Nada como começar 2015 com uma análise em cheio!

Comecemos 2015 em grande, e quando digo isto, refiro-me a uma análise a um jogo que cujas minhas expectativas por ele se mantiveram elevadas ao longo da sua produção. Refiro-me, obviamente, a LEGO Batman 3: Beyond Gotham, um jogo produzido pela TT Games, e o terceiro da série LEGO Batman.

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Neste título, acompanhamos os nossos heróis favoritos da DC Comics numa nova aventura, repleta de vários perigos. A campanha começa com o Batman e Robin a perseguirem o Killer Croc pelos esgotos de Gotham, mas os nossos heróis terminam a sua missão sem sucesso. Ficamos a saber que Killer Croc está a trabalhar com o Joker, Lex Luthor, Solomon Grundy, Firefly e Cheetah para se infiltrarem na Hall of Justice, garantindo-lhes acesso à Justice League Watchtower. Após o sucesso dos vilões, Batman e Superman juntam a Justice League para os expulsar da sua base, contudo um novo perigo aproxima-se do Planeta Terra.

Brainiac dirige-se à terra, com o objetivo de encolher várias cidades do planeta, para adicionar à sua coleção. É aí que Lex Luthor toma a decisão de unir os vilões e os heróis de modo a impedir os planos maléficos do grande vilão.

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Tal como nos títulos anteriores da série, a jogabilidade é muito simples, dando um forte foco a puzzles cognitivos, onde o jogador explora cada secção e utiliza as várias personagens para completar os mesmos. Cada personagem tem a sua habilidade especial, mas neste título somos introduzidos a uma nova mecância: os fatos. Agora cada herói tem um variedade de fatos, na qual pode mudar facilmente durante o jogo para cumprir diferentes tarefas. Esta opção fez com que a TT Games pudesse criar uma campanha mais virada para a estória, sem haver as constantes trocas de personagens ou repetições de puzzles.

A nível de conteúdo, podemos contar com cerca de 150 personagens do universo da DC Comics, cada uma dela com uma variedade de fatos únicos. O grande foco vai para as habilidades dos Lanterns e do Brainiac, que trazem um novo interesse ao jogo e às personagens. Grande destaque para algumas personagens que servem como um pequeno tributo para os fãs da DC Comics, como é o caso do Batman dos anos 60 com a voz do Adam West e as onomatopeias apropriadas, e também BatMite.

Beyond Gotham introduz-nos também a novos níveis, diferentes dos que conhecemos de todos os outros títulos. São sequências em formato de Shoot ‘em Ups onde o jogador controla uma nave e tem de eliminar ondas de inimigos para completar o nível, ao mesmo tempo que apanha power ups, segredos e defesas. Uma comparação fiel a estes níveis é ao Resogun, o exclusivo de lançamento da PlayStation 4. Quem jogou Resogun irá ver que são sequências cilíndricas com um aspecto tridimensional, permitindo ao jogador ir em todos os sentidos, conforme ache necessário.

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O jogador vai poder explorar diversas zonas do universo da DC Comics, incluindo a Hall of Justice, a Batcave, a Justice League Watchtower, Os planetas dos vários Lanterns, e até mesmo a Lua.

Pouco mais se pode dizer deste jogo, pois a TT Games tem vindo a aperfeiçoar a jogabilidade de modo a torna-la fácil e intuitiva para o publico mais jovem, ao mesmo tempo que trazem franchises e estórias apelativas para todas as audiências. A minha crítica a este jogo fica à campanha, cuja estória não me envolveu no mesmo modo como outros títulos da série LEGO. Creio que algumas partes tenham sido mal aproveitadas.

A nível de conteúdo novo, creio que a TT Games esteja a trabalhar em mecânicas novas que trazem um novo interesse à série, contudo algumas podem não vir a ter continuidade noutros títulos de franchises diferentes. Um exemplo disto é os fatos, que funciona perfeitamente num enredo de super-heróis, mas pode não ser o mais adequado para um ambiente medieval e de fantasia (LEGO The Hobbit). Resta agora saber o que a TT Games vai trazer para os seus próximos títulos já anunciados.

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Cópia cedida pela Upload Distribution, para a PlayStation 4.

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