embora não seja possível durante a campanha escolhermos com quem queremos jogar, porque estamos limitados às personagens que estão predefinidas no jogo, após completarmos a mesma desbloqueamos o modo Free Roam, onde podemos voltar aos níveis escolhendo as personagens que quisermos. Isto acontece porque ao longo da campanha existem várias zonas, objetos secretos e colecionáveis que não podemos adquirir porque não temos a personagem com os poderes certos para desbloquear o caminho para a zona ou aceder aos objetos, aumentando assim a longevidade do jogo. Para terem noção, após ter completado a campanha, o jogo ainda ia a 18%. A campanha é algo que o jogador pode fazer em cerca de 8-10 horas dependendo da exploração que é feita em cada nível. Após isso, os que gostam de apontar para os 100% ou até mesmo a platina, poderão com muitas mais horas a explorar todos os níveis, a fazer todas as missões secundários e apanhando todos os colecionáveis. Ao total o jogo pode disponibilizar cerca de 30 horas adicionais apenas para exploração e objetivos extra.

O Free Roam neste jogo está muito bem conseguido, embora seja dado pouco foco durante a campanha. Andamos cerca de 5 minutos no Free Roam entre missões, mas não somos impedidos de aceitar missões secundárias, embora sirva de pouco pois muitas das vezes ainda não desbloqueámos as personagens certas. As missões secundárias são as mais diversas possíveis, desde ajudar um cidadão, ativar um mecanismo, resolver um puzzle ou até mesmo uma corrida. Tal como em LEGO Batman 2: DC Super Heroes, onde a caverna do Batman era a base de operações, em LEGO Marvel Super Heroes utilizamos o Helicarrier da S.H.I.E.L.D.

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Para quem gosta dos cameos de Stan Lee, não se desanimem, pois ele faz muitos em LEGO Marvel Super Heroes. Stan Lee aparece inúmeras vezes ao longo do jogo, sendo ele próprio um colecionavel. Pelos vários níveis e free roam temos 50 ocasiões para salvar o Stan Lee. E sim, é uma personagem jogável.

No que toca a jogabilidade, a fórmula é a mesma que outros títulos da LEGO, por isso quem é fã da série de jogos e está habituado a jogar os anteriores, não terá problemas nenhuns com este jogo. Para quem é novo neste tipo de jogos, não demorará muito a ganhar o jeito, tendo o jogo comandos muito simples. O audio está muito bem conseguido, desde as musicas nos combates, que estão épicas até para um jogo da LEGO, até às atuações de voz que têm sido algum alvo de critica por parte de pessoa que preferiam os jogos da LEGO sem vozes. Sendo este o quarto título da LEGO com vozes, está mais que provado que foi um bom passo para melhorar os seus jogos. Os gráficos do jogo também estão muito bons, não havendo muitas quebras de framerate, especialmente nas partes em que existem muitas partículas (blocos de LEGO) no ecrã. A camera por vezes pode ser um incómodo, pois como é bloqueada por vezes podemos ter a vista obstruída por objetos. Isto acontecia nomeadamente no Free Roam, onde encontramos muitos elementos que nos podiam bloquear a vista.

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A fórmula dos jogos da LEGO não tem vindo a demonstrar grandes inovações, e isto é algo que tem vindo a ser muito alvo de critica em jogos como Call of Duty, mas a TT Games continuar a merecer o nosso dinheiro, pois embora a fórmula seja a mesma, o franchise vai mudando e o tributo feito ao mesmo tem vindo a ser inigualável. Tendo já feito excelentes jogos de grandes franchises como Guerra das Estrelas, Senhor dos Anéis e DC Comics, este é mais um excelente tributo ao universo da Marvel, e aos fãs do mesmo. Qual será o próximo franchise a ser introduzido à série de jogos da LEGO?

[display_label style=positivo]Pontos positivos[/display_label]

  • Tributo à Marvel
  • Jogabilidade simples
  • Comédia
  • Longevidade

[display_label style=negativo]Pontos negativos[/display_label]

  • Por vezes confuso
  • Alguns problemas de câmera

[display_label style=plataforma]Analisado na PlayStation 3 com uma cópia cedida pela Warner Bros. Interactive Entertainment[/display_label]

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